segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ricardo Moura no Rali Sprint do Outono


O Rali Sprint do Outono (Taça de Ralis "Além Mar" Grupo Central - Açores) pisou, no derradeiro fim-de-semana, terreno dos Biscoitos. 
A prova teve epicentro no Pau Velho/Caldeirão, contando com a presença de Ricardo Moura, Campeão de Portugal de Ralis. 

Registamos a passagem de alguns dos carros pelo Museu do Vinho da independente Casa Agrícola Brum.

Ricardo Carmo/Jorge Diniz

 Ricardo Moura

 Tiago Azevedo/NN

 Paulo Meneses/Silvestre Rocha

 Marco Veredas/Miguel Azevedo

 Cecília Augusto/Alexandra Ferreira

Carlos Brum/Laudalino Furtado e Filipe Moura/ Ana Oliveira

domingo, 30 de outubro de 2011

Homenagem aos produtores /engarrafadores dos Biscoitos



No dia 4 de Novembro pf a Junta de freguesia dos Biscoitos irá homenagear os produtores/engarrafadores de vinho, acontecimento já mencionado pela presidente da autarquia, Cecília Melo, durante a XX Festa da Vinha e do Vinho dos Biscoitos

A cerimónia, a ter lugar na sede da Junta de freguesia, contará com a presença, do Presidente da Assembleia da Freguesia, Fernando Teixeira, do Secretário Regional da Agricultura e Florestas, Noé Rodrigues, do Vice - Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Paulo Messias, e do Presidente da CVR- Açores, Paulo Machado, que dissertarão sobre o vinho daquela zona vinhateira (Paisagem Protegida da Vinha dos Biscoitos), que no ano 2010 produziu cerca de 9. 500 litros de vinho branco e cerca de 24.500 litros de vinho de cheiro (“tinto”)


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ARTESÃOS DOS BISCOITOS – A ARTE DE EMPALHAR


Mestre José Bento (José Ferreira Godinho)

Tem constituído nossa preocupação mencionar ofícios e artesãos relacionados com a vitivinicultura, sobretudo, os existentes na região dos Biscoitos, ainda mais quando alguns deles estão em vias de extinção, a partir do momento em que deixem de exercer a actividade.

O Dr. Franz-Paul de Almeida Langhans ocupou-se do arrolamento dessas profissões ao fazer a magnífica obra “Ofícios antigos subsistentes nas ilhas dos Açores”, creio que em 5 ou 6 volumes, dos quais apenas se publicaram 2 que tratam as Flores/Corvo, 1985 e a Graciosa, 1988. Infelizmente os outros ficaram na gaveta da DRAC, agora D.R.C., o que é lamentável e deveras desrespeitador, sobretudo quando se trata dum trabalho cujos direitos de autor foram oferecidos à Região.


Com tenda (antiga adega) sita ao Caminho do Concelho (em frente à Casa do Povo dos Biscoitos) Mestre José Bento, com 81 anos (n. a 25 de Agosto de 1918), vem duma família de tanoeiros.

Começou a trabalhar nesta arte em 1950, com muita curiosidade e bastante necessidade, uma vez que havia sofrido uma intervenção cirúrgica e se encontrava debilitado e endividado…

As primeiras peças que fez com vimes, foram cestas para os trabalhadores levarem “os comeres” para as vinhas de brejo. Depois começou a dedicar-se ao empalhamento de garrafões de 5, 10 e 50 litros, garrafas, executando, simultâneamente, cestos de costas e de vindima, vassouras, etc.
Actualmente empalha garrafas, por se tratar de serviço mais leve. Utiliza como ferramentas: navalha, tesoura, rachadeira, furador e maço.

O vime é rachado, liaça apenas num lado. Vende bem a produção que é apreciada pela perfeição. É Mestre Bento quem prepara as varas do vimeiro com uma série de exéquias e cuidados.

Conheceu antigos empalhadores como o seu tio Manuel Nunes Ferraz e o senhor José Lourenço. Actualmente, existem ainda a laborar dois artesãos mais jovens, o José Eduardo Martins Pereira (José da Vila) e Paulo do Canto Pereira.
J.B.B.

In Revista Verdelho - Boletim informativo e cultural da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, Ilha Terceira - Açores, Ano IV- n.º 4- 1999

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

DIA DA RESTAURAÇÃO


Aproxima-se mais um 1º de Dezembro e assim mais uma celebração desse histórico dia e apesar de tanto descontentamento pelo estado em que o País está mergulhado, não deixa de encerrar especial significado sobretudo para aqueles que prezam altos valores, como a nossa independência como Nação e a Liberdade sobre várias formas de expressão.

Provavelmente, como é tradição, a Real Associação da Ilha Terceira promoverá um jantar convívio celebrando esse acontecimento nacional, com a dignidade que a data e o acontecimento merece.



Dom Duarte Nuno, Duque de Bragança (pai do actual Duque de Bragança D. Duarte Pio João) com um grupo de estudantes monárquicos de Lisboa, no Palácio de S. Marcos (perto de Coimbra), onde este então residia com a Família, no dia 1º de Dezembro de 1964. Assinalado (3º do lado direito,  de sobretudo e cachecol) Jácome de Bruges Bettencourt. Na fotografia para além deste açoriano, vê-se João Fernando de Matos e Silva d’Almeida , António Pardete da Fonseca (já falecido), José António Goarmon Pedroso, Luís Filipe Beles Aleixo, Manuel José Cidade Rebocho, Miguel Serras Pereira, que, também, integravam a direcção da Juventude da Causa Monárquica. 

domingo, 23 de outubro de 2011

Museu do Vinho no Roteiro Cultural dos Açores


A fim de colher imagens para o “Roteiro Cultural dos Açores”, uma iniciativa da Presidência do Governo dos Açores através da Direcção Regional da Cultura, com a colaboração do Centro Nacional de Cultura, esteve no Museu do Vinho, sustentado pela família Brum, José Guedes da Silva.

Ainda na Casa Agrícola Brum Lda. Guedes da Silva encontrou-se com o tranquilo “Donatário” e o generoso “Chico Maria”.

sábado, 22 de outubro de 2011

III Gala da Real Extudantina dos Açores


A Real Extudantina dos Açores (RExA) leva a efeito hoje, dia 22 de Outubro, pelas 21h30, a III Gala, no Auditório do Ramo Grande na Praia da Vitória. 

O espectáculo, com apresentação de Dulce Teixeira, Ricardo Martins e Pedro Oliveira, contará com a presença da RExA e da cantora Susana Coelho que será homenageada no decorrer do mesmo. Actuarão as tunas: N.E.P.T.U.N.A. e T.A.E.S.E.A.H. ambas da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo e a Tuna Académica Sons do Mar da Universidade dos Açores. 

Os bilhetes têm o preço de 5 euros e poderão ser adquiridos junto dos elementos da RExA ou na bilheteira do Auditório do Ramo Grande. Fonte: RExA

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

III Noite da Alcatra


O Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense promove em S. Carlos, amanhã, dia 22 de Outubro, pelas 20H00, no Salão da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo a III NOITE DA ALCATRA. 

 “Um verdadeiro desfile de sabores e um desafio à imaginação popular numa recreação do ícone da gastronomia açoriana:
Alcatra de carne, peixe, coelho, feijão, favas e couves. Para fazer cama será servido um Caldo Verde e para arrematar uma suculenta salada de fruta. A acompanhar tudo isto, vinho, sumo e água. Por pessoa: 12.50 €.” Fonte: Blogue Folkosfera


A Alcatra da Ilha Terceira já foi a "1ª Maravilha" da Gastronomia Nacional por duas vezes:

Em 1972 aqui 

Em 2007 aqui e aqui .

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

"A crise financeira internacional, a crise da economia portuguesa e o futuro do euro"


“A crise financeira internacional, a crise da economia portuguesa e o futuro do euro” será tema de palestra pelo Professor Doutor Fernando Alexandre, Director da Escola de Economia e Gestão, Universidade do Minho, amanhã (dia 21), pelas 18h00, na Sala dos Reservados do Palácio Bettencourt (Rua da Rosa em Angra do Heroísmo).

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Misericórdia da Praia da Vitória

Memória Histórica - 2.ª Edição


Na passada sexta-feira, dia 14 do corrente mês de Outubro, na cidade da Praia da Vitória, teve lugar o lançamento desta obra de Valdemar Mota.

Com 159 páginas, é um trabalho do maior interesse e obrigatório para quem se interesse pelo conhecimento e estudo da história desta multicentenária instituição, bem assim a acção meritória que vem desenvolvendo, sem interrupção, ao longo destes tempos.


Valdemar Mota mantém, Graças a Deus, uma imparável actividade no campo de investigação sobre assuntos que se prendem não só com a vida e obra das nossas instituições religiosas, como da Câmara do Comercio Angrense ou até a evocação de Famílias que preponderaram na economia açoriana–como a de Frederico Vasconcelos. Parabéns a Valdemar Mota pela sua constante e valiosa contribuição cultural e a Francisco Jorge Ferreira que ao longo da sua Provedoria tem publicado obras de grande interesse sobre esta temática.
J.B.B.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

2.ª Edição da Mostra de Teatro A Noroeste – inaugurações de exposições -II



Integrada na 2.ª edição da Mostra de Teatro A Noroeste  foi inaugurada na passada sexta-feira, na Casa do Povo dos Altares, a Exposição de fotografia: TERCEIRA/ILHA DE SANTA CATARINA PARALELO ICONOGRÁFICO de Paulo Ricardo Caminha.

Da esquerda: Moisés Mendes, Eng.º Paulo Caminha e Dr.ª Sofia Couto


No mesmo dia foi aberta na Junta de Freguesia do Raminho a exposição de fotografia: AS COMÉDIAS DO RAMINHO. Seguidamente na Sociedade Recreativa do Raminho decorreu GAITADARIA, uma comédia em 1 acto, texto e encenação de Eduarda Borba, pelo TEATRO LIVRE, e na Casa do Povo do Raminho actuou a Banda Biskuit Show.

A organização da 2.ª edição da Mostra de Teatro A Noroeste brindou, na freguesia do Raminho, os presentes com o generoso “Chico Maria”.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Vice-Presidente do Município de Porto Novo visita Museu do Vinho


Aquando da sua curta estada na Terceira para assinar o acordo de geminação entre os Municípios de Angra do Heroísmo e Porto Novo (República de Cabo Verde), deslocou-se aos Biscoitos para uma visita à Casa Agrícola Brum Lda. e seu Museu do Vinho, por indicação de Jácome de Bruges Bettencourt, Cônsul da Cabo Verde nos Açores, o Dr. João Natalino Guilherme Rocha (militar reformado e advogado), vice-presidente da Câmara Municipal do Porto Novo, que foi acompanhado do D. Victor Batista Medeiros Brasil, da Câmara de Municipal de Angra do Heroísmo.


domingo, 16 de outubro de 2011

2.ª Edição da Mostra de Teatro A Noroeste – inaugurações de exposições


Decorreu no passado Sábado uma série de inaugurações de eventos integrados na 2.ª edição da Mostra de Teatro A Noroeste organizada pelo Grupo de Teatro Pedra-Mó.

Cerca das 19h00 deu-se início à abertura na Junta de Freguesia dos Biscoitos da exposição dedicada aos trabalhos de Rui Melo no Pedra-Mó, 19 ANOS DE CENOGRAFIA PARA O PEDRA-MÓ.


No final a Junta de Freguesia dos Biscoitos brindou os presentes com Verdelho produzido e engarrafado pela Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L., e Moscatel do Douro (Região Demarcada do Douro). Continua

sábado, 15 de outubro de 2011

Jacquez colhido (3)

 (O anterior)

Imagens Bacantes

Baco alegre já na frente
Por grinalda e parra embrulhada,
E da torpe e suja pulha
          Faz o monte
          Retumbar;
Já na uveira a escada arrima,
Já chamando a todos anda;
E festivo enfim nos manda
A vindima
         Começar.
Um se encosta junto ao feixe,
Outro tira à cuba o sarro,
Outro chega o cesto ao carro
Outro mexe
         No lagar,
O vilão desacatado
Tinge nele descomposto
De fervente e novo mosto
        O gretado
        Calcanhar.

Abade de Jazente
Ode no Outono, 1786


Pouca tardança faz Lieu irado
Na vista destas cousas, mas entrando
Nos paços de Neptuno que, avisado
Da vinda sua, o estava já aguardentado,
Às portas o recebe, acompanhado
Das Ninfas, que se estão, maravilhando
De ver que, cometendo tal caminho
Entre no reino da água o Rei do vinho.

Ó Neptuno (lhe disse) não te espantes
De Baco nos teus reinos receberes (…)

Luís de Camões – Os Lusíadas, 1572. Canto VI-14


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um encontro entre dois Amigos


Vindo de Ponta Delgada (ilha de S. Miguel) onde reside, esteve entre nós o ilustre biscoitense Raul Valadão. No Museu do Vinho, sustentado, sem tutores, pela família Brum, encontrou-se com um antigo colega do Liceu Nacional de Angra do Heroísmo. Uma tarde bem passada onde, entre outras, foram recordadas várias estórias da história daquele estabelecimento de ensino.


Ainda naquele espaço museológico o Amigo Raul Valadão fez um rebusco numa vinha da Verdelho dos Açores, cachos de uvas tardios com sabores de outros tempos. 

Já dizia Cícero "Os vinhos são como os homens: com o tempo os maus azedam e os bons apuram."

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A propósito de uma Exposição


1895
O TRIUNFO DE UMA VIDA
 ANTÓNIO DE MEDEIROS E ALMEIDA
1986


António de Medeiros e Almeida foi o mais dinâmico empresário do século passado, com múltiplos interesses nos Açores.

Construiu uma avultada fortuna sobretudo no negócio do ramo automóvel (introduziu em Portugal a marca inglesa Morris), aplicando grande parte desses proventos na aquisição de significativo número de obras de antiguidade do mais alto valor.

Constituiu uma das melhores colecções privadas de relógios a nível internacional, estando grande parte desse acervo exposto na Casa-Museu da Fundação Medeiros e Almeida, por si criada e instalada no palacete sua residência em Lisboa.

Homem de grande sucesso, é no entanto um desconhecido para a maior parte dos açorianos, mesmo micaelenses.

Foto gentilmente cedida pela Fundação António de Medeiros e Almeida

“ Em 1941, António de Medeiros e Almeida era já um prestigiado homem de negócios que geria com sucesso a sua firma de automóveis e os negócios açorianos herdados por morte do pai, em 1936. É também, desde essa altura, o gerente da União das Fábricas Açorianas de Álcool. Em 1941, entra como sócio para a Bensaúde & Co. Ltd., que passará a gerir como administrador delegado.
Durante os vinte e seis anos em que esteve à frente dos destinos deste empório açoriano, Medeiros e Almeida foi o responsável pelo grande crescimento económico da firma, conseguindo a proeza de gerir com sucesso, em simultâneo, vinte e uma empresas. Foi também o responsável por integrar no Grupo empresas como a Sociedade Açoriana de Transportes Aéreos (SATA), o Banco Micaelense, a Companhia de Seguros Açoreana, a Fuel Oil Station, a J. H. Ornelas & Cª, a Mutualista Açoreana, a Varela & Cª e a Sociedade de Carvão e Fornecimentos do Faial. A ele se ficou a dever o salto em frente do aeroporto da ilha de Santa Maria, inaugurado oficialmente em 1945, com a construção de 19 tanques de armazenamento de combustível e a contratação de pessoal habilitado para fazer a movimentação e a assistência das aeronaves.
Filho de açorianos, nascido em 1895 (o pai era médico) num meio social abastado da capital na época do desmoronamento da Monarquia, atravessa a Primeira República, o Estado Novo e a agitada transição para a democracia. Aos 13 anos, testemunha o Regicídio, dois anos depois, em 1910, o golpe de Estado do Partido Republicano e, ainda, os golpes militares que deram origem à ditaduras de 1926 a 1933 e do Conselho da Revolução de 1975 a 1982.
Conservador mas livre, e politicamente independente (tanto quanto se poderia ser), António de Medeiros e Almeida afirmou-se naquilo que hoje se chama “diplomacia económica”, se tivermos em conta as relações internacionais intensas de ordem comercial que desenvolveu, abrindo caminho e apontando oportunidades que visaram dar a sua contribuição para o alcance de objectivos económicos nacionais de bem-estar e competitividade.
A presente exposição temporária mostra, em síntese, uma parte do acervo documental existente sobre a vida e obra de António de Medeiros e Almeida, que poderá, no futuro, ser objecto de investigação no âmbito dos estudos interdisciplinares do século XX, uma vez que ele próprio participou activamente na nova realidade económica, social e cultural nascida no inicio desse século.” (Texto extraído do Catálogo da Exposição).

Tivemos a sorte de ser convidados para a abertura desta excepcional exposição a 26 de Setembro pp,(e de estar em Lisboa nessa data).

De louvar o cuidado esmero na montagem da presente exposição, bem assim o belíssimo catálogo do evento.
J.B.B.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

DarCena – 2ª Mostra de Teatro A Noroeste


Decorre de 14 a 23 Outubro pf a 2.ª edição da Mostra de Teatro A Noroeste nas freguesias do Raminho, Altares e Biscoitos.

PROGRAMA


14 (Sexta feira)

 Abertura da
“DarCena 2ª. Mostra de Teatro a Noroeste”


19H00 – Abertura da exposição:
Rui Melo 19 Anos de Cenografia para o Pedra-Mó - Junta de Freguesia dos Biscoitos


19H45 – Abertura da exposição de fotografia:
Terceira / Ilha de Santa Catarina - Paralelo Iconográfico de Paulo Caminha na Casa do Povo dos Altares

20H30 - Abertura da exposição de fotografia As Comédias do Raminho na Junta de Freguesia do Raminho

21H30 – GAITADARIA, comédia em 1 acto, texto e encenação de Eduarda Borba, pelo TEATRO LIVRE na Sociedade Recreativa do Raminho,


23H00 – Animação musical pela Banda BisKuit Show, na Casa do Povo do Raminho – entrada grátis


15 (Sábado)
21H30 – … ALL GOD´S CHILDREN… (primeiro classificado no concurso de teatro de Angra do Heroísmo2010)- Texto: criação colectiva, Direcção e encenação Tomás Kubinek, pelo Teatrinho, na Sociedade Filarmónica Progresso Biscoitense
           

23H00 – Animação com Telenortada no Snack-bar O Pedro nos Biscoitos


16 - (Domingo)

19H30 – A Invenção do Brasil - O contributo Açoriano e herança cultural, conferência proferida pelo Eng. Paulo Caminha na Casa do Povo dos Altares (entrada livre).


21H30 – É URGENTE O AMOR,(terceiro classificado no concurso de teatro de Angra do Heroísmo2011), de Luiz Francisco Rebelo, com encenação de Moisés Mendes, pelo Pedra-mó – grupo de teatro, na Sociedade Altarense do Sagrado Coração de Jesus,

17 - (Segunda-feira)

21H30 – O VALENTÃO DO MUNDO OCIDENTAL, comédia em 2 actos de J.M. Synge, pelo Pedra-Mó – grupo de teatro, na Sociedade Recreativa Biscoitense (noite INATEL).


18 (Terça-feira)

21H30 – JOÃO RATÃO E A CAROCHINHA – O TESOURO DO AMOR, comédia, seguida de 1 acto de variedades de Domingos Dias, Eugénio Simas e João Mendonça, encenação de Eugénio Simas, pelo MUTE – Musica e Teatro na EBI dos Biscoitos, na Sociedade Recreativa do Raminho.

19 (Quarta Feira)

21H30 –NO CAFÉ DAS AVENTURAS de Victor Rui Dores com encenação de Eduarda Reis, pelo “Grupo de Teatro da Sociedade Musical Recreio da Terra Chã”, na Sociedade Filarmonica Progresso Biscoitense

20 (Quinta Feira)

21H30 – “OS MONÓLOGOS DA VAGINA”, de Eve Ensler com encenação e interpretação de Luís Carvalho, pelo L.C., sem Companhia – Grupo de Teatro Experimental M/16, na Sociedade Altarense do Sagrado Coração de Jesus

21 (Sexta Feira)

CONTOS DO MUNDO – espectáculo de marionetas- durante tarde para as escolas

21H30 – para todo o público

Encenação, Cenografia e Marionetas de José Ramalho na Sociedade Recreativa do Raminho


23H00 – Animação musical pela Banda  LA Project, no Bar RC, junto à Igreja dos Altares

22 (Sábado)

21H30 – “pequenas propostas para Ti# Maior”, a partir de “seis propostas para o próximo milénio” de Ítalo Calvino, criação coletiva, encenação de Yola Pinto, com Carla Carreiro Mendes e Tiago Ortins, música de Pedro Moura, uma produção da Assoc. Gato que Ladra – Lisboa

M/4 anos(os filhos podem e devem trazer os pais)

Sociedade Recreativa Biscoitense (Bairro de São Pedro)


23H00 – Animação pelos ALAPA no Snack-Bar do Restaurante Caneta – Altares .


23 (Domingo)

De dia a hora a publicitar, esperamos ter uma surpresa, convém ficar atento atento.


21H30 - DIVORCIADAS, EVANGÉLICAS E VEGETARIANAS, de Gustavo Ott, com encenação de Valter Peres, pelo Alpendre – Grupo de Teatro M/16
Sociedade. Altarense do Sagrado Coração de Jesus, (noite CMM)


23H00 -  Animação musical, Raquel Lopes canta música portuguesa no Bar da Casa do Povo dos Altares (entrada livre).


CONFRARIA PANELA AO LUME

NO SEU 25º ANIVERSÁRIO – III

(o anterior)

Realizou-se no passado dia 24 de Setembro em Guimarães mais um Capítulo da Confraria Gastronómica Panela ao Lume.

Porém, por esta conceituada Confraria vimaranense ter completado 25 anos de existência, nesse dia, mereceu por isso comemoração especial.

Assim, na Igreja de N.ª Senhora da Oliveira, mandada reedificar, em finais do séc. XIV, por D. João I, em consequência de um voto que este Rei fez à Virgem da Oliveira, pela vitória de Aljubarrota, encerrando riquíssimas peças artísticas, foi celebrada uma Missa de acção de Graças, tendo Gonçalo dos Reis Torgal, Mordomo-Mór da Confraria aniversariante, lembrado os nomes dos Confrades falecidos ao longo desses anos, prestando-lhes significativa homenagem.


 Seguidamente organizou-se no Largo de Nossa Senhora da Oliveira um desfile das confrarias até ao Paço dos Duques de Bragança, majestosa casa senhorial, do séc. XV, mandada edificar por D. Afonso, futuro Duque de Bragança, filho bastardo do Rei D. João I.

Palácio de vastas dimensões, com características arquitectónicas de casa fortificada, com coberturas de fortes vertentes e inúmeras chaminés cilíndricas que denotam a influência da arquitectura senhorial da Europa Setentrional, é exemplar único na Península Ibérica.

A cerimónia do Capítulo propriamente dito, ocorreu na Capela e constou duma alusiva intervenção de Gonçalo Reis Torgal, peça bem construída e adequada ao momento, que deu lugar depois a uma geminação com a Confraria da Sopa do Vidreiro, Marinha Grande, a significativa homenagem às Artes e Artistas. 



 Seguiu-se a Entronização de Confrades de Número e de Honra e entrega do Prémio Doutor António Maria Tenreiro Moraes e Castro o mais importante galardão, anual, atribuído por uma Confraria Portuguesa que este ano coube a um açoriano, o Multifacetado Homem do Vinho (dos Biscoitos, ilha Terceira) Luís Manuel Mendes Brum (Casa Agrícola Brum Lda.), fundador e 1º Grão Mestre da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos. (Recebeu o Prémio, em virtude de impedimento, o seu parente Jácome de Bruges Bettencourt, também ex-Grão Mestre da Confraria do Verdelho dos Biscoitos que com Irene Ventura Teixeira de Ataíde, ex-Vice-Grã Mestre da C.V.V.B., representaram essa Confraria báquica açoriana em Guimarães) e finalmente foi entregue o Prémio Álvaro Braga Lopes a António José P.R. dos Santos Lopes, Hotel das Termas da Cúria, patrocinado pelo Comendador Rui Nabeiro (Cafés Delta). 

Teve lugar, a finalizar este Capítulo, um interlúdio musical em que foram interpretadas peças de conhecidos compositores por duas jovens irmãs de escola de música aveirense.




 Durante o almoço gastronómico de encerramento, na Sala do Capítulo dos Paços dos Duques de Bragança (Guimarães), foram entregues 8 prémios, que contemplaram, hotéis, restaurantes, produtores de vinhos e azeites.

No post anterior esquecemos de referir, nas sobremesas, a presença do Bolo de Mel, que veio da Região Autónoma da Madeira.

A finalizar, desejo expressar o nosso maior contentamento pela forma fraterna, amiga e simpática como fomos recebidos por todos sem excepção no Berço da Nacionalidade.

Sem dúvida, convívios destes são desejados.

J.B.B.
















Nota do Blogue:

Agradeço do fundo do coração ao Confrade Jácome de Bruges Bettencourt e Fernanda, assim como à Confreira Irene Ataíde e Didi, que se deslocaram, a suas expensas, a Guimarães para estarem presentes na entrega do Prémio Doutor António Maria Tenreiro com que fui contemplado pela Confraria Gastronómica Panela ao Lume.

Ainda bem que ainda existem Amigos destes…

terça-feira, 11 de outubro de 2011

As Lendas no Imaginário Açoriano


No próximo dia 21 de Outubro no Terceira Mar Hotel em Angra do Heroísmo, pelas 21 horas, será lançada a obra de José Avelino dos Santos e Lúcia Santos “As Lendas no Imaginário Açoriano”, uma edição da BLU.
Livro de 428 páginas, no formato 16,5x23 cm, é um trabalho de recolha que aconselhamos desde já a sua aquisição.

José Avelino Rocha dos Santos e Lúcia de Lurdes Oliveira Tavares Santos, que por sinal são casados, formam uma dupla que nos vem habituando a uma presença permanente no panorama cultural açoriano já com  notável obra publicada.

Será apresentadora deste livro e seus autores a Professora Maria Regina de Matos Rocha da Universidade de Coimbra.


 José Avelino Rocha dos Santos

Mestre em História Insular e Atlântica (Séculos XV - XX) pela Universidade dos Açores, tendo apresentado a tese O Município de Angra nas Vésperas do Liberalismo (1810-1820). Pós-graduado em Ciências Documentais, variante de Arquivo a Licenciado em História e Ciências Sociais (ensino de), pela Universidade dos Açores.

Técnico Superior de Arquivo na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo. Equiparado a Assistente do primeiro triénio da Escola Superior de Educação de Leiria, no ano lectivo 2000/2001, tendo leccionado a disciplina de História Contemporânea de Portugal.

Ex-docente do Quadro de Nomeação Definitiva do Grupo 400 (História) na Escola Secundária Padre Jerónimo Emiliano de Andrade - Angra do Heroísmo.

Sócio do Instituto Açoriano de Cultura, do Instituto Cultural de Ponta Delgada, sócio efectivo do Instituto Histórico da Ilha Terceira e da Associação da História Económica e Social.



Lúcia de Lurdes Rocha dos Santos

Doutoranda em Estudos Portugueses, Mestre em Cultura e Literatura Portuguesas, tendo apresentado a tese Fialho de Almeida e as vivências históricas do tempo. Pós graduada em Direito Regional e Licenciada em História e Ciências Sociais (ensino de), pela Universidade dos Açores.

Técnica Superior na Direcção Regional da Educação e Formação. Ex-docente do Grupo 400 (História).

Membro de várias comissões de trabalho, entre as quais: Comissão Interna do Processo de Acreditação de Formadores da Formação Continua de Pessoal Docente da Região Autónoma dos Açores. Equipa do Governo Regional dos Açores para o Projecto GEO@AÇORES, interlocutora da Direcção Regional da Educação de Adultos (ANEFA), Comissão para a concepção e redacção do Programa Cidadania e Comissão de Análise e Acompanhamento da Implementação de Turmas de Currículos Alternativos. 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CONFRARIA PANELA AO LUME

NO SEU 25º ANIVERSÁRIO - II

“GASTRONOMIA A 9.ª ARTE”

Título bem escolhido, não fosse esta uma das mais conceituadas e prestigiada Confraria do espaço vimaranense que soube escolher pratos de “chorar por mais” para o jantar do dia 23 e almoço do dia seguinte, a encerrar as Comemorações do seu 25.º Aniversário. Refeições estas que foram servidas na Sala do Capítulo do Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães.

Assim, após a magnífica palestra: “Cinema e Gastronomia, proferida pelo historiador Luís Reis Torgal, professor jubilado da U.C., que muito agradou, teve lugar o primeiro repasto de que respigamos as iguarias: Sopa de Nabos (diga-se que esplêndida), Massa à Lavrador, Bacalhau à Gomes de Sá – (não foi Maravilha, mas É, como classifica a Confraria Gastronómica da Panela ao Lume, através do seu Mordomo-Mór Gonçalo Reis Torgal), Arroz de Bacalhau com Bolinhos, Bacalhau Recheado, Pudim de Bacalhau, Açorda de Lagosta e de Marisco, Pato Assado com Arroz de Castanhas e Carqueja, Arroz de Pato e Rabanadas, Cabidela de Leitão, Cabrito Assado, Chanfana, Tripas à Moda do Porto, Bucho Recheado à Moda de Guimarães, isto no que se refere a pratos cozinhados por bons restaurantes, a maior parte de Guimarães e alguns de Braga, do Porto e da Mealhada. Nas sobremesas destacamos o Pão de Ló do Minho, Ovos Moles de Aveiro, Pastéis de Tentúgal e doces de origem conventual de se lhes “tirar o chapéu” incluindo os que os nossos “hermanos” das confrarias espanholas trouxeram. Nos queijos damos a primazia ao São Jorge (Açores).

Quanto, ainda, a vinhos brancos, tintos, verdes e maduros eram óptimos, quase todos da região, produzidos em Quintas, encontrando-se muitos dos produtores aí presentes.


Quanto ao almoço do dia 24, sublinho as entradas de Queijos S. Jorge, as Empadas da Galiza, morcela das Astúrias, morcela de Burgos e morcelas e outros enchidos do Pinhal do Rei (Leiria). Sopa do Vidreiro (tem “quase 2000 calorias”). Como prato de fundo Papas de Sarrabulho com Rojões (muito apreciados). As sobremesas, mais uma vez, “de comer e chorar por mais”.

O nosso Confrade, Comendador Rui Nabeiro, fez questão de nos oferecer o café.

Está de parabéns a “Panela ao Lume”.

J.B.B.

domingo, 9 de outubro de 2011

Jacquez colhido (2)

Pidi-lhe um caneco de auga,
Deu-me logo vinho branco;
Limpou co seu avental,
Pra meu assantar, um banco.

Vitorino Nemésio – Festa Redonda


Tanta gente a trabalhar,
Mal podia vir sozinho,
Uns gostam de vindimar,
Outros gostam mais de vinho.

José Fernando

Amigo, tu deves pensar,
Naquilo que eu te vou dizer,
Eles vieram p’ra trabalhar,
E tu vieste para comer.

Hélder Pereira

Eu também estou aqui
Com a ideia de ajudar,
Mas por mim nunca vi
Tanta canalha a vindimar.

José Fernando



Eu vou dizer o que vi,
Amigo, eu não sei se gostas,
Vamos ter que sair daqui
Senão fico com este às costas.

Hélder Pereira