segunda-feira, 16 de abril de 2018

Compilação da imprensa (74)


BREVE NOTÍCIA SOBRE A EXISTÊNCIA DE UMA IRMANDADE DO BACHANAL NA ILHA TERCEIRA EM 1827

Por: Jorge A. Paulus Bruno 

Na Revista Verdelho



Outras "Parras" :

Planta da Freguesia dos Biscoitos (ano 1830) aqui

Plantas Vasculares nas Vinhas dos Biscoitos (ano 1971) aqui.

"A vinha perde-se e a população nada ganha" (ano 1994) aqui.

"Região de Biscoitos, nos Açores - Casas em vez de vinhas" - Santos Mota (ano 1994) - aqui.

"Biscoitos: que futuro? "-José Aurélio Almeida (ano 1996) - aqui.

"As Vinha dos Biscoitos" -Bailinho de Carnaval da Freguesia das Fontinhas. (ano 1997) aqui.

Pisa e Mosto (1997) aqui

Sinónimos- Casta Terrantez da Terceira -Aqui

"Uma virada nos Biscoitos"(Açores)- (ano 1998) aqui.

O viticultor açoriano está envelhecido (ano 1998/99) aqui

“Provedor de Justiça dá razão à Confraria” (ano 1999) aqui.

“Museologia de Interpretação da Paisagem Ecomuseu dos Biscoitos, da ilha Terceira” - por Fernando Santos Pessoa (ano de 2001) aqui.

"Carta de risco geológico da Terceira" (ano ano 2001) aqui.

"Paisagem Báquica - Memória e Identidade" - Aurora Carapinha (ano 2001) aqui.

“A Paisagem Açoriana dos Biscoitos” - por Gonçalo Ribeiro Telles (ano 2002) aqui.

"Fadiga sensorial" (ano 2007) aqui.

"Defender curraletas!" (ano 2007) aqui.

"Tutores" (ano 2007) aqui.

"Rememorando as origens dos Biscoitos nos séculos XV e XVI"- por Rute Dias Gregório (ano 2008) aquiaqui e aqui.

“A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo” - por Margarida Pessoa Pires (ano 2009) aqui.


"O Aditivo"- por Francisco dos Reis Maduro-Dias -ano de 2009 Aqui

A Casa Agrícola Brum tem nova administração - ANO de 2010 AQUI

Biscoitos de Lava para os “sete magníficos” (ano 2011) aqui

"Acerca do vinho" -por Francisco Maduro-Dias (ano 2011) Aqui

Sócios da associação de viticultores da ilha Terceira -  Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L.- não recebem há mais de 6 anos- Ano de 2011 - Video RTP  Aqui

Produtores engarrafadores e produção de vinho nos Biscoitos em 2012-  Aqui

Produção de vinho nos Biscoitos em 2015 - Aqui

Garrafa Comemorativa do 125.º Aniversário da Casa Agrícola Brum - 2015 - Video Aqui

sábado, 7 de abril de 2018

Gonçalo Ribeiro Telles

Continua a marcar, profundamente o nosso País

· Jácome de Bruges Bettencourt



O Professor Arquiteto Gonçalo Pereira Ribeiro Telles (G.R.T.), nasceu em Lisboa a 25 de maio de 1922, filho do Dr. Joaquim Ribeiro Telles Júnior, médico veterinário e oficial do exército, e de D. Gertrudes Guilhermina Gonçalves Pereira Ribeiro Telles (sobrinha de Joaquim Cardoso Gonçalves). A família paterna é ribatejana, de Coruche, aí tendo casa e propriedades, onde se dedicam, há séculos, à lavoura, como criadores de gado, sempre com grande fascínio pela trilogia cão (galgos)-cavalo-toiro, tal como a maior parte dos seus familiares, com destaque para o cavaleiro tauromáquico Mestre David Ribeiro Telles, filhos e netos. Casou em 1953 com D. Maria da Conceição de Calazans de Sousa, de quem teve cinco filhos.

G.R.T. militou na Juventude Agrária e Rural Católica (J.A.C.), do padre Diamantino Gomes, e trabalhou em ligação com a Juventude Operária Católica (J.O.C.), do padre Abel Varzim, envolvendo-se assim, sempre, em atividades cívicas, uma constante na sua longa vida. Cumpriu serviço militar em Vendas Novas (artilharia) – 1943.

Foi membro fundador do Centro Nacional de Cultura – 1945 (sócio n.º 1). Engenheiro agrónomo e arquiteto paisagista (I.S.A.) – 1950.

Em 1957, fundou o Movimento dos Monárquicos Independentes, com Francisco de Sousa Tavares, ao que se seguiu o Movimento dos Monárquicos Populares, de oposição ao Estado Novo. Candidato à Assembleia Nacional pelos Monárquicos Independentes – 1957 e 1961 e para as eleições à Assembleia Nacional de 1969, integra a Comissão Eleitoral Monárquica, na Comissão Eleitoral de Unidade Democrática (C.E.U.D.). Em 1971, funda a Convergência Monárquica, que reunia os militantes dos vários grupos de monárquicos existentes, contando logo com a aderência nos Açores, de Jácome de Bruges Bettencourt (J.B.B.), que ele conhecia bem, desde 1964, dos tempos em que este açoriano fora vice-presidente da Junta Escolar Liceal de Lisboa da Comissão de Juventude da Causa Monárquica, que contava então jovens dinâmicos, como António Pardete da Fonseca e João Fernando de Mattos e Silva de Almeida (já falecidos), e no seu Boletim “A Folha”, apareciam artigos algo contundentes, como os de Miguel Serras Pereira. Lembro que nessa altura, aos sábados à tarde, eram convidados para participar com alocuções, nas instalações da Causa, conhecidas figuras monárquicas de relevo, como o capitão Júlio da Costa Pinto, Pedro Homem de Melo, Gonçalo Ribeiro Telles, Francisco de Sousa Tavares, Fernando Amado, Henrique Barrilaro Ruas, Jacinto Ferreira, Álvaro Dentinho, João Camossa de Saldanha e Gastão da Cunha Ferreira entre outros nomes menos sonantes. Foi um período de excecional atividade, o que incomodava, sobremaneira a PIDE/DGS e fez redobrar a sua vigilância, com a colocação de um vendedor de gravatas (disfarçado), à porta do n.º 46 do Largo de Camões…

Após o 25 de abril foi cofundador do Partido Popular Monárquico – 1974-1993, de cuja ação política resultou a sua participação como Subsecretário de Estado do Ambiente, nos I e II Governos Provisórios (de Adelino Palma Carlos e Vasco Gonçalves), em que visitou a Terceira, nessa qualidade, sendo recebido e acompanhado por J.B.B., que exercia em regime de substituição as funções de Presidente da Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo) e como Secretário de Estado do Ambiente, nos III, IV e VI Governos Provisórios e mais tarde Ministro de Estado e Ministro da Qualidade de Vida no VIII Governo Constitucional, AD de Francisco Pinto Balsemão – 1981-1983. Deputado pelo P.P.M. – 1979 e independente pelo P.S. – 1985. Integra a AD com Francisco Sá Carneiro e Diogo Freitas do Amaral, os três liderando os respetivos partidos 1979-1983. Vereador da Câmara Municipal de Lisboa pelo Movimento Alfacinha – 1984. Cofundador do M.P.T. – Movimento Partido da Terra – 1993-2007.

Como o mais reputado e conhecido arquiteto paisagista português, bem como corajoso ecologista defendeu, como ninguém o fizera até aqui, o ambiente e ordenamento do território, a humanização do habitat, a conservação da natureza e a preservação da paisagem. Luta que desenvolveu ao longo de décadas de atividade profissional e sobretudo no empenho por causas, representando a sua obra um incontornável legado de experiência e sabedoria.

A sua obra, no âmbito de planos do ordenamento do território e da paisagem, de projetos de espaços verdes públicos e privados e das referências escritas, é vastíssima. Criou as zonas protegidas da Reserva Agrícola Nacional, da Reserva Ecológica Nacional e as Bases do Plano Diretor Municipal. Não era maleável em termos políticos.

Helena Roseta, sobre catástrofe ocorrida, recorda que G.R.T. foi … “uma das poucas vozes que me recordo de ter ouvido, que com grande destemor punha o dedo na ferida: a tragédia tinha causas naturais, por certo. Não se podia ignorar a degradação física e biológica da região, por motivos que são da inteira responsabilidade do homem.”.

A Fotobiografia, publicada pela Argumentum – 2011, insere depoimentos a atestar o mérito que todos lhe reconhecem, aí deixados por Emílio Rui Vilar, Alexandre Cancela d’Abreu, António Ramalho Eanes, Ário de Azevedo, Aurora Carapinha, Diogo Freitas de Amaral, Dom Duarte de Bragança, Francisco Pinto Balsemão, Jorge Paiva, Manuela Raposo de Magalhães, Mário Soares, Guilherme d’Oliveira Martins, Fernando Santos Pessoa e Margarida Cancela d’Abreu.

Foi aluno dileto do Professor Francisco Caldeira Cabral no I.S.A., uma das mais notáveis personalidades do meio académico português do século XX que o haveria de influenciar notoriamente pela vida fora. Doutor Honoris Causa pela Universidade de Évora – 1994 e

Professor Emérito da mesma Universidade – 2008, onde foi Professor Catedrático entre 1976 e 1992, tendo aí fundado o Curso de Planeamento Biofísico – 1975 que é transformado em Licenciatura em Arquitetura Paisagística – 1981. Membro Honorário da Ordem dos Arquitetos – 2002.

Recebeu vários prémios, com realce para o Prémio Valmor – 1975, com o colega António Viana Barreto. Projeto dos Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentado em 1967, que constituiu a melhor e bem conseguida obra de arte paisagista do século XX. Prémio da Latinidade. Troféu Latino “João Neves da Fontoura” – 2010. Prémio máximo e honroso IFLA Sir Geoffrey Jellicoe – 2013.

Recebeu inúmeras veneras com destaque para: Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada – 1969, Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo – 1988. Grã-Cruz da Ordem da Liberdade – 1990, Cavaleiro da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, Comendador da Ordem da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa – 2001, Cavaleiro da Ordem de Mérito da República Italiana – 2011, Ordem da Bandeira com Rubis da República Popular da Hungria, Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique – 2017, Medalha de Mérito Municipal de Lisboa (grau ouro – 2013), entre outras. Foi investido como Confrade Honorário em várias Confrarias Báquicas e Gastronómicas de Portugal, como na Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, cujo grau de Mérito, respetiva insígnia e diploma, lhe foi entregue pelo então Grão-Mestre Jácome de Bruges Bettencourt – 2007, que contemplou simultaneamente S.A.R. o Senhor Dom Duarte de Bragança, José Meneres Pimentel e Casa Agrícola Brum Lda., cuja cerimónia decorreu na Igreja da Lapa, seguida de um almoço na Casa dos Açores, à Rua dos Navegantes, na Lapa, Lisboa.

G.R.T., além da já aludida visita de 1975, deslocou-se aos Açores pelo P.P.M. em 1979 e 1984, partido que apresentou candidaturas à Assembleia da República, Assembleia Legislativa Regional dos Açores e Autárquicas. Com a saída de G.R.T. em 1993, a maior parte dos militantes nos Açores acompanharam-no. No entanto, visitou a Região Autónoma dos Açores, e mormente a Terceira, mais algumas vezes, ora a convite da C.V.V. dos Biscoitos, para palestras, em defesa das especificidades relativas à conservação da natureza e preservação da paisagem local, bem assim a convite do Presidente do Município da Praia da Vitória, Carlos Lima – 1991, para o lançamento do livro de Francisco Ernesto de Oliveira Martins “Arquitectura Popular do Ramo Grande” (1991) e dissertar sobre o Património Imóvel do Ramo Grande- Concelho da Praia da Vitória, Ilha Terceira.

Sempre fiel às suas convicções nunca deixou de lutar pela reinstauração duma Chefia de Estado Real para o seu muito amado Portugal.

G.R.T. é monárquico porque: “Por este caráter perene, a Monarquia assume a história na sua inteireza, ultrapassando os estreitos limites de um mandato eleitoral. […] É uma instituição que se insere no ciclo da própria natureza humana: o reinado termina na morte do rei, mas perpetua-se e renova-se pelo nascimento do herdeiro (ou herdeira). Assim, a instituição monárquica consegue representar de modo muito natural e espontâneo a história, a cultura, os anseios e as inquietações das pessoas e das sociedades que serve. De igual modo, a Monarquia reflete o sentir de cada época, sofrendo, inclusivo no seu intimo, as fraturas que as crises de pensamento provocam nas sociedades em período de mudança. Nesse sentido, a Monarquia é intrinsecamente contemporânea. Por isso, não é legitimo projetar nos tempos de hoje as formas que a Monarquia assumiu no passado, nem transpor para um dado país o estilo de funcionamento de uma Monarquia inserida numa sociedade culturalmente distinta.”.

Sem dúvida um Grande Homem, com um extraordinário exemplo de vida.



Amadora, 2 de Abril de 2018

domingo, 1 de abril de 2018

EFEMÉRIDES AÇORIANAS - ABRIL (10)


Angra do Heroísmo 

1.1935- Tem o seu primeiro alvará a Loja do Ti Bailhão, em Angra do Heroísmo.

2.2017- Os estabelecimentos hoteleiros dos Açores registaram um aumento de 14,3% nas dormidas no último mês de Fevereiro, em relação ao período homólogo de 2016, com 73,4 mil dormidas verificadas.

3.1947- É fundada em Água Retorta, Ilha de S. Miguel, a Filarmónica N.ª S.ª da Penha de França.

4.2017-Sete projectos de investimento na área da transformação e comercialização de produtos agrícolas são aprovados nos Açores. Um investimento total de 8,1 milhões de euros, dos quais 4,7 milhões são despesa pública.

5.2017- O rancho de Romeiros da Relva, ilha de S. Miguel, inicia a sua romaria quaresmal  com saída da Igreja de Nossa Senhora das Neves.

6. 2014- Termina nos Açores o Censo anual de Milhafres.

7.2016- A dinâmica EBIB - Escola Básica Integrada da Freguesia dos Biscoitos comemora mais um Dia Nacional dos Moinhos.

8.1963- A Orquestra Filarmónica de Angra actua no Teatro Angrense. 

9.2010- O Presidente do Governo e sua Mulher, Luísa César, oferecem um jantar no Centro Interpretativo do Vulcão dos Capelinhos, ilha do Faial.Presentes o "Donatário" e o "Chico Maria" da Adega da Casa Agrícola Brum.

10.1976- Os Açores estão representados na Feira Industrial de Lisboa. De notar a presença de Vitorino Nemésio e Natália Correia.

11.1832- Encontra-se na Vila das Velas S.M. o Senhor Dom Pedro IV.

12.1995- Continuam as Jornadas de Pintura e Desenho na OFICINA D’ANGRA sob a orientação dos artistas José Nuno da Câmara Pereira e João Miguel Borba.

13. 2003 – Falece em Lisboa o ilustre Açoriano Pedro Laureano de Mendonça da Silveira, natural da freguesia da Fajã Grande, ilha das Flores.

14.2002- realiza-se na Casa do povo da Candelária, ilha do Pico, uma exposição de trabalhos do Curso de Estanho e Bordados.

15. 2016- É lançado no Centro de Estudos Natália Correia, Fajã de Baixo, Ponta Delgada o livro "O Resgate Dos Gémeos" de Ana Sofia Medeiros.

16. 2016- Começa em Ponta Delgada a Semana Académica da Universidade dos Açores.

17.1984- O Sr. António Ângelo da Costa  Melo, residente em Angra do Heroísmo “apanha” junto dos Ilhéus das Cabras um congro com 35 quilos.

18. 1942- É inaugurado em Ponta Delgada (Ilha de S. Miguel) o monumento a Antero de Quental.

19.1840-  Vindo da ilha do Sal entra no porto da Horta o brigue escuna Visconde de Sá. 

20.1996- A Confraria do Vinho de Verdelho dos Biscoitos faz-se representar no Capítulo geral e entronização de Confrades da Colegiada dos Enófilos de S. Vicente, cerimónia que se realiza na Quinta da Alorna – Santarém.

21.1985- Falece, com 48 anos, o Sr. João Borba, ilustre comerciante angrense e distintivo aficionado da tauromaquia.

22.2016- O quinzenário Jornal da Praia (Praia da Vitória) comemora o 34.º Aniversário.

23.2016- A equipa da Fonte do Bastardo derrota na Luz o SL e Benfica, por 3.2, e sagra-se pela 2.ª vez, campeã Nacional.

24- 1977- Abre, após remodelação, na cidade da Horta o “Café Internacional” .

25. 2009- Termina em Angra do Heroísmo o Congresso de Inovação Educacional, o VIII Encontro Educacional (III Encontro Internacional).

26.2005- O Artista Plástico José Pedro Croft expõe, em Ponta Delgada, na Academia das Artes, 55 gravuras.

27.2008- Está nos Açores o Professor Juan Pedro Pérez Trujillo do Departamento de Química Analítica da Universidade de La laguna em Tenerife (Espanha).

28. 1995- A turma N, do 12º ano, da escola Secundária G/B Pe. Jerónimo Emiliano de Andrade, em Angra do Heroísmo, apresenta, hoje e amanhã, no Teatro Angrense, a peça Eurípedes/Jean Paul Sarte “As Troianas”.

29.1995- Decorre, em festa, o lançamento da cerveja CORAL no Negrito, freguesia de S. Mateus da Calheta, concelho de Angra do Heroísmo. Actua o conjunto “Vann Rock”.

30. 1994- A Confraria do Vinho de Verdelho dos Biscoitos está presente na Cerimónia de Investidura de Confrades Enófilos de S. Vicente, cerimónia que se realiza no Convento de Cristo em Tomar.

Fonte: Arquivos de José da Silva Maya, Álvaro de Castro Meneses, “Revista Ilha Terceira” e “Almanaque Açores”.