sexta-feira, 31 de maio de 2013

“Renascença Artística e Prática de Conservação e Restauro Arquitectónico em Portugal, durante a 1.ª República”

Um livro de autoria do Prof. Jorge Custódio

No próximo dia 5 de Junho de 2013, quarta-feira, pelas 18 horas, será apresentado na Escola das Artes da Universidade de Évora, o 2.º volume da obra Renascença Artística e Prática de Conservação e Restauro Arquitectónico em Portugal, durante a 1.ª República, volume denominado  Património da Nação, de autoria do Prof. Jorge Custódio.

Completa-se assim a edição desta obra, agora com o volume dedicado só à 1.ª República. A obra vai ter a apresentação do Professor Doutor Virgolino Jorge. A edição é da responsabilidade da Editora Caleidoscópio.

Esta a obra ainda será apresentada nos seguintes cidades e locais:

Santarém - dia 14 de Junho, pelas 18 horas, na Biblioteca Bernardo Santareno - apresentação pelo Prof. João Carlos Brigola

Coimbra - 3 de Julho, às 18 horas, no Museu Nacional Machado de Castro - apresentação pelo Prof. Francisco Pato Macedo

Tomar - dia 6 de Julho, pelas 15 horas, no Convento de Cristo - apresentação pela Prof.ª Raquel Henriques da Silva

Porto - em local, data a anunciar.

terça-feira, 28 de maio de 2013

A propósito de Natália…Entre linhas e letras


 Como já referimos aqui, o Instituto Açoriano de Cultura inaugurou no dia 24 de Maio pp, uma exposição de Luís Brum intitulada «A propósito de Natália…Entre linhas e letras».

Num ano em que, um pouco por todo o território nacional, se reverencia a memória de Natália Correia, não poderia o Instituto Açoriano de Cultura manter-se à margem dessa homenagem por demais merecida, onde justificadamente se reconhece a dimensão desta Açoriana que, das artes literárias à politica ativa, marcou claramente a sua época e as vindouras.

Como qualquer obra literária de vulto, a sua leitura e interpretação ao longo dos tempos permite a reinterpretação dos seus conteúdos, tornando possível a influência conceptual em áreas distintas desta, como as artes visuais de um modo geral e o desenho de um modo particular.


A exposição com que Luís Brum nos presenteia vem precisamente coincidir com o intento da homenagem, e recorrendo à sua linguagem conceptual que já se torna conhecida, “reescrevendo” Natália” a partir de um conjunto de cenários ficcionados, porém dolorosamente prováveis, onde personagens antropomórficas contextualizam leituras do passado com preocupações do presente, estabelecendo uma ponte geracional entre posturas contemporâneas.  

A materialização deste conjunto de desenhos, e a sua apresentação pública que agora se inicia, cria a obra do jovem e promissor artista Luís Brum, que em boa hora aceitou o convite que lhe endereçámos, relembrar outros (ou outra…) que lutando, pelo direito à construção do futuro, recorreram a “ferramentas culturais” que sempre se mostraram eficazes.

Sabendo que o futuro se constrói, é nossa obrigação participar responsavelmente e ativamente na sua discussão, para lapidar ideias e conceitos aparentemente dispensáveis, mas que realmente se tornam no aglutinante identitário de um povo.” Refere Paulo Vilela Raimundo, Presidente do Instituto Açoriano de Cultura, no catálogo da exposição.


Para Luís Brum “a exposição é uma viagem por um mundo a preto e branco em que o traço do autor converge com poesia e imagética de Natália Correia e outros autores, na caracterização de um universo próprio do autor, com elementos recorrentes de pretéritos antropomórficos. 
Neste mundo se confrontam realidades urbanas e insulares. A Natureza, como elemento gerador de vida num lugar retorcido em si mesmo, tornando-se o veículo para o sonho.”


segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Senhor Espírito Santo (10)

O anterior

O Império do Espírito Santo e Joaquim de Fiore

“Nos Açores, terra de louvor ao Divino, em que circunstancias bastante tardias determinaram algum voltar de costas entre a hierarquia da igreja local e as Irmandades do Espírito Santo, a celebração das festividades em honra do mesmo, ainda há relativamente pouco tempo, não revestiam oposição entre poder instituído e religiosidade popular. 

Só muito recentemente, e por questões espúrias, essa oposição se marcou no terreno. Ainda no início do século XX, o Deão Reys Ficher, incorporado no cortejo da coroação do Espírito Santo dos Quatro Cantos, era quem, apoiado à sua bengala, transportava a Coroa para a Igreja da Sé.

Ver nas manifestações religiosas açorianas, por ocasião da celebração do Pentecostes, uma espécie de cadinho das oposições entre o poder instituído e vivencia religiosa popular, é uma violência histórica com objectivos não muito claros e consequências difíceis de prever. 

Juntar a estas interpretações leituras apressadas e deficientes de Joaquim de Fiore, só faz acrescentar o volume das incorrecções. De facto, nunca Joaquim de Fiore foi entendido pela hierarquia da Igreja como seu opositor. Nem ele próprio se entendeu como opositor da hierarquia eclesiástica. 

A única questão que parece ter havido em relação a tão ilustre religioso prende-se com a sua interpretação da Trindade. É verdade que o Concilio IV de Latrão corrigiu determinados aspectos da sua doutrina. È verdade que os seus ensinamentos do ritmo trinitário da história causaram graves problemas na primeira fase do franciscanismo. Mas aquele mesmo Concílio defendeu a sua integridade pessoal, comprovada pela carta escrita ao Papa Inocêncio III e pelo seu “Comentário ao Apocalipse” .
Entre os seus leitores e apreciadores conta-se o próprio Papa, que várias vezes o cita nos seus escritos.
Sempre submeteu o seu pensamento e as suas obras ao juízo da Sé de Roma. No “Comentário ao Apocalipse” expôs o motivo deste seu comportamento: se São Paulo “transmitiu os sues escritos aos apóstolos que o precediam, na dúvida de correr ou de ter corrido em vão (cf.GL 2,2), com maior razão eu, que nada sou, não desejo ser juiz de mim mesmo, mas deve sê-lo sobretudo o Sumo Pontífice, que julga todos e ele próprio não é julgado por ninguém”.

 Estas afirmações foram novamente na “Epístola do Prólogo”, que é considerada como o seu testamento.
Considerava também que a Bíblia devia ser lida em Igreja, não admitindo a livre interpretação. Assim, ele diz: “ acreditando integralmente naquilo que ela (Igreja) crê, aceitando as suas emendas tanto em relação à fé como no que diz respeito aos costumes, rejeitando o que ela nega, acolhendo aquilo que ela aceita”.
O seu amor pela pobreza não o renunciou da Cúria Romana e nível de fé. A distância aconteceu a nível da vivencia: “Admirava-me que um homem de tanta fama, cuja palavra era tão eficaz., trouxesse vestes tão vermelhas e usadas, parcialmente rotas nas franjas”, escreve o Arcebispo D. Luca de Casamari, seu contemporâneo.
Como todos os grandes espíritos, não esperou dogmas para viver a fé, praticar o amor e escolher alegremente o seu estilo de vida. Viveu a fé, praticou o amor e definiu a sua forma de existir com tal liberdade interior que sempre sentiu vontade e necessidade de se submeter ao alto juízo de Roma.
A maior liberdade é a que se consegue em relação a si mesmo."

JR

        Este escrito tem por base a carta do Cardeal Ângelo Sodano, Secretário de estado do Vaticano, ao Arcebispo de Cosença-Bisignaro, por ocasião da celebração do VIII centenário da morte de Joaquim de Fiore. 

No A União de 4 de Maio de 2002

Neste Blogue

UMA LEITURA DA FUNÇÃO-Por: Vasco Pereira da Costa (aqui)

UMA LEITURA DA FUNÇÃO (2) (clique aqui)




sábado, 25 de maio de 2013

O Senhor Espírito Santo (9)


Bandeira vermelha na construção dos tectos das casas

Freguesia de S. Bartolomeu dos Regatos- 14.09.2011

Segundo Frederico Lopes (João Ilhéu) no Ilha Terceira - Notas Etnográficas, “Terminada a construção do tecto, colocam bandeiras no cume. Primitivamente eram bandeiras “do Espírito Santo”, para que ficasse sob a protecção divina. Hoje são bandeiras vulgares, traduzindo o regozijo do dono da casa que também se manifesta pela oferta de vinho e às vezes jantar aos operários que trabalharam na construção.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O Senhor Espírito Santo (8)


A Bandeira


“Como acessório da coroa há ainda a bandeira, vasto pano de damasco de seda vermelha, orlado de franjas de ouro tendo no centro de uma das faces uma coroa e no da outra uma pomba de asas abertas, sobre flamante resplendor, tudo bordado a ouro, assim como as flores que ornamentam os cantos de ambos os lados. Há na verdade bandeiras mais modestas, principalmente nos impérios do campo, mas os da cidade primam por terem magníficas bandeiras de um trabalho artístico de grande mérito.
A bandeira está presa a uma haste cilíndrica de boa madeira envernizada, tendo na parte superior um globo de prata sobre o qual poisa uma pomba do mesmo metal, de asas abertas.”

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Compilação da Imprensa (37)


Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos

Carregue na imagem para ler
(…)
Entronizada a 23 de Maio do corrente ano, encetou já uma luta difícil com as autoridades locais e regionais, para preservar a principal zona de produção de Verdelho, na freguesia dos Biscoitos como paisagem Protegida.
Os 18 confrades fundadores de uma das mais recentes confrarias nacionais, estão empenhados, desta forma, em salvar um importante legado económico e cultural.
(…) Nasceu para defender, prestigiar, valorizar, promover e divulgar o Vinho de Verdelho dos Biscoitos e todo o vinho de qualidade da Região Autónoma dos Açores.
(…) 

In Revista “O Escanção”Out./Nov./Dez.1993.



Outras "Parras" :

Planta da Freguesia dos Biscoitos (ano 1830) aqui

Plantas Vasculares nas Vinhas dos Biscoitos (ano 1971) aqui.

"A vinha perde-se e a população nada ganha" (ano 1994) aqui.

"Região de Biscoitos, nos Açores - Casas em vez de vinhas" - Santos Mota (ano 1994) - aqui.

"Biscoitos: que futuro? "-José Aurélio Almeida (ano 1996) - aqui.

"As Vinha dos Biscoitos" -Bailinho de Carnaval da Freguesia das Fontinhas. (ano 1997) aqui.

"Uma virada nos Biscoitos"(Açores)- (ano 1998) aqui.

O viticultor açoriano está envelhecido (ano 1998/99) aqui

“Provedor de Justiça dá razão à Confraria” (ano 1999) aqui.

“Museologia de Interpretação da Paisagem Ecomuseu dos Biscoitos, da ilha Terceira” - por Fernando Santos Pessoa (ano de 2001) aqui.

"Carta de risco geológico da Terceira" (ano ano 2001) aqui.

"Paisagem Báquica - Memória e Identidade" - Aurora Carapinha (ano 2001) aqui.

“A Paisagem Açoriana dos Biscoitos” - por Gonçalo Ribeiro Telles (ano 2002) aqui.

"Fadiga sensorial" (ano 2007) aqui.

"Defender curraletas!" (ano 2007) aqui.

"Tutores" (ano 2007) aqui.

"Rememorando as origens dos Biscoitos nos séculos XV e XVI"- por Rute Dias Gregório (ano 2008) aquiaqui e aqui.

“A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo” - por Margarida Pessoa Pires (ano 2009) aqui.

Biscoitos de Lava para os “sete magníficos” (ano 2011) aqui

Produtores engarrafadores e produção de vinho nos Biscoitos em 2012-  Aqui



quarta-feira, 22 de maio de 2013

«A propósito de Natália…Entre linhas e letras»

 Exposição de Desenhos de Luís Brum


O Instituto Açoriano de Cultura inaugura na próxima sexta-feira, dia 24 de Maio, pelas 18h30 na sua galeria, (Alto das Covas - Angra do Heroísmo) uma exposição do artista Luís Brum intitulada «A propósito de Natália…Entre linhas e letras».

domingo, 19 de maio de 2013

O Senhor Espírito Santo (7)


A Coroa


“Presentemente as coroas já não são do mesmo tipo da época de 400. Feitas de prata batida com relevo, assim como todo o seu conjunto, partem do largo aro, onde se vê uma pomba em relevo de asas abertas, quatro braços ou imperiais, que erguendo-se em forma convexa, se reúnem no topo, sustentando um globo sobre o qual se ergue uma cruz, ou pousa uma pomba em atitude de voo. Há ainda o ceptro com um comprimento de 35 a 40 centímetros, igualmente terminando numa pequena pomba de asas abertas. Quando a coroa não está na cabeça, o ceptro é apoiado no aro, por entre os braços ou imperiais da coroa, descansando o todo sobre uma salva, ou seja, um prato liso de prata com cercadura lavrada, munida de um suporte, alargando na base, a que chamam o pé da salva e que serve para apoiar com a coroa sobre o altar ou mesa. No lado detrás da coroa há um laço de largas fitas de seda, cujas pontas caiem sobre as costas, quando a coroa está pousada na cabeça.”

sábado, 18 de maio de 2013

"As vinhas da Terceira - uma experiência nos Biscoitos" (4)



Após as várias intervenções, foi projetada uma apresentação síntese do historial do projeto "As vinhas da Terceira - uma experiência nos Biscoitos". 



Os convidados (para além dos intervenientes já mencionados), marcaram presença o senhor Paulo Messias, vice-presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, a senhora Arquiteta Paula Cordeiro, do Serviço de Ambiente da Terceira e Parque Natural da Terceira, o professor José Aurélio Almeida, vice-presidente da EBI dos Biscoitos e Grão Chanceler da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, que ainda tiveram oportunidade de fazer uma visita a um terreno da EBI dos Biscoitos que está a ser recuperado e preparado para práticas de cultivo, inclusive vitícolas (tradicionais e experimentais), sob orientação do engenheiro César Medeiros, formador do curso de operador agrícola. 

Fonte: E.B.I. dos Biscoitos

"As vinhas da Terceira - uma experiência nos Biscoitos" (3)

 O senhor António Espínola Godinho, encarregado operacional do Serviço de Desenvolvimento Agrário da Terceira, técnico responsável pelos trabalhos de campo do projeto e Confrade de Mérito da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, elencou a metodologia prática do mesmo, correspondente ao acompanhamento da sequência dos estados da vinha e das tarefas vitivinícolas, desde as limpezas das curraletas até vindima e vinificação. Em complemento, explicou e fez distribuir uma ilustração alusiva aos estados fenológicos da videira.

Continua

sexta-feira, 17 de maio de 2013

"As vinhas da Terceira - uma experiência nos Biscoitos" (2)


 A Professora Doutora Teresa Lima, docente da Universidade dos Açores e Grã Escanção da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, após uma contextualização geográfica, a referência às caraterísticas do terreno e à evolução histórica e sócio-económica da vitivinicultura nos Biscoitos, abordou o projeto "As vinhas da Terceira - uma experiência nos Biscoitos", valorizando a disponibilidade e cooperação da Escola e do Serviço de Desenvolvimento Agrário da Terceira, desde a primeira hora de apresentação da ideia, e chamando a atenção para a interessante transdisciplinaridade conseguida, num trabalho de abertura da "mente das gerações novas para a descoberta da importância da existência da vinha, através da instrução, participação, actuação, trabalho, para que este sector no futuro seja continuado e implicativo. Em suma, criar uma forte ligação afectiva e física à vinha e ao vinho dos Biscoitos" (para mais, clique aqui). A finalizar, a docente universitária referiu que, ao mesmo tempo que importa preservar a cultura vitivinícola, é importante manter a respetiva arquitetura.


O senhor engenheiro José Neto Ávila, diretor do Serviço de Desenvolvimento Agrário da Terceira, também em representação da senhora engenheira Fátima Amorim, Diretora Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, felicitou a Escola, a Universidade e todas as pessoas envolvidas, pela iniciativa e manutenção do projeto,dirigindo-se em especial aos alunos, transmitindo a expetativa de estes virem a liderar, no futuro, este ou projetos congéneres e apelando a que aproveitem esta oportunidade ímpar de aprenderem a trabalhar a terra.

Continua

"As vinhas da Terceira - uma experiência nos Biscoitos"

 A Escola Básica Integrada (EBI) dos Biscoitos organizou, na tarde da passada quinta-feira, uma palestra no âmbito do projeto "As vinhas da Terceira - uma experiência nos Biscoitos", iniciativa esta correspondida por vários convidados, vários professores e muitos alunos, que encheram a sala.
A sessão foi aberta pela professora Isabel Silva, atual coordenadora do projeto, que apresentou os membros da mesa, representantes das diversas entidades parceiras do projeto, e fez uma referência à exposição patente na sala, ilustrativa dos atuais seis anos de existência desta iniciativa.


A professora Cecília Terra Nunes, atual presidente do Conselho Executivo da EBI dos Biscoitos e primeira coordenadora do projeto, partilhou que o mesmo surgiu por iniciativa da Professora Doutora Teresa Lima, da Universidade dos Açores, com o objetivo de sensibilizar os alunos para a importância da preservação do património natural e cultural ligado ao cultivo da vinha e à produção do vinho, nos Biscoitos, zona vinhateira por excelência, mas atingida por abandono e ocupação de construções. A docente realçou o envolvimento de várias turmas, ano após ano, inclusive repercutindo-se a informação e sensibilização para pais e encarregados de educação. Por fim, referiu que esta temática ganha agora nova importância na escola, mercê da existência de um curso de operador agrícola.

Continua

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Presença Açoriana em Santa Catarina

Exposição de Fotografias de Joi Cletison



O Senhor Espírito Santo (6)


O Vinho

 ...dos Biscoitos para o Raminho (14.05.2013) 

(…) uma semana antes do  bodo que se vai buscar o vinho. Para esse tanto um ou dois carros de bois, com as sebes embandeiradas e revestidas de verdura - geralmente faia da terra – de arcos sobrepostos ornamentados com flores de papel, erguendo-se  a começar da canga dos bois de cujos pescoços pendem campainhas, partem a caminho da cidade ou de qualquer vinhateiro mais próximo levando o vasilhame que trará no regresso do precioso “vinho de Cheiro” (…)
E o chiar destes carros pelas ruas da cidade é tão tradicional e tão desejado que as posturas municipais opondo-se a tal barulho em dias vulgares, o permite todavia nessas semanas de festejos do Espírito Santo, dada a nota alegre que essa chiadeira transmite a toda a gente.





terça-feira, 14 de maio de 2013

Rótulos (7)



Proprietário vitivinicultor: Casa Agrícola Brum, com depósito de venda de vinhos e outros produtos da sua lavra na Rua de Jesus, 133 e 135 em Angra do Heroísmo.
Rótulo: 13,5x8,5cm
Concepção: Manuel Pereira Terra
Impressão: Tipografia Angrense, Rua de São João, 73 a 75, Angra do Heroísmo.
Ano: 1957
Colecção: L.M.B.

domingo, 12 de maio de 2013

O Senhor Espírito Santo (5)



A Coroa do Espírito Santo

“Um dos símbolos da iconografia do Espírito Santo é a Coroa do Divino Espírito Santo.
Pertença do Império, as coroas são na sua maioria de prata batida, lavrada, contendo variados signos paracláticos (água, ar, p. ex.), havendo também as de casquinha. Possuem vários tamanhos.
As coroas apresentam-se com quatro imperiais (hastes ou braços), cinco e actualmente com seis hastes, com o aro em relevo. No cimo, uma pomba de asas abertas pousada sobre uma esfera simbolizando o globo terrestre, isto nas mais recentes. Nas mais antigas, a pomba é substituída pela cruz latina.
No mesmo material, conclui a salva (prato liso com cercadura em relevo e pé alargado (chamado de pé da salva que serve para apoiar a coroa no altar ou na mesa)) e o ceptro (pequena vara com cerca de 35 a 40 centímetros) com a pomba colocada na extremidade mais delgada.
Todo o conjunto é enfeitado com flores em tecido de cambraia. No ceptro amarra-se um laço comprido de fita branca. Na base da coroa, o aro, é colocado uma pano vermelho com a finalidade de segurar a coroa na cabeça.
Para receber a decoração, as coroas são previamente limpas com preparos químicos apenas utilizados nas ourivesarias, a exemplo da Ourivesaria Soveta que anualmente procede à limpeza de um grande número de coroas.
As coroas mais antigas (século XVII, Coroa da Irmandade do Espírito Santo da Nossa Senhora dos Anjos, ilha de Santa Maria) eram fabricadas com a autorização do Rei e semelhantes à coroa real.  Com o passar dos anos, sofreram alterações. É, também, nas coroas primitivas que se vê o maior empenho dos artificies, toda a simbologia paraclatiana.
As coroas foram trazidas para os Açores pelos capitães donatários que, em dia de Pentecostes usavam o mesmo cerimonial iniciado na corte de D. Dinis e D. Isabel. Muitas das vezes, as coroas saíam à rua quando à fúria da natureza se fazia sentir, em especial os abalos e as erupções vulcânicas. Com a coroa pousada num estrado improvisado, as populações imploravam clemência do Paracleto, entoando orações
Com o passar do tempo, o culto passou para as mãos do povo, democratizando-se. Aparecem as Irmandades do Espírito Santo e uma maior proliferação de coroas. Das casas dos fidalgos, as coroas passam a ser cuidadosamente guardadas em pequenos edifícios de cariz comunitário chamados de Império. Em muitas destas edificações, uma coroa de pedra domina os frontispícios.
Também, muitas casas enquadradas na dominada Arquitectura Popular do Ramo Grande, concelho da Praia da Vitória, possuem coras de relevo, em pedra de cantaria, entendidas como marcas de posse.
No contexto das festividades do Espírito Santo, a coroa assume papel de destaque quando colocada no trono, quando integrada nos cortejos e, sobretudo quando colocada na cabeça, na missa da coroação.
Todavia, e como pude constatar através desta entrevista e trabalho de pesquisa, existem algumas pessoas, ditas curiosas, que limpam e efectuam reparações indiscriminadamente, provocando nas coroas, em muitos dos casos, danos irreparáveis. Acho, que já é hora de se proceder a uma investigação e inventariação ao longo do arquipélago destes símbolos do Espírito Santo, para salvaguarda deste património.”
CARREIRO, TIBÉRIO e MARQUES, RUI –“Figueiras do Paim –O Império da Caridade”, 2001

FÉLIX, EMANUEL – “ Iconografia e Simbologia do Espírito Santo nos Açores”. Edição Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória, 1996

In A União de 4 de Maio de 2002

terça-feira, 7 de maio de 2013

Antes e Agora (22)



Canada do Moinho - freguesia dos Biscoitos





domingo, 5 de maio de 2013

O Senhor Espírito Santo (4)


Freguesia dos Biscoitos 

4.º Domingo – As duas Coroações


“Levando o Senhor Espírito Santo à Igreja” Matriz de S. Pedro


“Levando o Senhor Espírito Santo à Igreja” do Imaculado Coração de Maria


sexta-feira, 3 de maio de 2013

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Efemérides açorianas – Maio (5)



Fontinhas – Maio 1982 - Coroação do Espírito Santo. Promessa de Manuel Caetano Freitas.

1. 1975- É criado pelo Padre João Caetano Flores o Boletim Paroquial da Ribeira Chã “Despertar”

2.2005- Tem inicio na ilha Terceira o Festival do Queijo e do Vinho

3.1973 - Realiza-se em Tomar o Congresso da Acção Nacional Popular com a participação de personalidades açorianas.

4.1976 - É inaugurada na Praia da Vitória (Pico Celeiro/Canada do Joaquim Alves) uma nova central elevatória de água, obra municipal comparticipada pelas USFORAZ em 57.000 dólares. 

5.1973 - Um negociante do Mercado Duque de Bragança, em Angra do Heroísmo, é processado por uma brigada da PSP por pretender vender alfaces a 20$00 o quilo e não exibir a devida etiqueta com preço.

6.1973 - Realiza-se na freguesia da Ribeirinha, concelho de Angra do Heroísmo, a 1ª tourada à corda deste ano.

7. 2010 - Angra do Heroísmo comemora o Dia Mundial da Dança.

8. 1999 - Jácome de Bruges Bettencourt, Mestre de Ritos e Cerimónias da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, apresenta um trabalho durante o 1º Congresso Nacional, em Évora, sobre o tema “O Vinho de verdelho nas Gastronomia Terceirense”.

9.1975 - Para além das 80 “ tradicionais” o Governador do Distrito só concederá licença para touradas à corda aos sábados, domingos e feriados.

10.1974 - Realiza-se na Casa dos Pescadores de Angra do Heroísmo a eleição para dos novos Corpos Directivos.

11.1991- O Papa João Paulo II está na Ilha Terceira e celebra uma Missa junto à Praça de Toiros

12.2008 - Realiza-se  em Ponta Delgada, no Teatro Micaelense, o Wine Festival

13.1975 - Encontra-se na ilha Terceira a Selecção Nacional de Futebol. 

14. 1976 - Organizado pelo Hospital da Misericórdia de Angra do Heroísmo tem inicio um Colóquio de Cardiologia. 

15.2008 - Inicia-se hoje, no Centro Cultural e de Congressos, em Angra do Heroísmo, o III Congresso Internacional sobre as Festas do Divino Espírito Santo

16.2010 - O Grupo Folclórico “Fontes da Nossa Ilha”, da freguesia das Fontinhas inicia uma semana, integrada nas comemorações do seu 25º aniversário, com trabalho e dedicação, o Senhor Espírito Santo: uma “Função”.

17.1974 - Realiza-se na Sede do Sindicato dos Empregados de Escritório e Caixeiros, à Rua de Jesus, em Angra do Heroísmo, um colóquio subordinado ao tema “A Mulher e o Trabalho”.

18. 1966- É elevada a Freguesia o lugar da Ribeira Chã, concelho da Lagoa. Ilha de São Miguel.

19. 1998 - A delegação dos Açores da Associação Portuguesa de Jovens Enófilos propõe a atribuição do estatuto de Paisagem Protegida à zona dos Biscoitos, ilha Terceira, onde se produz vinho de qualidade.

20.1974 - O Grupo e Teatro da Sociedade Recreio dos Artistas, da freguesia da Sé d’Angra, homenageia as Forças Armadas no Salão de Festas do B.I.I.17, na Fortaleza de São João Baptista, com a farsa em três actos “Médico à Força”, de Moliére. 


21- 2008- Realiza-se em Santana, ilha de S. Miguel, um Concurso de Queijos dos Açores

22. 2010 - O Império dos Quatro Cantos, em Angra do Heroísmo, comemora o seu bicentenário.

23. 2008 - Realiza-se em Angra do Heroísmo o II Congresso Regional OMD.

24.2009 - S.A.R. o Duque de Bragança participa na Coroação do Divino Espírito Santo da Santa Casa da Misericórdia de Angra, que é tão antiga como a de Lisboa

25. 2009 - É apresentado em Angra do Heroísmo o livro de Mendo Castro Henriques DOM DUARTE E A DEMOCRACIA – UMA BIOGRAFIA PORTUGUESA 

26. 2008 - Decorre em Angra do Heroísmo as Jornadas do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, tendo por tema Autonomia Regional.

27.2008 - Por deliberação camarária, a Câmara Municipal da Praia da Vitória, achou por bem atribuir a Medalha de Mérito Municipal, Prata Vermeille, à Casa Agrícola Brum Lda.

28. 2001- Decorreu nas instalações da Casa Agrícola Brum Lda., nos Biscoitos, a cerimónia da geminação da Confraria dos Enófilos da Estremadura com a Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos

29- 2011 – Falece em Angra do Heroísmo Tristão Manuel Ferreira Freire de Andrade.  

30. 2008- A Região Autónoma dos Açores participa na XVI Sessão Plenária, no XXIII Conselho Internacional e no XX Aniversário da AREV, que se realizou em Reims (Champanhe-Ardenne).  

31. 2008- Realiza-se na Vila de Santa Cruz a XI Audição Coral na ilha Graciosa

Efemérides açorianas – Maio
Efemérides açorianas – Maio (2)
Efemérides açorianas – Maio (3)
Efemérides açorianas – Maio (4)


Provérbios: Maio