sábado, 26 de janeiro de 2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

OITO ANOS NA BASE AÉREA DAS LAJES

ILHA TERCEIRA (7)



Também do seu currículo, transcrevo o que diz respeito aos “valorosos serviços prestados pelos JU-52”: 

 “Foi em 1937 que vieram para Portugal os Junkers 52, com destino a uma Esquadrilha de Bombardeamento de Noite a instalar na Base Aérea da Ota, ao tempo em construção.

Foram de entre uma série de aviões comprados nessa data os primeiros a chegar, estiveram em Sintra, em Alverca, na Ota, nos Açores e finalmente em Tancos onde se encontram em número bastante reduzido, pois alguns já foram abatidos por fadiga de material.

Fadiga justificada, ou, mais, justificadíssima, pois além de todos os serviços prestados nas Bases onde estiveram, fizeram na B.A.3, em missões de paraquedismo, até 31 de Maio de 1966, 13687 horas de voo e lançaram 72855 paraquedistas, nos quais como já disse estão incluídos os saltos de altitude e abertura manual num total de 4421.

Além dos lançamentos indicados, contribuíram grandemente na preparação de pilotos para aviões pesados, fizeram transportes de pessoal e material, viagens de navegação e tudo o mais que lhes foi exigido, sem nunca terem dado preocupações ou desgostos.

As suas características são:

Trimotor, monoplano de asa baixa, inteiramente metálico e trem fixo (…).
Foi um avião de bombardeamento diurno (…).
Valiosos foram os serviços prestados por estes aviões à F. A.. E agora que assistimos ao seu abate sistemático recordamos com saudade todo o seu valor e todas as histórias contadas à sua sombra por pilotos que falavam do espírito de franca camaradagem, mais conhecido entre nós por espírito aeronáutico, que se define com sendo aquilo que funde num só, os tripulantes de um avião, os elementos de uma formação, os componentes de uma Esquadrilha, Esquadra ou Base.”

Em 1963 foi colocado na 3ª Região Aérea, no AB 8 (Aeródromo Base nº 8), na então Lourenço Marques, hoje Maputo em Moçambique, onde permaneceu até 1965 com toda a família.
Quando regressou foi colocado novamente na Base Aérea de Tancos, e em 1966 passou à reserva, mas com a Guerra Colonial, havia poucos militares disponíveis, por isso continuou ao serviço da Base.




Em Março de 1974 deixou definitivamente a vida militar.
Foi um militar exemplar, dedicado, apaixonado por tudo o que fazia, viveu intensamente a vida, a família e os amigos.

Luísa Navega – Pombal, 2008


sábado, 12 de janeiro de 2013

OITO ANOS NA BASE AÉREA DAS LAJES

ILHA TERCEIRA (6)



Durante os oito anos que permaneceu nas Lajes ocorreram alguns desastres com aviões, como documentam as fotografias:

 O trem de aterragem não saiu e o avião fez uma aterragem “de papo”.




 O desastre do Super-Fortaleza


 Conforme registo da Caderneta Individual “Em virtude de ter marchado a apresentar-se na Base Aérea nº 3, Unidade onde será colocado quando promovido a Alferes, em conformidade com a alínea c) do art.º 10º da O.S. nº 297 de 23/X/956 da Base Aérea nº 4, se encerra a presente Caderneta de Voo.” Datado de 2 de Novembro de 1956, assinado pelo Director dos Serviços do Aeródromo, Interino, Cap. Ramalho de Mira.


Ao regressar à Base Aérea de Tancos, as suas horas de voo foram prestadas fundamentalmente nos aviões JU-52, em formação e treino de paraquedistas. Em 1961 fizeram o seu primeiro salto 4 enfermeiras paraquedistas.
Era comandante da Base de Tancos o coronel Rosa Rodrigues (primeiro da esquerda na última foto).


Primeiras enfermeiras paraquedistas


Momentos de convívio na Base Aérea de Tancos

Continua


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

OITO ANOS NA BASE AÉREA DAS LAJES

ILHA TERCEIRA (5)



Desastres sofridos:

A 4 de Janeiro de 1943 sofreu um pequeno acidente no Mouchão da Póvoa, na Base Aérea nº1 em Sintra.


A 25 de Agosto de 1947 sofreu um desastre no campo de aviação em Braga, no qual ficou ferido, mas felizmente restabeleceu-se totalmente.


Foi um grande desportista, os desportos favoritos eram a natação, remo, vela e também fez parte da equipa de Voleibol que representava a Base Aérea nº3 de Tancos, no Campeonato Desportivo Militar em 1947, pelo seu esforço quer individual, quer colectivo, revelando o maior entusiasmo e vontade de bem servir, conseguiu obter a honrosa classificação de Campeão Regional e Nacional, prestigiando com esta actuação não só o bom nome da Unidade como da Aeronáutica Militar, que serviu da melhor maneira” conforme Louvor que recebeu.

 A equipa de voleibol

Em 22 de Dezembro de 1948 foi transferido para a Base Aérea nº 4, nas Lajes, ilha Terceira.


Na Base das Lajes continuou os treinos, conforme consta na Caderneta Individual de Serviço Aéreo, as amaragens em avião SA-16 para treino de salvamento a náufragos de eventuais acidentes, fotografia, busca, meteo, em avião B-17G.

 Amaragem de hidroavião para exercícios de busca e salvamento


Reconheci, nas citadas Cadernetas, as assinaturas de alguns dos directores de serviço, de então, tais como Capitão António Portugal, Capitão Armando Correia Mera, Capitão Rosa Rodrigues, Major Vasconcellos e Sá.
Também colaborou com a SATA, fazendo os planos de voo, graciosamente, por amizade ao comandante, depois reconhecendo o seu trabalho, começou a ser remunerado.


Comandante Paixão, Sr. Henrique Parreira (representante comercial da SATA)

Continua




terça-feira, 8 de janeiro de 2013

OITO ANOS NA BASE AÉREA DAS LAJES

ILHA TERCEIRA (4)




NOTAS SOBRE A VIDA MILITAR


Transcrevo agora parte do currículo elaborado pelo meu pai, aos 27 anos de idade:
“Foi na Base Aérea nº 1, em Sintra, que em 21 de Setembro de 1939 teve início a minha carreira militar, como voluntário ao serviço da Aeronáutica.
Esperava então, ansiosamente o início do curso de pilotagem, pois que ser piloto era o meu maior sonho desde os bancos da escola primária (…).
Para conseguir ser piloto tive então de frequentar o curso de ajudante de mecânico, ao tempo obrigatório para os candidatos a pilotos. Findo este teve início o curso de pilotagem que com o mesmo entusiasmo e a mesma finalidade era então frequentado por mais 22 briosos rapazes.


 A primeira caderneta de registo dos serviços aéreos, primeiro como aluno e depois já como piloto.


Finalmente chegou o dia 15 de Fevereiro de 1941, o grande e inesquecível dia, em que depois de termos pilotado todos os aviões existentes, na então Escola Militar Aeronáutica, nos foram impostas as asas e entregues os diplomas que tanto ambicionávamos. Inesquecível dia, não só por ser o nosso dia grande, sentido com comovente alegria e exaltado regozijo, como também por ser o dia do ciclone, que fez ruir um hangar, tendo destruído todos os aviões que nele se encontravam, ao mesmo tempo que eram arrancadas pelo vento furioso, quase na totalidade as telhas do velho Palácio do Marquês (Sintra).

 Página da Caderneta onde se refere que terminou o curso de piloto aviador em 15-II-941


Seguidamente foram os 23 novos pilotos distribuídos por todas as unidades da Força Aérea, onde cada um tem desempenhado briosamente todas as missões que lhe são ou foram confiadas. Presto aqui homenagem aqueles que voando da lei da morte se libertaram.”
Foi colocado na Base Aérea nº2 na Ota e em 14 de Julho de 1943 na Base Aérea nº3 em Tancos.
Na Caderneta Individual dos Serviços Aéreos, podem-se ver os registos da natureza dos tipos de serviço: treino, tiro fotográfico, acrobacia e uma curiosidade, proporcionavam-se voos a crianças e adultos que sofriam de tosse convulsa, como terapia.



Na Caderneta Individual dos Serviços Aéreos, pode-se ver o tipo de avião: Tiger Moth, Avro, Gloster Gladiator, Poter, Hauker Hind, Miller Master, Supermarine Spitfire, Hawker Hurricane, Caproni, Lysander, JU-52.


 Avro em 1942


Base Aérea de Tancos. Avião Hurricane, em 1945. (O primeiro piloto é o meu pai)


Continua


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

CANTAR OS REIS

A TRADIÇÃO CONTINUA


 Freguesia dos Biscoitos, 6 de Janeiro de 2013

“Nesta época Natalícia e, segundo os organizadores, para se cumprir a tradição, vão realizar-se um pouco por todo o país as “cantatas de reis”. Estes eventos anunciados para se realizarem em salões de festas de sociedades recreativas, pavilhões polivalentes, sedes de juntas de freguesia, ginásios das escolas, auditórios, etc. ou tão só em forma de desfile pelas ruas principais das freguesias, vilas ou cidades são, quanto a nós, mais uma a juntar a tantas outras formas de se acabar definitivamente com a verdadeira “tradição de cantar os reis”.
“Cantar os reis” tem, como qualquer outra actividade da cultura popular, um tempo, um espaço e uma função própria.
O tempo é este, em que se comemora o nascimento de Jesus e que vai desde 25 de Dezembro até 6 de Janeiro, tradicionalmente o dia de Reis. A importância deste dia conferiu-lhe, durante muitos anos, o estatuto de “dia Santo”, logo dia feriado. Em muitos países é ainda este o dia mais importante da celebração do Natal.
Nalgumas localidades o cíclo Natalício só termina a 2 de Fevereiro, dia dedicado à luz, às estrelas ou às candeias. Dia em que a liturgia Católica comemora Nossa Senhora das Candeias ou da Candelária. Tradicionalmente era também durante este período que se realizavam as matanças do porco. Assim os ranchos de Reis tanto saíam para cantar loas ao “menino Jesus” como para enaltecer os “toucinhos” de uma matança. As toadas com que o faziam eram em todo semelhantes na estrutura, embora com variantes melódicas para cada uma das funções.

Biscoitos, 6 de Janeiro de 2013

Os espaços em que se movimentavam estes ranchos eram as casas dos amigos e dos familiares em visitas, quase sempre de surpresa, para provar a “mija do menino”, ou no caso das matanças, para se avaliar e comparar os predicados do “porco”. Daí que a função desta manifestação fosse essencialmente social.
E hoje? 
Não será possível continuar a tradição sem a desvirtuar nestes princípios? Claro que sim. É perfeitamente possível. É o que temos feito de há 15 anos a esta parte, de uma forma pioneira e que, felizmente, tem motivado o aparecimento de outros ranchos: continua a celebrar-se o Natal e a haver matanças do porco; continua a haver amigos e a realizarem-se visitas; apesar dos tempos, o homem continua a ser “animal” social. Assim a tradição, a verdadeira tradição, não está, aparentemente, em perigo de se perder. A não ser que os poderes percam por completo o juízo e teimem em continuar a “meter a foice em seara alheia”.

In Blogue Folkosfera ( 6 de Janeiro de 2008)

20 Anos a Cantar os Reis » aqui



sábado, 5 de janeiro de 2013

Mag – colheita 2012



As castas Brum e Sotelo Castañeda estão reunidas nesta colheita de 2012. Os aromas e sabores do México harmonizam-se com o carácter frutado e ligeiramente acídulo insulano, dotando Mag de uma personalidade muito própria e equilibrada.

Edição limitada

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

OITO ANOS NA BASE AÉREA DAS LAJES

ILHA TERCEIRA (3)



A 4 de Agosto de 1953, nasceu a sua filha mais nova, Luísa, como a avó materna, no Hospital Militar, na Terra Chã, Angra do Heroísmo. 

As Filhas (Base Aérea 4) 


Em 1956 regressou ao continente construiu a casa onde fixou residência, em Montalvo, pequena aldeia, que adoptou com todo o carinho, e onde era muito estimado por todos.


Em 1963 foi transferido para a antiga Lourenço Marques, hoje Maputo. 
Algumas vezes teve oportunidade de fazer uma coisa que tanto gostava: caçar.

 Regressámos para Montalvo em 1965.

Faleceu no Hospital da Força Aérea, no Lumiar, em Lisboa, a 27 de Dezembro de 1989, devido a doença prolongada.


Continua



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Efemérides açorianas – Janeiro (5)


Angra do Heroísmo - Rua da Rosa/Rua de Jesus - 1980

1.1980- A Sé de Angra é fortemente abalada por um sismo.

2.1980- O sismo de ontem causou 71 mortos, sendo 51 na ilha Terceira e 20 na ilha de São Jorge.

3. 1973- É fixado em 5$00 o preço máximo unitário das refeições a servir nas cantinas das escolas primárias, sendo a 2$50 para famílias de menores recursos.

4. 2009- Liliana Santos está na Terceira.

5.2006- É lançado o “Guia do Estudante”, durante as comemorações do 30º aniversário da Universidade dos Açores.

6. 2012 – O Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense completa 20 anos a “Cantar à Porta”.

7.2010- Decorre no Salão Nobre da Secretaria Regional de Educação e Formação o Concerto dos Reis.

8. 2008- No âmbito das comemorações do 32º Aniversário da Universidade dos Açores, reúne o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas em Angra do Heroísmo.

9. 2011- Decorre no Salão Nobre da Junta de Freguesia da Fajã de Baixo, concelho de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, o I Grande Capítulo da Confraria do Ananás.

10. 1974- A garrafa do Verdelho generoso dos Biscoitos é comercializada, em Angra do Heroísmo, a 28$00.

11.1973- A Liga Escolar Católica realiza em Angra do Heroísmo um curso sobre Saúde Escolar.

12.1973- O paquete “Angra do Heroísmo” atraca no molhe da Praia da Vitória.

13. 1966 – O preço do “vinho de cheiro” em Angra do Heroísmo é de 3$00/litro.

14.1975- Regressa de Angola José Pinto Enes, antigo industrial de refrigerantes em Angra do Heroísmo.


16.2006 – O Centro do Conhecimento dos Açores realiza, em Angra do Heroísmo, um curso de iniciação à encadernação. 


18. 1976- Vigoram novos preços máximos do leite na ilha de S. Miguel: engarrafado e pasteurizado serão de 5$30 ou 5$60 quando vendidos em estabelecimentos comerciais ou distribuído ao domicilio.

19. 1968- Morre em combate (Angola) o soldado José Ramos da Costa Moules, natural da freguesia da Sé, Angra do Heroísmo. 

20.1973- Abre ao público no Museu de Angra do Heroísmo uma exposição com obras de Paul Gauguin.

21.1976- A Câmara Municipal das Lajes, ilha das Flores, recebe um subsídio da Junta Regional para obras no Caminho do Lajedo e do edifício escolar do Lugar da Costa.

22. 2008- Visita aos Açores, o Embaixador da Áustria em Portugal,  Ewald Jager, que se faz acompanhar de sua mulher Elisabeth Jager.


24. 1789- É aceite o requerimento de Vitivinicultores Micaelenses à proibição de importação de vinhos de fora da ilha de S. Miguel.

25. 1998- Continuam os trabalhos de uma virada nos Biscoitos.

26. 2006- É constituída na Ribeira Chã a Associação de Jovens.

27.1973- Os Açores importam vacas da Holanda a 26.000$00 cada, subsidiadas a 40%.

28. 1990- É inaugurado o Centro de Catequese e Cultura da Ribeira Chã, concelho da Lagoa, ilha de S. Miguel.


30. 2009- Encontra-se na ilha Terceira uma equipa da RBS – TV, filial da Globo, a fim colher imagens e depoimentos sobre os Açores e açorianos.

31. 2010- A Culturangra com a colaboração da Santa Casa da Misericórdia de S. Sebastião lembram o historiador terceirense Francisco Ferreira Drummond.


Efemérides açorianas – Janeiro
Efemérides açorianas – Janeiro (2)
Efemérides açorianas – Janeiro (3)
Efemérides açorianas – Janeiro (4)


Boas Sementeiras e Melhores Colheitas


Boas Sementeiras e Melhores Colheitas para 2013