quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Hemerologia - Calendário Juliano

Foi no ano 708 da fundação de Roma, segundo a era dos romanos, correspondente ao ano 47 antes de J.C., que Júlio César estabeleceu o seu calendário, o qual é, com poucas modificações, o mesmo que nos rege na actualidade.
Começou o grande imperador por corrigir naquele ano todos os erros acumulados anteriormente. Esse ano, que durou 445 dias, distribuídos por 15 meses, foi chamado o ano da confusão.
Para daí em diante, fixou César em 365 dias a duração do ano civil, estabelecendo por cada quatro um de 366 dias, repartidos por doze meses. Julho e Agosto foram assim chamados, posteriormente, em sua honra e do seu sobrinho Octávio Augusto; os seus primitivos nomes eram Quintilis e Sextilis, pela ordem que ocupavam no calendário, pois ao princípio só se contavam dez, o que explica os nomes de Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro, que ainda conservam os últimos meses do ano. Estes doze meses uns tinham 30 dias e 31 outros, excepto o de Fevereiro, que tinha 28 ou 29 como actualmente. Porém, no que deferiam era a forma de contarem os dias do mês.
O primeiro dia de cada mês chamava-se Calendas (daqui se derivou o nome de Calendário); o dia 5º era o de Nonas e o 13º o de Idos nos meses de 30 dias, sendo nos de 31 Nonas o 7º e Idos o 15º. Os dias intermédios contavam-se retrocedendo; primeiro, segundo, terceiro, etc., antes de Nonas ou antes de Idos, com o nome do mês correspondente, ou do mês seguinte para os dias que procediam as Calendas.
Assim, o último dia de Agosto era o “primeiro antes das calendas de Setembro”(pridie Kalendas septembris) e assim sucessivamente. O dia a intercalar nos anos de 366 dias, acrescentava-se depois do 7º antes das calendas de Março, e chama-se “dia bis antes do 6º das calendas” (bis sexto Kalendas) donde vêm o nome de bissexto, que aplicamos ainda na actualidade aos anos em que Fevereiro consta de 29 dias.


Fonte: Sousa & Andrade -1916

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Laranjinhas


Receita da Micá

Na ilha Terceira (Açores), aproveitam-se as cascas das laranjas, inclusive as grossas. Pode-se ir guardando ao longo do ano na arca congeladora até ter a quantidade necessária.
Põe-se as cascas de laranja em água durante 9 dias, não esquecendo de a mudar todos os dias. Em seguida, cozem-se, escorrem-se e passam-se as cascas numa máquina de moer carne.
Pesa-se igual quantidade de açúcar relativamente à quantidade de "massa" de casca de laranja. Vai ao lume, fervendo até ganhar ponto*.Não esquecer de ir mexendo com uma colher de pau.
Retira-se a "massa" aos poucos do tacho para um prato. Com as mãos húmidas e com o auxílio de uma colher de sobremesa, moldam-se pequenas bolas. De seguida, são "roladas" em açúcar normal. Dispostas num prato, com a ajuda da pressão do "mindinho", criam-se pequenas covas no meio de cada bola ou "laranjinha".


* Tal acontece quando a "massa" se descola do fundo do tacho, posicionando-se num dos lados.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

TAP/Lowcost

"A TAP lançou uma grande campanha tap|discount, que lhe permitirá viajar por apenas 59 euros para todos os destinos na Europa, com todas as taxas em vigor a 20/11/08 incluídas". Ver aqui

E para os Açores?

domingo, 28 de dezembro de 2008

Michail Kuznetsov e Margarita Kostikova na ilha Terceira

Michail Kuznetsov , director da União de Desenvolvimento de Cidades Cientificas, na Rússia, e Margarita Kostikova , Vice-Presidente do movimento politico “União Social Democrata”, um simpático casal que visitou o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum, manifestando grande interesse na história vitivinícola dos Biscoitos. Ficaram agradavelmente surpreendidos com a qualidade dos vinhos produzidos pela família Brum.
Durante a visita ao Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda., Michail Kuznetsov, que foi colaborador destacado do antigo presidente Mikail Gorbachev, e Margarita Kostikova foram acompanhados por Luís Pinheiro Brum proprietário daquela centenária Casa.
Será a Região Autónoma dos Açores de futuro um destino de férias para a alta-classe politica internacional?...

sábado, 27 de dezembro de 2008

Rufino Simas visitou o Museu do Vinho

O produtor engarrafador Rufino da Silva Simas visitou a Casa Agrícola Brum Lda.,(Museu do Vinho dos Biscoitos) da família Brum e levou uma visita ... Uma garrafa de vinho da sua lavra.
A Adega Simas, localizada na Canada do Tenente-Coronel, freguesia dos Biscoitos, tem vindo a impor-se no mercado local com um vinho branco produzido em terrenos de origem vulcânica.
Rufino Simas tem um área de mais de dois hectares de vinha onde o seu empenho e conhecimento continuará certamente a dar bons frutos.
Como não podia deixar de ser, o encontro entre os proprietários da Adega Simas e da Casa Agrícola Brum Lda., (dois produtores individuais/independentes) os problemas actuais da vitivinicultura dos Açores e particularmente dos Biscoitos estiveram na “ordem do dia”.
Como o Natal aconteceu mais uma vez, agora, é ter coragem para assumir o Ano Novo.
Votos dos melhores êxitos pessoais e profissionais.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A natureza e o Homem

“La natura fa l’uva e l’arte fa il vino”

Pollaci

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Noite de Natal

Noite santa de Natal
Doce aconchego d’amor!
Na rua o frio é mortal
E em casa o terno calor
Dá consolo espiritual.

A família prazenteira
Está toda aconchegada
Em torno d’uma lareira;
Fuma e cheira a consoada
Sobre as brasas da fogueira.

Tudo ali é bom, suave:
Não há zanga, nem quezília,
Um grito ou gesto mais grave...
Somente a voz da família
Canta como um trilo d’ave.

Que conforto e que harmonia
N’esta noite se traduz!
Que concertos de alegria
Louvaram o terno Jesus
Até vir a luz do dia!...

Dá meia-noite no sino,
Da ceia vem a festança
Entre o louco desatino:
Ai tempo em que era criança!
Ai tempo em que era menino!


José Osório

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Berta Brum Pereira da Silva

Maria das Mercês Brum, Francisco Maria Brum, Henrique,
Berta e Manuel Brum Pereira da Silva

Faleceu hoje na freguesia de S. Domingos de Benfica, Lisboa, onde residia, Berta Brum (16.09.1916 - 23.12.2008), natural da freguesia dos Biscoitos, concelho da Praia da Vitoria.
Foi casada com Alfredo das Neves Ornelas, natural da Praia da Vitória.
Era filha de Henrique Pereira da Silva, natural de Angra do Heroísmo e de Maria das Mercês Brum Pereira da Silva, natural das Fontinhas. Era neta de Francisco Maria Brum (Chico Maria), natural de Agualva e de Maria Augusta Borges de Meneses, das Fontinhas, freguesias do concelho da Praia das Vitória.
Os nossos cumprimentos de pesar a sua filha Maria de Fátima Brum Pereira da Silva Ornelas, natural da Praia da Vitória e genro Armando Duarte.

John Cotta na ilha Terceira

Na companhia de sua mulher Alice e dos filhos Georgianna Cotta e John Cotta Jr. encontra-se na Terceira John Anthony Cotta, proprietário e presidente da Baywood Cellars, Monterey, Califórnia.

John Cotta é neto de José Machado Cotta natural de S. Bartolomeu e de Maria Simões natural da Ribeirinha, freguesias do concelho de Angra do Heroísmo, que se fixaram nos Estados Unidos da América em 1924, dedicando-se a um grande “rancho de vacas”.
Os pais de John (Joe Cotta e Maria Azevedo) em 1968 continuam ligados à mesma actividade e começaram a plantação de videiras.
John Cotta e Alice Saraiva Cotta, em 1986, criam a Baywood Cellars que pode ser visitada também aqui.

Alice Maria da Silva Saraiva Cotta, natural de Santa Luzia de Angra do Heroísmo (filha de Manuel Gomes Saraiva e de Maria Leonia da Silva), tem tido um papel de primordial importância na Baywood Cellers com um culto pelo vinho verdadeiramente extraordinário.

Mais uma vez, estes “Senhores do Vinho” estiveram no Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda., visitando religiosamente aquele pequeno templo de Baco.

A simpática Alice Saraiva Cotta ao aperceber-se que entrara na eira... espontaneamente cantou:

Lagarto pintado quem te pintou?
Foi uma velha
Que aqui passou.
No tempo da eira
Fazia poeira
Puxa lagarto
Por esta orelha.

Tocando os seus copos com Verdelho “Chico Maria”, formularam votos, por intenção daqueles que brindaram, em sinal de amizade e alegria

O.K. Seja à nossa saúde! E, votos de muitos êxitos para a Baywood Cellars

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Sempre a subir!

O mar continua a subir... ao que parece 5 a 10 centímetros em cada dez anos.

E...a Canada do Caldeiro, nos Biscoitos, concelho da Praia da Vitória (Açores), de dez em dez anos sobe 5 centímetros! ...

Com mais este tapete de alcatrão o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum dista do centro da Angra do Heroísmo 15 minutos e do Aeroporto (Vila das Lajes) 20 minutos.

Professores avaliaram o Verdelho

Vindos do continente português, mas bem integrados, encontram-se a praticar a sua profissão na Ilha Terceira três professores de Educação Física:
Ana Rita Bravo Nogueira, natural de Coimbra, Alexandre Daniel Curado Jacinto e Leonel Santos Pereira, ambos naturais da Figueira da Foz.
Estes docentes que leccionam na Escola (Padre) Emiliano de Andrade, em Angra do Heroísmo, andaram a noroeste da Terceira visitando o Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum Lda., onde avaliaram, com prazer, os vinhos “Donatário” e “Chico Maria”.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Chegou o Inverno!

Presépio na sede de Os Montanheiros em Angra do Heroísmo

Se eu bem me lembro
O Inverno está a chegar
Pois estamos em Dezembro
A Natal está a cheirar!

Nesta data o que se diz?
O que se sente afinal?
P’ra todos um ano feliz
Que passem um bom Natal.

Zézinha

O Inverno tem inicio hoje às 17H47- Hora oficial na Região Autónoma dos Açores

Coronel Margaret Poore nos Biscoitos

Col. Margaret Poore também aqui

Integrando um simpático grupo de militares norte americanos esteve no último fim-de-semana, na freguesia dos Biscoitos a Comandante da Base Americana da Lajes, Coronel Poore, tendo visitado o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda.


A chuva não impediu este grupo de militares americanos estacionados na Base das Lajes, orientado pelo experiente guia Almerindo, de formarem, de forma informal, num dos pátios da Adega Brum para uma foto de família.

Saldanha na ilha Terceira

Os Professores de Geografia na Universidade de Minesota (USA) Arun Saldanha, de origem belga – Índico, filho de Marieke Dezorte (flamenga) e de Adrian Saldanha (Goa - Índia) e Rachel Slocom, de Franmincham Massachusetts, seduzidos pela situação geográfica e história, escolheram a ilha Terceira como destino de férias onde permanecerão uma semana.
O orgulho das raízes do Prof. Arun Saldanha está, também, bem patente na sua comunicação através da língua portuguesa.
Numa dos percursos efectuados, num dos autocarros da carreira, visitaram nos Biscoitos o Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum Lda., tendo provado os vinhos da lavra da família Brum.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Família Bernardes na Terceira

Vindos da Gridey, Califórnia, encontram-se na ilha Terceira os descendentes de Manuel Gonçalves Silva e de Ermelinda Machado Silva, conhecidos também pelos “Bernardes da Feteira”.
Os Silvas vieram pela primeira vez conhecer a terra dos seus antepassados e foram recebidos pelo amigo Paulo Jorge Martins (o Minhoto).
Jena Silva, Jason Silva, Emmanuel Silva, Janet Silva, Michael Shaeffer e Mary Groodwi, trouxeram ainda palavras características da Terceira que os seus pais lhes transmitiram. A geração mais nova o espanhol.
Ontem, na companhia de “O Minhoto”, visitaram o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda., onde saborearam o já famoso tranquilo “Donatário” e o generoso “Chico Maria”.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Notas de Navegação

De visita a sua Família e Amigos, encontra-se nos Açores o Professor Doutor Pedro Alves, filho da ilha Terceira, com raízes profundas nos Biscoitos. Este açoriano concluiu os estudos secundários em Angra do Heroísmo, tendo depois ingressado no curso superior de Psicologia.
Em 2008 completa o Mestrado na Universidade do Minho, Braga.
Durante o período de estudos viveu também em Genebra, Croácia e Egipto.
Em Setembro deste ano publicou o seu primeiro livro de poesia “Notas de Navegação”, onde relata as suas vivências pelos olhos de um açoriano em terras distantes.

“ (...) estes marujos expeditos e astutos, que vivem ao sabor do vento, sabem que um dia, certamente voltarão ao porto seguro da sua saudade. Nenhum açoriano é capaz de negar o seu laço com o mar... força majestosa, silêncio e pacato nos dias de marasmo...O mar é a saudade de qualquer ilhéu que parte...”

In
Notas de Navegação


Pedro Alves, ontem, no Museu do Vinho dos Biscoitos
da Casa Agrícola Brum Lda.


Acompanhe as vivências do autor navegando no seu blog: Vivências de um ilhéu errante...

Notas de Navegação
Autor: Pedro Alves
Edição: Papiro Editora
Ano: 2008
Design: Fólio Design/Miguel Santos
Coordenação Editorial: Papiro Editora/ Liliana Pacheco

O livro (ainda) se encontra à venda na Loja do Adriano, em Angra do Heroísmo, e em todo o País nas livrarias da FNAC e da Bertrand.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Lua-de-mel ou o mel-da-sogra?

Uma das muitas frases com que já nos deparamos ao entrarmos conscientemente na vida e que utilizamos como “frases feitas” pela mesma razão que utilizamos sem discussão os primeiros cueiros ou a primeira camisa que nos vestiram, é esta velha e anacrónica forma de desejar “que os noivos tenham uma boa lua de mel”.
Esta metáfora, que todo o mundo aceita, não tem a explicação que nos vem à mente nos primeiros instantes de reflexão. Não quer dizer o desejo de que a vida dos nubentes decorra por muito tempo, tão doce como mel.
Linan y Heredia filiam-na no facto de o mel ser um elemento reparador r energético de primeira ordem. Em muitos países é costume a sogra do noivo oferecer aos recém-casados todas as manhãs a seguir ao dia nupcial e até que a lua mude, uma ração de mel. Quer isto dizer que o povo conhece o valor do mel como alimento, o indica para ser usado no momento em que a lógica o indica como necessário para reparar o esgotamento das forças.
Manejando os antigos cancioneiros populares espanhóis, que são fontes magníficas onde se aprendem os hábitos populares, D. Inácio Calvo encontrou as coplas seguintes, muito antigas e que revelam, em Espanha, o uso tradicional do mel nos noivados:

Quando querrá Dios del cielo
nos entren al despertar
el confortador consuelo
de miel de tu colmenar.

En esta pícara vida
solo la suegra una vez
com dulzura nos convida;
en mestra luna de miel.

Para mieles apurar
de las mieles de tu amor,
voy acicalado por
la miel de mi colmenar.


Em Itália há também uma vasta colecção de sentenças abonatórias de mel para alimento dos recém-casados.
Parece, portanto, que, nenhuma oferta será mais justificada, no dia da boda, do que a de um pote de mel.


Fonte: Notícias Agrícolas nº 379 – 30 de Maio de 1940

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Ódio ou Amor?

Mantegazza na sua Fisiologia do Ódio diz que “as mulheres tão ricas de sentimentos e tão volúveis na sua sensibilidade, como o provam a miúdo, dizem que amam e odeiam um amante que as maltrata e as atrai. E não atinam se o sentimento que nutrem por esse homem é ódio ou amor”.
Mais adiante, diz: “As passagens do ódio ao amor são muito rápidas na mulher, pois está saturada de sensibilidade e tem necessidade de a expandir a todo o instante”. E ainda: A mulher tem necessidade de odiar por um momento, para depois amar com mais intensidade”.
Haja Amor!

Produce of Portugal

Papagaios há muitos...e há os que se ausentam da papagaeira!...
Afinal fora dela é outra liberdade.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Efemérides açorianas - Dezembro


1- 1871. É inaugurada em Angra do Heroísmo a primeira biblioteca pública nos Açores.
2- 1840. Desembarca em Ponta delgada, procedente de Lisboa o bispo da diocese, D. Frei Estêvão de Jesus Maria.
3- 1793. Morre na ilha Terceira D. Diniz Gregório de Mello, 2º capitão general dos Açores.
4- 1829. Desembarca em Angra a condessa de Vila Flor, que vinha compartilhar com seu marido dos perigos a que ele estava exposto.
5- 1895. É distribuído ao público o livro Fotogravuras Literárias da Comissão Autonómica de Ponta Delgada.
6- 1885. Na ilha de São Miguel realizam-se imponentes festas, comemorando a travessia da África pelo ilustre micaelense Roberto Ivens, em companhia de Brito Capelo.
7- 1828. A Câmara de Angra deferiu juramento de preito e homenagem à Rainha D. Maria II.
8- 1848. Nasce na ilha Terceira Francisco Joaquim Moniz Bettencourt (Mendo Bem), jornalista e poeta. À Biblioteca Municipal D’Angra fez a valiosa oferta de 3.000 volumes.
9- 1847. A população terceirense bastante consternada, espera a todo o momento a morte do notável orador, o padre Jerónimo Emiliano de Andrade.
10- 1841. Nasce no Norte Grande, ilha de São Jorge, António de Sousa Hilário, notável jornalista.
11- 1847. Morre na ilha Terceira o grande orador e escritor terceirense, padre Jerónimo Emiliano de Andrade.
12- 1833. Nasce na ilha Terceira José Joaquim Pinheiro, autor das “Épocas Memoráveis da Ilha Terceira”.
13- 1828. Por indicação da Junta Provisória, reúne-se a Câmara D’Angra para serem arrancadas do livro das actas as folhas que continham o auto da aclamação de D. Miguel em 18 de Maio.
14- 1833.Nasce na ilha Terceira o 2.º Conde da Praia da Vitória.
15- 1802. Entra pela primeira vez na Sé Catedral de Angra o bispo D. José Pegado de Azevedo.
16- 1641. Os terceirenses dão novo assalto ao Castelo de Angra, conseguindo o capitão Francisco Pires, natural da ilha graciosa, aprisionar alguns castelhanos e pôr em fuga os que estavam no reduto próximo à Boa Nova.
17- 1844. A convite do morgado João Carvalhal da Silveira reúnem-se em sua casa vários cavalheiros angrenses para estudarem a forma de atenuar a crise produzida pelos maus preços constantemente obtidos pelos cereais terceirenses nos mercados do continente.
18- 1640. El-Rei D. João IV dá instruções confidenciais a Francisco D’ Ornelas para vir à ilha Terceira acabar com domínio castelhano, deixando ao seu arbítrio o auto de aclamação.
19- 1904. Chega a Angra notícia telegráfica do naufrágio do vapor de pesca Racine devido a grandes temporais na costa da ilha de S. Jorge.
20- 1874. Começa a publicar-se na ilha do Pico o primeiro jornal denominado O Picoense que era impresso na Vila da Madalena.
21- 1863. É publicado o decreto elevando o castelo d’Angra à categoria de praça de primeira classe.
22- 1651. É fundado na Horta o convento de religiosos Carmelitas calçados, por Helena de Boim, viúva do capitão-mor Francisco Gil da Silveira.
23- 1861. Tem esta data o regulamento do Mercado Duque de Bragança, na ilha Terceira. O local, antiga cerca do Convento da Esperança, foi cedido à Câmara d’Angra em 6 de Dezembro de 1832.
24- 1626. D. Inigo, governador do Castelo de s. Filipe, na ilha Terceira, manda enforcar dois solados, por estes se haverem queixado em cartas para Madrid, de maus tratos dos seus superiores.
25- 1908. É inaugurado na Cidade da Horta o Albergue Nocturno, fundado por D. Maria Cristina Arriaga.
26- 1875. Na cidade da Horta começa a publicação do semanário “Jornal do Povo”, de que era redactor José de Serpa Miranda.
27- 1841. Começa a construção do Cais da Figueirinha, em Angra.
28- 1858. Fundação do Asilo de Infância Desvalida na cidade da Horta.
29- 1761. Grande temporal na ilha Terceira, que derribou casas e arrancou árvores, seguido de copiosas chuvas que enchendo as ribeiras, inundaram os campos.
30- 1871. A Sociedade Agrícola d’ Angra arrenda à Câmara um terreno para diversas experiências culturais.
31- 1852. Começa a funcionar a Alfandega de Angra no edifício em que actualmente existe.

Fontes: A. Silva Sampaio-AA1914

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

P. Álvares Cabral esteve nos Biscoitos

Na companhia do professor Paulo Almeida a leccionar na Escola Secundária de Angra do Heroísmo, o Jurista Paulo Álvares Cabral, Assessor Principal do Ministério da Educação e actualmente na D.R.O.P.T.T. – Direcção Regional dos Equipamentos e Transportes Terrestres – visitou ontem o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda.
Dois simpáticos enófilos, que recordaram a história e a vida da vinha e do vinho daquela região (de)marcada, memorizando com agrado os aromas e os sabores do conhecido branco ”Donatário” e do generoso “Chico Maria”.

domingo, 14 de dezembro de 2008

"Fronteras de Agua" em Angra do Heroísmo

Cinco fotógrafos do Arquipélago das Canárias expõem no Palácio dos Capitães Generais, em Angra do Heroísmo, participando numa mesa redonda na abertura da mostra onde o debate envolve a fotografia na relação da arquitectura com a paisagem.

Na mesa-redonda participarão os fotógrafos canarinos Juan Carlos Batista, Poldo Cebrián, Tarek Ode, Carlos Schwartz e Pepe Vera, além do director do Centro de Fotografia Isla de Tenerife Antonio Vela.

A exposição, sobre fotografia na macaronésia, rotulada de “Fronteras de Agua” é uma iniciativa da Presidência do Governo Regional dos Açores com o apoio da Secretaria da Cultura do Governo das Canárias.

O Prof. Rafael Barcelos, Coordenador da Estrutura de Missão do Arquivo de Imagem dos Açores, num "flash de tempo" deu a conhecer aos ilustres canarinos o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda., tendo os vinhos produzidos pela família Brum iluminado, num fim de tarde, os visitantes, em substituição da energia eléctrica...devido a mais um corte.


sábado, 13 de dezembro de 2008

Francisco Manso filma na Terra do Bravo

Encontra-se na Terceira o realizador de cinema Francisco Manso que naquela Ilha prepara um projecto para filme de longa-metragem a partir do romance “Terra do Bravo” do terceirenses Carlos Enes, investigador de temas de história açoriana.
Ontem fizeram uma ronda pela Ilha Terceira com paragem no Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda., onde provaram o tranquilo “Donatário” e o generoso “Chico Maria”, vinhos nascidos da terra brava.

Terra do Bravo – autor: Carlos Enes – Edição: IAC – Instituto Açoriano de Cultura.
Patrocínio: Presidência do Governo Regional do Açores – Direcção Regional da Cultura. Capa Sónia Matos (sobre pintura de José Orlando Bretão, col. Mário Duarte).

Arremedilhos dos tempos

A experiência conseguiu que se achasse a diversidade dos tempos, ou das suas temperaturas, imaginando-se um ano superficial, que deve começar no dia de Santa Luzia (13 de Dezembro) e findar a 23 do mesmo: como for o tempo neste período, assim correrá pelo ano adiante (chuva, frio, calor, ou vento, etc.).
Os antigos mais experientes procediam da seguinte maneira: começavam a observação à meia-noite em ponto do dia 12 para 13, e daqui até às 6 horas da manhã tomavam pela 1ª semana do mês de Janeiro; daqui até ao meio-dia, pela 2ª semana; desta às 6 horas da tarde, pela 3ª semana; e até à meia-noite pela 4ª (última) semana do mês.
O dia 14 representa assim o mês de Fevereiro. 15 Março; 16 Abril; 17 Maio; 18 Junho; 19 Julho; 20 Agosto; 21 Setembro; 22 Outubro e 23 Novembro.
Contados como se contou o mês de Janeiro, isto é, representando uma semana cada 6 horas, é melhor escrever em apontamentos para tomar lembrança as mudanças e aspectos que o tempo ou atmosfera nos for mostrando em todas as horas. Deste arremeda se poderá saber os tempos a esperar em cada mês do próximo ano e também em relação aos alimentos e à saúde pública...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Jessie Spruit apreciando um vinho

“O acto físico elementar que consiste em abrir uma garrafa de vinho trouxe à humanidade mais felicidade do que todos os governos da história do planeta”.

Jim Harrison



Da mucosa olfactiva do nariz à mucosa olfactiva do cérebro


“ O vinho tem o poder de encher a alma de toda a verdade, do saber e da filosofia.”

Boussuet


“Tudo o que um homem tem de bom transmite-o ao vinho: coragem, alegria, fé, perseverança, amor, optimismo.
A natureza comunica tudo o que tem de belo: calor, força, luz, cor, mistério.”

Louis Orizet

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

À sua saúde!

Tal como Manoel de Oliveira festeja o seu 100º aniversário em pleno exercício da sua actividade também esta dum generoso Verdelho tem cem anos e é fruto do trabalho de muitos.
Parabéns ao nosso Manoel de Oliveira com votos de mais alguns anos de bom trabalho para orgulho português.
Um brinde dos Açores com o conteúdo da centenária garrafinha do generoso Verdelho dos Biscoitos da ilha Terceira.

Professoras avaliaram o"Chico Maria"

Quatro simpáticas professoras, originárias de várias regiões do continente português, estiveram a noroeste da ilha Terceira apreciando a região (de)marcada da freguesia vinhateira dos Biscoitos, visitando de seguida o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda. Nesta produtora de vinhos da casta da Verdelho dos Açores, avaliaram alguns vinhos como o tranquilo “Donatário” e o generoso “Chico Maria”.

“ O vinho é um professor do gosto e, formando-se na prática da atenção interior, é um libertador do espírito e a iluminação da inteligência”.

Paul Claude
No Dicticionnaire Amoureux dês Menus Plaisir

Três das professoras encontram-se a leccionar na E.B.S. (Padre) Tomás de Borba, em Angra do Heroísmo: Maria Alves (Santa Maria da Feira); Isabel Ferreira (Matosinhos) e Fernanda Castro (São João da Madeira). A professora Rosa Ferreira (Vila Nova de Gaia) está a leccionar na EB1 do Cantinho.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Militares dos EUA encantados com a Terceira

Comandados pelo experiente guia Almerindo, um grupo de Militares Norte Americanos e familiares estacionados na Base Aérea da Vila das Lajes, concelho da Praia da Vitória, fizeram no derradeiro fim-de-semana um reconhecimento às tradições da ilha Terceira.


Ao passarem pela vinhateira freguesia dos Biscoitos visitaram com entusiasmo o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda., tendo apreciado os vinhos produzidos pela família Brum.
Fazia parte deste simpático grupo Joanna Lopez jogadora da equipa de futsal da Casa do Benfica na Ilha Terceira.


A alegria de Joanna Lopez, média/avançada, denota bom entrosamento na equipa e de uma maneira geral junto dos portugueses.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Açores em Vista Aérea

No Castelo de São João Baptista foi ontem lançado e apresentado o espectacular livro do Arquitecto Filipe Jorge rotulado de "Açores em Vista Aérea /Azores in Aerial View".

De referir que Filipe Jorge já há dez anos brindou as ilhas açorianas com uma outra valiosa obra intitulada “Os Açores Vistos do Céu”. Aliás, comparando imagens dos dois livros permitem-nos observar as mudanças que o tempo e o Homem provocaram no arquipélago açoriano.

AÇORES EM VISTA AÉREA /AZORES IN AERIAL VIEW oferece uma surpreendente viagem à descoberta dos Açores, e que agora vem tomar o lugar do anterior AÇORES VISTOS DO CÉU, publicado em 1998.
Com 168 páginas contém 208 imagens aéreas, entre 50 de arquivo e cerca de 150 inéditas, constituindo um álbum de grande actualidade, interesse documental e significado cultural, onde, através de uma narrativa visual de todas as Ilhas, se ilustra o território do arquipélago.

A coordenação e a fotografia são do Arquitecto Filipe Jorge e os textos da Dr.ª Isabel Soares de Albergaria e do Arquitecto Paisagista Rui Monteiro.
Publicado em edição bilingue Portuguesa/Inglesa, o livro é prefaciado pelo Presidente do Governo Regional dos Açores, Dr. Carlos César.
Esta edição é patrocinada pela Presidência do Governo Regional dos Açores e tem os apoios da Associação de Turismo dos Açores e da Direcção Regional das Comunidades.

O Arquitecto Filipe Jorge, Director Editorial da Argumentum, nesta sua deslocação à Região Autónoma dos Açores faz-se acompanhar da Dr.ª Teresa Morte, da mesma Editora.
Durante o dia de ontem visitaram vários locais da Terceira com uma breve paragem no Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda., onde dois velhos Amigos os esperavam: o Luís e o “Chico Maria”.

Haja saúde!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Mérito a instituições e personalidades angrenses(1)

Angra do Heroísmo Cidade Património Mundial da UNESCO

Como já referimos aqui o Município Angrense entregou ontem, dia 7 de Dezembro, Medalhas de Mérito Municipal a duas instituições e a duas personalidades angrenses.
A cerimónia que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho foi presidida pela sua Presidente, Andreia Cardoso, que se encontrava acompanhada de toda a vereação.
Hoje publicamos algumas imagens relativas à mesma cerimónia.


UNICOL com Medalha de Mérito Municipal – Classe de Mérito Industrial e Comercial.

José Aurélio Mendonça, Presidente da maior Cooperativa dos Açores com
a Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.



Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense, com Medalha de Mérito Municipal – Classe de Mérito Cultural.

Bruno Bettencourt, Presidente do Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense
com Andreia Cardoso, Presidente da Edilidade Angrense


Entrega da Medalha de Mérito Municipal- Classe de Mérito Profissional a título póstumo ao Dr. Augusto Pamplona Monjardino.

Sofia Alexandra Sousa Pires, com Medalha de Mérito Municipal – Classe de Mérito Desportivo

A atleta Sofia Pires sendo distinguida pelo Município Angrense

O Clube de Atletismo da Terceira, onde milita Sofia Pires, associou-se à homenagem

A atleta terceirense com o seu treinador Professor Ricardo Matias

A todos as nossas felicitações.