sábado, 29 de dezembro de 2012

OITO ANOS NA BASE AÉREA DAS LAJES

ILHA TERCEIRA (2)




Casa 238 no Bairro de sargentos, familiares de visita e amigos

O Navega, como todos lhe chamavam, era uma pessoa muito sociável, que com facilidade arranjava amigos por onde passava, sempre disponível, para ajudar quem precisava e também, sempre pronto para uma boa patuscada, um bom convívio… 

O Sr. Manelinho Brum era um grande amigo do meu pai, viveram muitos momentos de convívio com as famílias, quer em casa, quer ao fim de semana e quando o tempo o permitia, na Calheta dos Biscoitos. O Sr. Manelinho era primo do Sr. Luís Brum.

Adega do Professor Gaspar Lima, nos Biscoitos - Na Calheta dos Biscoitos, com o Sr. Manelinho e família.

Nos tempos livres gostava muito de ir à caça aos coelhos, perdizes, pombos bravos, codornizes…, sempre acompanhado pelo seu perdigueiro negro, o “Pirata”, conforme documentam fotografias da época.

Caçando coelhos nos cerrados



O tiro aos pratos era também um passatempo de que muito gostava.

Campo de Jogos de Angra do Heroísmo

Continua

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

OITO ANOS NA BASE AÉREA DAS LAJES

ILHA TERCEIRA


 Por: Luísa Navega
Como surgiram estas notas:

A elaboração das notas, a seguir, sobre o meu pai, que permaneceu em serviço na Base Aérea das Lajes durante oito anos, foi-me sugerida pelo senhor Luís Brum.


A família Brum, tem para mim um significado muito especial, pois se não fosse a simpatia, a simplicidade, a sensibilidade das pessoas boas, eu não poderia ter realizado um dos sonhos da minha vida, conhecer a Base Aérea das Lajes, onde nasci e vivi até aos dois anos de idade. Foi através da família Brum que conheci o senhor capitão Jorge Forte e o sonho tornou-se realidade, no dia 7 Junho de 2007!

As notas que se seguem foram elaboradas por mim, a filha mais nova, que vivo em Pombal, no Continente, sou casada, tenho dois filhos, o Pedro de 26 anos e o Tiago de 21 e sou educadora de infância. 
Desde criança que recordo, com frequência, uma quadra que estava inscrita numa caneca por onde bebia o leite:

As nove ilhas dos Açores
São nove pérolas do mar,
Nove jóias, nove flores,
Nove estrelas a brilhar.

Nota: As fotografias e outros documentos aqui apresentados estão em meu poder e da minha mãe.


NOTAS BIOGRÁFICAS

 O meu pai, Fernando Joaquim Navega dos Santos, era filho de Deolinda Pinheiro Navega e Joaquim Moreira dos Santos, nasceu em Amarante a 7 de Março de 1921 e faleceu em Lisboa a 27 de Dezembro de 1989. (Por curiosidade, o meu avô paterno foi militar da arma de Artilharia e na década de 20 do século passado, esteve a cumprir serviço em Angra do Heroísmo).

Entretanto como jovem que era e piloto, era muito frequentador dos bailes, dos arredores da Base Aérea de Tancos, onde tinha sido colocado, sem ser grande dançarino, mas grande mestre das acrobacias aéreas para impressionar as jovens ribatejanas…

Foi na pequena aldeia de Montalvo, concelho de Constância, distrito de Santarém, que namorou e casou a 1 de Junho de 1946, com a minha mãe, Júlia Morais Lourenço Navega dos Santos, que felizmente ainda está muito bem, com os seus 83 anos e que me transmitiu muitas informações para elaborar este pequeno documento. 

A 22 de Dezembro de 1948, já casado e com a filha mais velha chamada Deolinda, como a avó paterna e que nasceu em Constância a 12 de Fevereiro de 1947, foi transferido para a Base Aérea nº 4 nas Lajes, onde iniciou uma nova etapa da vida.


No bairro Oeste (ao fundo a casa preta, a dos pára-quedistas americanos)

Ao chegar à B. A. 4 foi instalado com a família no Bairro Oeste, dos Bidões, onde mudou várias vezes, sempre para melhor (ainda é prática hoje, conforme informação do capitão Jorge Forte), até que foi construído o bairro de sargentos, para onde depois se mudaram, para a casa nº238, que era mesmo ao lado do cinema, que hoje (infelizmente) já não existe.

Continua



sábado, 15 de dezembro de 2012

VINHO DOS BISCOITOS

Casa Agrícola Brum



"O Museu do Vinho dos Biscoitos, da Casa Agrícola Brum, na ilha Terceira, é uma homenagem à casta Verdelho, da qual resultam excelentes brancos de mesa e licorosos."

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Imposto sobre as mulheres casadas


“Um dia, em certa cidade americana, apareceu publicado no boletim official de um decreto da municipalidade lançando um imposto sobre as mulheres casadas.
Imagine-se o terrível effeito que isto produziu!
Se a indignação foi grande entre as casadas, maior foi ainda entre as solteiras, porque viram, por tal forma, gravemente compromettido o êxito das suas pretenções ao matrimónio.
Depois de um ruidoso comício, dirigiu-se o mulherio á municipalidade protestando clamorosamente contra a odiosa medida.
Alli, porém, a indignação cahiu por terra e se converteu em hilaridade, desde que lhes foi explicado que tudo se reduzia a um simples erro typografico.
No jornal saira Wives (mulheres casadas) em vez de Wines (vinhos).”

In “Novo Almanach de Lembranças Luso-Brasileiro para o ano de 1998” e na Revista Verdelho nº 8 ano 2003.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Compilação da Imprensa (32)


“Tendo em vista a certificação da qualidade dos vinhos produzidos na Região e a promoção dos vitivinicultores açorianos, a Comissão Vitivinícola Regional (CVR) vai lançar este mês, para publicação, uma Portaria que irá certificar a qualidade do vinho de mesa “Donatário”, da Casa Agrícola Brum (Biscoitos).”

Certificação de vinhos

“Donatário” com selo de qualidade

In DI – Diário Insular de 5 de Fevereiro de 2003




Clique na imagem para ler



“VINHO DOS AÇORES COM NOTA ALTA"
In "O Escanção" nº 80- "Vinhos & Comidas", página 16 aqui


Outras "Parras" :

Biscoitos de Lava para os “sete magníficos” (ano 2011) aqui

Planta da Freguesia dos Biscoitos (ano 1830) aqui

Plantas Vasculares nas Vinhas dos Biscoitos (ano 1971) aqui.

"A vinha perde-se e a população nada ganha" (ano 1994) aqui.

"Região de Biscoitos, nos Açores - Casas em vez de vinhas" - Santos Mota (ano 1994) - aqui.

"Biscoitos: que futuro? "-José Aurélio Almeida (ano 1996) - aqui.

"As Vinha dos Biscoitos" -Bailinho de Carnaval da Freguesia das Fontinhas. (ano 1997) aqui.

"Uma virada nos Biscoitos"(Açores)- (ano 1998) aqui.

O viticultor açoriano está envelhecido (ano 1998/99) aqui

“Provedor de Justiça dá razão à Confraria” (ano 1999) aqui.

“Museologia de Interpretação da Paisagem Ecomuseu dos Biscoitos, da ilha Terceira” - por Fernando Santos Pessoa (ano de 2001) aqui.

"Carta de risco geológico da Terceira" (ano ano 2001) aqui.

"Paisagem Báquica - Memória e Identidade" - Aurora Carapinha (ano 2001) aqui.

“A Paisagem Açoriana dos Biscoitos” - por Gonçalo Ribeiro Telles (ano 2002) aqui.

"Fadiga sensorial" (ano 2007) aqui.

"Defender curraletas!" (ano 2007) aqui.

"Tutores" (ano 2007) aqui.

"Rememorando as origens dos Biscoitos nos séculos XV e XVI"- por Rute Dias Gregório (ano 2008) aquiaqui e aqui.

“A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo” - por Margarida Pessoa Pires (ano 2009) aqui.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Rótulos (3)



Proprietário vitivinicultor:  Dr. João da Cunha Vasconcelos
(chegou a produzir 122 pipas de vinho)
n. Praia da ilha Graciosa 26.10.1894
m. Angra do Heroísmo 03.09. 1981
Rótulo:  13,2 cm x 9, cm
Colecção:  Luís Brum

O rótulo é pode dizer-se o bilhete de identidade de todo o vinho bem nascido, criado e lançado no mercado para proveito e deleite dos consumidores, segundo definição Dr. Oliveira Figueiredo.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Livro do Tombo


 (foto da BPARAH)

O Livro de Tombo, que foi de Francisco do Canto e Castro Pacheco, da Casa do Provedor das Armadas e Naus da Índia, deu entrada na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo, entregue pelo Secretário Regional da Educação, Ciência e Cultura, Professor Doutor Luiz Fagundes Duarte ao Director da BPARAH, Dr. Marcolino Candeias.

Esta valiosa raridade foi recentemente adquirida pela Região Autónoma dos Açores, através da Secretaria Regional da Educação, Ciência e Cultura, e o seu custo foi inteiramente suportado por donativo de um cidadão residente em Angra do Heroísmo, que pretendeu permanecer anónimo.

1º fólio do Livro do Tombo (foto da BPARAH)

O livro, que é datado do século XVIII, comporta manuscritos de várias mãos, sendo o primeiro registo de 1754, é constituído por 140 folhas, onde se encontram registados bens, rendas, créditos e pagamentos relativos a morgadios instituídos por Pêro Anes do Canto, Provedor das Armadas.

O documento, que apresenta encadernação de carneira com cinta de pele, fez em tempos parte do arquivo da família Canto e Castro, que reunindo numerosos volumes e maços datados do século XV ao século XIX, escapou à destruição pelo fogo, por intervenção do ilustre angrense Dr. Eduardo Abreu (1855-1912), deputado da Nação e membro do Directório do Partido Republicano, na sequência da morte, na cidade do Porto, em Outubro de 1888, do último morgado de Nossa Senhora dos Remédios de Angra.



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Aparência e Quotidiano



Encontra-se patente ao público, desde de 30 de Novembro pp, na Sala do Capítulo, do Museu de Angra do Heroísmo a exposição “Aparência e Quotidiano”. Ler mais aqui » MAH

sábado, 1 de dezembro de 2012

Efemérides açorianas – Dezembro (4)


Vila de Santa Cruz, Ilha Graciosa

1. 2007- Inicia-se na Sociedade Musical da Terra Chã, concelho de Angra do Heroísmo, o V Encontro de Grupos de Teatro.

2. 1974 – A Intendência de Pecuária prossegue a campanha contra a brucelose na ilha Graciosa

3- 1905- Falece José Cândido da Silveira Avelar, natural da Ilha de São Jorge.

4.1998- Realiza-se no Sul da Alemanha, uma série de sessões informativas sobre os Açores, promovidas pela Delegação de Turismo da Terceira. As três regiões vitivinícolas dos Açores, com o apoio da CVR – Açores, estiveram com os seus produtos. 

5. 1974- O Dr. José Orlando Noronha Bretão é o orador nas comemorações de mais um aniversário da fundação da Filarmónica da Freguesia de Santa Bárbara, ilha Terceira.

6. 1983- É inaugurado o Museu Etnográfico da ilha Graciosa.

7. 1971- Encontram-se nos Açores, durante a Cimeira Atlântica a decorrer na ilha Terceira, a fragata da Armada Francesa “Le Breton” e “Henri Poicaré”.

8. 1847- Nasce na Praia da Vitória Francisco Joaquim Moniz de Bettencourt (Mendo Bem), escritor e poeta.

9. 2002- É conferida à Confraria do Vinho de Verdelho dos Biscoitos a dignidade de Grande Amiga da Confraria da Região de Óbidos

10. 1848- Naufraga na baía da Horta o brigue americano “Helen”

11. 1999 - um avião ATP da SATA- Air Açores, despenha-se na ilha de São Jorge.

12. 1975- Falece em Angra do Heroísmo o cantador/ improvisador Francisco Rodrigues de Lima, “O Gaitada”.

13. 1919- Nasce na freguesia da Matriz, cidade da Horta, Francisco Joaquim Martins de Bettencourt.

14. Encontra-se na Terceira o realizador de cinema Francisco Manso, que naquela Ilha prepara um projecto para filme de longa-metragem a partir do romance “Terra do Bravo” do terceirense Carlos Enes, investigador de temas de história açoriana

15. 1996- É lançado em Angra do Heroísmo o livro”José Soares. O canto de um lavrador”, da autoria de Mário Duarte e Frederico Maciel.

16. 1871- Nasce, na Praia da Vitória, o Dr. António Joaquim de Sousa Júnior, médico, professor catedrático e político. 

17. 1971- Durante a Cimeira Nixon – Pompidou, duas personalidades da comitiva (Breslau dos Serviços de Informação das Forças Aéreas dos E.U.A. e Robert Manning, Secretário de Imprensa do Presidente) admiraram tanto os capacetes dos Bombeiros Voluntários de Angra do Heroísmo que acabam de serem presenteados com dois capacetes de luxo daquela Instituição Humanitária.

18. 2010- Realiza-se em Ponta Delgada a corrida de S. Silvestre, uma organização da Associação de Atletismo de S. Miguel. 

19.1901- Nasce na Praia da Vitória o Professor Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva.

20. 1994- Numa organização do Museu de Angra do Heroísmo abre na sala de exposições temporárias do Palácio dos Capitães Generais a exposição de brinquedos,”Brincadeiras – brincar, aprender, conviver …”

21. 1913- Falece no Rio de Janeiro o polémico sacerdote micaelense José Joaquim de Sena Freitas.

22. 1971- Abre na Escola Técnica de Angra do Heroísmo a tradicional Exposição de Berços confeccionados pelas alunas e que posteriormente serão distribuídos por famílias menos abonadas. 

23. 2008- Falece em Lisboa, onde residia, Berta Brum Pereira da Silva, natural da freguesia dos Biscoitos, concelho da Praia da Vitoria.

24. 1971- É anunciada a instalação junto da ilha Graciosa, com o patrocínio da N.A.T.O., um polígono de investigação de acústica submarina.   

25. 1943- Nasce em Angra do Heroísmo José Guilherme Reis Leite, historiador e politico açoriano.

26. 1974- A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo aceita propostas para adjudicação de venda de torrados e tremoços no Mercado do gado de São Sebastião. 

27.1971- Celebra-se no interior da “Gruta do Natal” uma Missa seguida de o baptismo da Carla Cristina Marcelino.

28. 1947- Numa organização do empresário Alfredo Ovelha, realiza-se na Praça de Toiros de S. João, em Angra do Heroísmo, uma corrida com toiros da ganadaria de Cândido José Ponceano. 

29. 1981- A Praça de Toiro de São João é vendida à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, pela quantia de 3.500 contos. Actualmente funciona o Centro Cultural e de Congressos daquela cidade.

30. 1971- Surge nas bancas o n.º 1 da revista “Vulcano”, Suplemento do Arquivo Açoriano. 

31. 1982- Organizada pelo “Jornal da Praia” realiza-se na Praia da Vitória a Corrida de S. Silvestre



sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O FIM DA UNIÃO

“A União despede-se”



 FMI – Publicado na Sexta-Feira, dia 30 de Novembro de 2012, por Marco de Bettencourt Gomes

ATÉ AO FUTURO – Publicado na Sexta-Feira, dia 30 de Novembro de 2012, por João Rocha



UNIÃO – Provérbios e Pensamentos


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ex - Líbris báquicos (10)



LUIS FERREIRA DA COSTA
n. S. João da Madeira. 17.7.1928
f. 4.10.2012
D.: Luiz Costa, 1954
T.: Zincogravura
Colecção: Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum


sábado, 24 de novembro de 2012

Antes e Agora (19)


Angra do Heroísmo

Largo da Boa Nova / Cerrado do Bailhão



O antigo Hospital Militar está em obras, após ter continuado em mau Estado...

Uma boa nova!


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Vidros / espelhos


Pensamentos e provérbios



“ Uma união rasgada é companheira de estilhaços de vidro”.
" Palavras dúbias são como espelhos opacos."
“Quebra um copo de vidro vazio e sorte terás”.
“Vidro quebrado perde o valor”.
“O coração é espelho de outro”.
“Quem tem telhados de vidro, não deve atirar pedras ao do vizinho.”
“A mente é o espelho da vida”.
“Mulher de vento reluz como espelho”.
"A fortuna é como o vidro, tanto brilha como quebra".
"A honra é como o vidro, quebrando nunca solda".

A União: Provérbios e pensamentos



domingo, 18 de novembro de 2012

“Do Jardim à Memória”



Editado pela BLU, o livro “Do Jardim à Memória”, da autoria de Paulo Garrão (fotografias) e Victor Rui Dores (texto), será lançado, pelas 21:00 horas do dia 23 de Novembro pf no Terceira Mar Hotel em Angra do Heroísmo. Esta obra será apresentada pela Dr.ª Ana Lúcia Almeida. 

Durante o serão, que contará com a actuação musical de Rui Melo (saxofone) e Antonella Barletta (piano), será servido um “Biscoitos d’Honra”.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

MÓVEIS DA COLECÇÃO FRANCISCO DE BETTENCOURT

(2ª PARTE)



Acaba de sair no Boletim do Núcleo Cultural da Horta, nº 21, 2012: 303-340, e numa edição em separata, mais um interessante trabalho de Jácome de Bruges Bettencourt.

Trata-se da segunda parte da inventariação da colecção de móveis que foi pertença de Francisco Joaquim Martins de Bettencourt (1919-2006) reunida entre o 1º e o 3º quartel do século XX, na ilha do Faial.

Foi o maior e mais importante acervo que existiu na cidade da Horta. É de louvar estes trabalhos sobre o assunto. Fica-se com uma ideia dos recheios das casas das famílias de uma certa elite faialense, que até aqui se mantinha, não apenas no esquecimento, como também por estudar e classificar.

Sem dúvida que, Jácome de Bruges Bettencourt, por razões familiares, conheceu todas estas peças, mas sabemos que é, ao que se julga, quem melhor conhece o património que existiu ou ainda existe na ilha do Faial, conforme vem dando testemunho, em várias vertentes. Lembramos que o autor tem trabalhos publicados através do Núcleo Cultural da Horta, Instituto Açoriano de Cultura, Instituto Histórico da Ilha Terceira, Academia Portuguesa de Ex-Libris, Boletins das Câmaras Municipais de Angra do Heroísmo e da Horta, Boletim da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, entre tantas outras publicações da Região Autónoma dos Açores e até do Continente.

Fazemos votos para que continue na divulgação do nosso património móvel, em especial do privado, de mais difícil acesso.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Dia Mundial da Filosofia

Comemorado em Angra do Heroísmo



“O Colóquio Internacional Comemorativo do Dia Mundial da Filosofia, intitulado "A Filosofia Hoje", irá decorrer nos dias 15 e 16 de Novembro pf, no auditório do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.

Está previsto um programa com um leque variado de oradores como Viriato Soromenho Marques (Universidade. Lisboa); Acílio Estanqueiro da Rocha (Universidade do Minho); Vladimir Safatle (Universidade de São Paulo Brasil); Marcelino Agís Villaverde (Universidade de Santiago de Compostela-Espanha); entre outros.  

As conferências e comunicações irão realizar-se entre as 17h00 e 21h00 do primeiro dia, e as 10h00 e 18h00  do segundo.”

Fonte: Sónia Bettencourt

sábado, 10 de novembro de 2012

Produção de vinho nos Biscoitos em 2012



Segundo um vinhinho marinheiro a quantidade de vinho nos Biscoitos ficou-se, este ano, pelos 16.000 litros de castas brancas europeias (Vitis vinífera) produzidos por produtores engarrafadores, entre outros vitivinicultores, e 26.000 litros de castas de produtores directos e híbridos.

De referir que a área de cultivo da vinha biscoitense tem vindo a ser reduzida… Cerca de 96% está actualmente ocupada por elementos estranhos à mãe de todas as culturas, a viticultura. Em contrapartida a qualidade do vinho de castas Vitis vinifera  tem vindo a manifestar-se superiormente nos derradeiros vinte anos. 

A “Produção de vinho nos Biscoitos em 2011” aqui
Anos anteriores aqui

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Seminário de Angra: o Coração da Diocese


O Museu de Angra do Heroísmo inaugurou ontem, 8 de Novembro, pelas 16:00, a exposição Seminário de Angra: o Coração da Diocese.  

"Esta exposição consubstancia o contributo empenhado deste Museu para  as  comemorações  do  150.º aniversário  da fundação  do  Seminário  episcopal  de  Angra,  que  funcionou  também  no antigo Convento de S. Francisco, entre 1862 e 1911". Ler noticia completa MAH

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

“Biscoitos que não foram ao Mar”



“Recipiente de barro para a confecção do actual “Bolo do Tijolo”

No próximo sábado, dia 10 de Novembro, entre as 14h30 e as 17h00, o Serviço Educativo do Museu de Angra do Heroísmo promove o ateliê intitulado “Biscoitos que não foram ao Mar”, destinado a crianças com mais de 5 anos, que irão amassar, moldar, cozer e comer biscoitos e bolachas, lembrando esses outros biscoitos que eram a componente principal da ração dos marinheiros portugueses do tempo dos Descobrimentos.


As inscrições para a actividade, realizada em parceria com os cursos de Cozinha e Serviço de Mesa do Profij da Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, podem ser feitas através do telefone 295 240 800. A frequência do ateliê está limitada a 20 crianças.

Fonte: Museu de Angra do Heroísmo  


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

domingo, 4 de novembro de 2012

“A MASCARA É A EXPLOSÃO DA CARA NO CORPO”



Estas máscaras, apesar de agora estarem expostas, não são feitas para se verem, para se admirarem. Não são objectos de arte, nem sequer adereços. São instrumentos de trabalho do actor. Construídas em função da sua eficácia e funcionalidade, ou seja, de promoverem o desenvolvimento de uma alteridade, o seu grande objectivo é o de emocionarem quem vê, pois permitem, de facto, que o actor "mude de corpo ao mudar de rosto".

Diz-se, aliás, que "a máscara é a explosão da cara no corpo". E isto deve-se a um fenómeno maravilhoso: quando alguém coloca uma máscara, os que observam fazem descair o olhar para o seu corpo. O actor, fica, afinal, muito mais exposto em termos físicos. Todo os seus pequenos gestos, os seus erros, as suas imprecisões se fazem ampliar por intermédio de uma grande lupa. É sobretudo por isto que a máscara promove uma realidade mais corporal, onde um gesto passará a ter a mesma importância que uma palavra dita oralmente. E é sobretudo por isto, também, que a máscara, por si só, é um formador. Ela "obriga" o actor a representar bem para que este vá ao seu encontro. Ou, no mínimo, dirá: "só existe representar bem". O actor, por sua vez, nunca conseguirá forçar um jogo, um comportamento que a máscara não pede, e os construtores já sabem de antemão se ela funciona ou não. A sua qualidade mede-se, então, pela sua qualidade de representação. 

Estas são, pois, máscaras para teatro. Obrigam a regras muito específicas (regras que promovem a simultaneidade ver-fazer, a relação concomitante entre actores e espectadores e que marca o teatro, na sua especificidade, relativamente às outras artes). A máscara é, então, por excelência, uma ferramenta do teatro pois só funciona se esta relação composta se der: no mesmo instante em que alguém está a fazer, alguém está a ver e ambos têm consciência disso.

Outro fenómeno que a máscara proporciona é o de ocultar na mesma proporção em que revela. Aparentemente escondido atrás da máscara, o actor sente-se agora mais resguardado... e isso vai, mesmo que subconscientemente, encorajá-lo a "sair", a fazer, a mostrar. Não raro, os actores, quando representam com uma máscara, encontram muito sobre as suas pessoas (muito que estaria escondido ou simplesmente guardado e que tem mais verdade sobre si do que as inúmeras "máscaras sociais" que usa na sua vida quotidiana). Pode assim dizer-se que, nesta situação, dá-se em potência, em estado bruto, o mesmo fenómeno que ocorre com o amor (cuja ideia o próprio teatro encerra): quanto mais nos desapegamos da nossa pessoa e nos dedicamos genuinamente a outro, mais nos conhecemos a nós próprios e mais nos superamos.
                                                                                                       Nuno Pino Custódio

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

CONFRARIA DO LEITE DOS AÇORES


 No dia 29 de Setembro pp realizou-se na Igreja dos Arrifes, ilha de S. Miguel, a 1ª Entronização de Confrades da Confraria do Leite dos Açores, instituição criada oficialmente em Junho de 2011 com o apoio da Junta de Freguesia dos Arrifes, tendo como parceiros fundadores a Unileite, a Associação de Jovens Agricultores Micaelenses e a Cooperativa Agrícola Bom Pastor.


Para além de alguns Lavradores foram investidas personalidades e associações, como por exemplo Carlos César, Noé Rodrigues, a Cooperativa de Lacticínios da Ilha do Faial, a UNICOL, Federação Agrícola dos Açores e a Uniqueijo

Para Carlos César, Confrade Honorário da novel Confraria açoriana o surgimento desta Instituição “é a distinção que faltava às sucessivas gerações de lavradores, valorizando o seu trabalho e o seu produto. Gente que fez de dois por cento da superfície do território do país, um terço da produção nacional do leite. Gente que, ao longo das últimas décadas, se esforçou e venceu a batalha da quantidade. Gente que, do mesmo modo, se esforçou e venceu a batalha da qualidade”. 

A defesa, a promoção, valorização e divulgação dos genuínos produtos são os principais objectivos das Confrarias “para prestigiar e honrar aquilo que assumimos hoje como nosso compromisso: a defesa do Leite dos Açores. Uma defesa no plano económico e social mas também no plano formativo e pedagógico” referiu Carlos César.

“Uma defesa que se confunde com o nosso dever maior, que é o de defender sempre, sempre, sempre os Açores”, acrescentou o Presidente do Governo.



A Confraria do Vinho de Verdelho dos Biscoitos fez-se representar pelo seu Vice - Grão Mestre, Paulo Caetano Ferreira.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Efemérides açorianas – Novembro (4)



Vapor “Carvalho Araújo” em Ponta Delgada – Julho de 1948

1. 1994- Falece em Angra do Heroísmo o Dr. Viriato Machado da Costa Garrett, médico Cirurgião – Ortopedista, possuidor de um curriculum internacional ímpar. 

2. 1974- O Município de Santa Cruz, ilha das Flores, oferece cem metros quadrados de terreno, destinados à implantação de um edifício para a redacção e tipografia do jornal “As Flores”.

3. 1994- É retido na Base das Lajes um Boeing 747 da companhia civil norte americana Kalitta, American International Aiwys.

4. 1990 - É inaugurado o posto clínico do campo de Jogos da Praia da Vitória.

5. 1973- O pescador José Brasil é o vencedor do Concurso de Pesca de Costa realizado pelo Clube Náutico de Angra do Heroísmo.

6. 1974- As quatro fábricas de conservas instaladas no Faial e Pico, laboraram este ano 4.177 toneladas de atum. 

7. 1957- Falece, em Angra do Heroísmo, Henrique Vieira da Silva, compositor, músico e exímio executante de bandolim napolitano.

8.1884- Nasce em Angra do Heroísmo o cantador/improvisador José Gonçalves Martins, “O Tenrinho”.

9. 1974- o navio alemão “Unkras” tomou no arquipélago 704 toneladas de óleo de baleia – 202 nas Flores e 476 no Cais do Pico.

10. 1974- A Secretaria de Estado do Urbanismo, concede à Junta Geral de Ponta Delgada um reforço de 525 mil escudos, p+ara a obra da construção do Estádio Distrital.

11. 1974- O Grupo Coral do Porto Martim, concelho da Praia da Vitória, volta a comemorar o seu patrono São Martinho.

12. 2002- João Vieira Gomes visita a sede da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos.

13. 1974- A fim de garantir a cobertura do serviço de saúde do Faial e Pico são destacados para aquelas ilhas os Aspirantes a Oficiais Milicianos António Prazeres, Carlos Guerra e Afonso Manuel Magalhães.

14. 1997- O Sport Clube Praiense comemora o seu 50º aniversário.

15. 2002- A Escola Profissional da Praia da Vitória anuncia a participação de 72 dos seus 230 alunos em três projectos internacionais de troca de experiencia pedagógicas comparticipados pelo Sócrates – Programa Europeu.

16. As “Caves Dom Teodósio” mostram-se interessadas na reconversão das vinhas e comercialização do vinho dos Biscoitos. Ler mais aqui

17. 2006- A Wolf, ilha Terceira, abre as portas às novas tendências.

18. 1999- É autorizada pelo Governo dos Açores (Resolução N.º 177/1999)   a cedência a título definitivo e gratuito à sociedade de Praia de Lobos – Empreendimentos Turísticos, S.A. de uma parcela de terreno sita ao Aeroporto de Santa Maria, com vista à implantação de unidade hoteleira.

19. 1847- De nacionalidade inglesa chega à ilha do Faial o brigue Harriet.

20.1932- Nasce na Praia da Vitória o Dr. Rodrigo António Leal de Carvalho, Juiz do Conselho Superior da Magistratura.  

21.1924- É fundado na ilha Graciosa o Santa Cruz Sport Clube.

22. 1974- Precedida de Novenário, celebra-se na sua Ermida à Praça da Restauração (Praça Velha) a tradicional Festa de N.ª S.ª da Saúde.

23. 1973- São sentidos dois fortes abalos sísmicos em Angra do Heroísmo e nalgumas zonas da ilha Terceira.

24. 1974- Está na ilha Terceira o Embaixadpr Robert McCloskey com o propósito de renegociar o acordo da base das Lajes

25. 1895- É fundada na Calheta, ilha de São Jorge, a Sociedade Filarmónica Estímulo. 

26. 1974- Os Serviços Municipalizados de Angra do Heroísmo aplicam novas tarifas de energia eléctrica. 

27. 1975- Segue para Lisboa uma Companhia do B.I. 17, de Angra do Heroísmo para marcar presença na actual conjuntura política/militar do País.

28. 1833- É baptizado na Igreja da Sé de Angra um filho de Dom Pedro IV.

29. 1997- A Filarmónica União Sebastianense, da Vila de S. Sebastião, Ilha Terceira, comemora o 111º aniversário da sua fundação.

30. 1973- É nomeado Cônsul Honorário da Nicarágua para as ilhas dos Açores o terceirense Hernâni de Mendonça e Cunha. 



sábado, 6 de outubro de 2012

O Telhal dos Altares




“A última oficina de manufactura de telhas de fabrico totalmente artesanal dos Açores, e inclusivamente de todo o país, está em vias de extinção. O Telhal, nos Altares, está a cozer as últimas fornadas e com estas, a extinção da última olaria de telha regional.  
Novas técnicas e concorrência de unidades fabris retiraram mercado e utilidade a um meio de produção baseado nas tradições e no património insular.”

In A União (15 de Janeiro de 2005) "Telhal com património em vias de extinção" - reportagem de Humberta Augusto.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Efemérides açorianas – Outubro (4)



Ponta Delgada – 1ª década do século XX

1. 1968- É inaugurada na freguesia de Agualva a Escola Primária sita à Rua Dr. Ávila Gonçalves.

2. 1973- Um avião de combate “F4” vulgo “Phantom”, explode e despenha-se a quinhentos metros da faixa da Base das Lajes.

3. 1881- É Fundada a Sociedade Filarmónica “Unânime Praiense”, na ilha do Faial.

4- 1858- Nasce na freguesia da Sé, em Angra do Heroísmo, Francisco Augusto da Costa Martins, politico, Coronel do Exercito e pioneiro da numismática nos Açores.  

5. 1972- A cidade da Horta homenageia um dos seus mais ilustres filhos, Manuel José de Arriaga Brum da Silveira.

6.1971- Falece Frederico Coelho de Melo, militar e pioneiro da aviação militar portuguesa. (Açor)

7. 1975- A Secretaria de Estado das Obras Publicas disponibiliza 60 mil contos para a ampliação do Hospital de Santo Espírito, em Angra do Heroísmo. 

8. 1975- O n/m “João da Nova” carrega no Porto das Pipas, em Angra do Heroísmo, 465 bovinos com destino ao continente português. 

9. 1975- Falece em Angra do Heroísmo o ilustre açoriano Henrique Octávio Henriques da Câmara Saavedra de Ornelas Bruges.

10.1944- São arreadas no Porto da Calheta dos Biscoitos, concelho da Praia da Vitória, 3 baleias, que “deram” 23 bidões de óleo.

11. 1975- Reabre na freguesia de S. Mateus o Salão Contente.

12. 1997- A Casa do Povo da Freguesia das Cinco Ribeiras inaugura o Centro de Convívio para Idosos.

13.1974- É investido, em Ponta Delgada, Presidente Regional de Turismo Luís Filipe de Vilhena de Andrade Botelho.

14- 1972- Abre as aulas no Liceu Nacional de Angra do Heroísmo.

15. 1975- Chega a Ponta Delgada a fragata da Marinha de Guerra Portuguesa “Almirante Magalhães Correia”.

16. 1972- O Liceu de Angra do Heroísmo premeia os alunos: António Manuel dos Santos Avelar, Paulo Manuel Martins Moniz, Maria Margarida Sá Pereira Oliveira, Feliciano dos Reis Bettencourt e Lúcia Maria da Silva.

17. 2008- Falece em Angra do Heroísmo Carlos Corvelo Pereira Rodrigues

18. 1997- A Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos realiza a IV Investidura de Confrades, no Palácio Municipal de angra do Heroísmo. 


19.1975- Surge desfraldada a Bandeira dos Açores no mastro da torre da Câmara Municipal da Praia da Vitória.

20. 1990- Reabre ao culto a Igreja do Convento de S. Gonçalo, em Angra do Heroísmo.

21. 1973- Zarpa de Ponta Delgada o super-tanque “London Lion” (construído no ano passado) de 225 toneladas.

22. 1973- É fundada na freguesia de S. Brás, concelho da Praia da Vitória, a Sociedade de Instrução e Recreio.

23. 1972- Conclui a sua formatura pela Universidade de Coimbra o angrense Dr. Luís João Ramos da Costa Moules.

24. 1946- A Vila da Velas é atingida por um ciclone.

25. 1997. Visita o Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum o Dr. Alberto Manuel de Sequeira Leal Sampaio da Nóvoa, Juiz Jubilado e Ministro da República para a Região Autónoma dos Açores. 


26. 2001- A Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos entre outras confrarias báquicas manifesta-se junto da Assembleia da República a favor da reposição da taxa de 0,5 g/l.

27. 1994- Falece o cantador improvisador Gilberto Pereira, natural da freguesia das Cinco Ribeiras, concelho de Angra do Heroísmo.  


28. 1974- O P.P.D.- Partido Popular Democrático, realiza uma sessão de esclarecimento na  freguesia de Santa Babara, concelho de Angra do Heroísmo.

29. 1972- O Campeão Mundial Profissional de Bilhar Pablo Suárez exibe-se na ilha Terceira

30. 1972- A fim de completar o seu estágio como Regente Agrícola encontra-se em Angra do Heroísmo Jácome de Bruges Bettencourt, natural da cidade da Horta.

31. 1974- Nos Açores o preço máximo de carne de vaca é agora de 98$00/quilo.


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sanjoaninas 2013: Um “Mar de emoções”



Sanjoaninas 2013: Um “Mar de emoções“. É este o mote escolhido pela comissão organizadora das festas Sanjoaninas, presidida por Ricardo Matias, para 2013.

O tema não poderia ser mais oportuno. Se há lugar onde a cultura de um povo, a sua gastronomia, o seu património e beleza natural se unem numa experiência única e inesquecível, então esse lugar é aqui. Se há cidade onde é possível vivenciar a autenticidade da gente, as suas raízes e identidade, então é nessa cidade que vivemos. E se há sítio que tem uma mão cheia de emoções para oferecer, então esse sítio é, sem sombra de dúvida, Angra do Heroísmo.

As festas Sanjoaninas espelham essa viagem sensitiva ao âmago da cidade património mundial. Há cheiros que nos marcam, há sabores que ficam, e há cores, sons e sensações que se prendem à memória. As maiores festas profanas dos Açores representam-nos como ninguém e não é por acaso que são um dos principais pontos de passagem para os turistas e, sobretudo, para a diáspora. Assim é mais fácil recordar.

É também por isso que as Sanjoaninas 2013 – que decorrem de 21 a 29 de junho com a possibilidade de estender mais um dia para a restauração – apostam numa efetiva colaboração com as comunidades. O projeto da comissão organizadora envolve não só a ilha e o arquipélago, mas também os EUA, o Canadá e o Brasil. As companhias aéreas compreenderam a importância desta relação e têm prestado um contributo precioso para que as festividades possam contar com os seus emigrantes.

De facto, um dos compromissos das próximas festas concelhias passa por trazer mais gente à cidade, cativar mais adeptos das Sanjoaninas e chegar ao coração de todas as gerações.

Todas essas conceções estão plasmadas no cartaz da próxima edição, da autoria do designer Zeca Garcia. O cartaz contemporâneo e divertido veste-se de vermelho, cor da paixão. Nele figuram desenhos representativos da festa e da cultura angrense: estão lá as marchas, está o folclore, a música, o desporto, as touradas, as marchas…

O cartaz não termina em si mesmo. As imagens que o compõem serão depois reproduzidas em todas as ações de marketing e campanhas das Sanjoaninas 2013. 

Estão ainda planeadas campanhas que serão divulgadas ao longo de todo o ano. Ao mesmo tempo, a comissão organizadora está a trabalhar numa plataforma de comunicação inovadora e que tem em conta o futuro das maiores festas profanas dos Açores. 

Fonte: Sanjoaninas 2013

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

VISITA DO CHEFE DO GOVERNO DE CABO VERDE À TERCEIRA



Da esquerda para direita: Jácome de Bruges Bettencourt, Cônsul nos Açores, Dr. José Maria Pereira Neves, Primeiro Ministro da República de Cabo Verde e Dr.ª Fernanda Fernandes, Ministra das Comunidades de Cabo Verde.


De acordo com o jornal A União, o Primeiro Ministro de Cabo Verde mostrou-se satisfeito pela boa integração da comunidade cabo-verdiana nos Açores, pelo que destacou, domingo à noite, em Angra do Heroísmo, a boa integração da comunidade cabo-verdiana nos Açores, onde vivem mais de mil nacionais do seu país. «É gratificante poder encontrar-vos com este nível de integração e com esta relação com os açorianos», afirmou José Maria Neves, num encontro com a comunidade cabo-verdiana da Terceira, salientando que a «alma de ilhéu» contribuiu para esse bom relacionamento.

Num discurso em que apelou à «têmpera» dos cabo-verdianos para ultrapassar os momentos difíceis, José Mara Neves frisou estar orgulhoso da comunidade que encontrou no arquipélago.

«É gratificante, emocionante até, poder ver uma comunidade tão amiga, tão afectiva, tão simpática como esta comunidade cabo-verdiana que reside nos Açores», afirmou.

O Primeiro Ministro de Cabo Verde destacou também o «desenvolvimento» do seu país salientando que Cabo Verde já cumpriu «grande parte dos objectivos do milénio» em áreas como a saúde, educação e erradicação da pobreza.

Nesta ocasião, foram homenageados cidadãos cabo-verdianos como Eduardo Augusto de Castro ( o Cabo Verde), protésico dentário, falecido há 11 anos, a título póstumo; Carlos Alberto Pereira (Cabé), sargento mor da Força Aérea Portuguesa; Francisco Tavares, operário da construção civil, aposentado; Inês Pereira Furtado (D. Néné), empresária; Camilo Mamede Delgado, operário da construção civil, reformado e o Dr. Óscar Almeia Reis, cirurgião que se distinguiram ao longo da sua permanência na ilha Terceira.

A delegação da República de Cabo Verde, chefiada pelo Primeiro Ministro, apresentou cumprimentos no Solar da Madre de Deus, em Angra, ao Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, embaixador Dr. Pedro Catarino e nos Paços do Concelho á presidente do município angrense, Drª Sofia Machado do Couto Gonçalves, entidades que estiveram presentes no convívio com a comunidade cabo-verdiana da Terceira, assim como a Directora Regional das Comunidades, Graça Castanho, entre outras individualidades.

Integraram a comitiva do P. M. a ministra das Comunidades, Drª Fernanda Fernandes, embaixadora de Cabo Vede em Portugal, Drª Madalena Neves (que nas palavras que proferiu manifestou o desejo de dotar os serviços da sua responsabilidade com melhores meios com vista a melhor servir a comunidade), chefe da secção consular da Embaixada em Portugal, Drª Edna Marta e a conselheira diplomática do P. M. Drª Jacqueline Ferreira.

Aqui arquivamos as palavras proferidas pelo cônsul honorário da República de Cabo Verde nos Açores, Jácome de Bruges Bettencourt, no encontro com a comunidade cabo-verdiana desta ilha, seguido de um jantar no restaurante de D. Néné, que contou com a presença de 240 pessoas, ocorrido no dia 16 de Setembro de 2012.

«As ilhas dos Açores e de Cabo Verde sempre estiveram separadas por mar e, ironicamente, ligadas por via marítima, desde os tempos áureos das descobertas e navegações. Mais tarde, outras aproximações surgem como as provocadas pelas baleações.

As barcas baleeiras americanas, sobretudo durante todo o século XIX e primeiro quartel do século XX, sempre meteram tripulantes, tanto nos Açores como em Cabo Verde. A língua, como seria natural, proporcionou convivência amistosa para não falar nos inúmeros factores comuns de insularidade ainda persistentes.

Desde essas épocas, as uniões e consórcios verificados entre os dois povos eram frequentes e lembro a honra que muitos cabo-verdianos sentem nos seus costados açorianos. Recordo o caso do embaixador Daniel Pereira, um dos mais importantes e conhecidos historiadores cabo-verdianos da actualidade, por sinal sócio do Instituto Histórico da Ilha Terceira, que é bisneto de um graciosense que foi para Cabo Verde como baleeiro.

Não esqueço Manuel Lopes, intelectual, um dos fundadores mais importantes do movimento cultural Claridade, que trabalhou profissionalmente numa companhia inglesa de cabos submarinos que amarravam, tanto no Faial como em S. Vicente, o que o fez viver no Faial, onde escreveu parte da sua obra e deixou colaboração dispersa no jornal local O Telégrafo. Também, aí pintou e fez duas exposições dos seus quadros no Amor da Pátria, sociedade por ele frequentada, tendo convivido com meu pai, e com o poeta Pedro da Silveira. Por aí passaram, igualmente, mais cinco cabo-verdianos, tendo um deles Carlos Saint’Aubyn da Silva, aqui casado, radicado e onde viveu o resto da sua vida. Há poucos dias vi a sua viúva, a faialense, D. Luna Teles Ribeiro que continua a residir na Horta.

Em S. Miguel, fixou-se na segunda metade do século passado (1955) e deu vida ao futebol micaelense, como treinador do Santa Clara, Henrique Ben-David, natural do Mindelo, nome incontornável do desporto, como antigo jogador da CUF e depois do Atlético Club de Portugal, acabando a sua vida como comentador futebolístico na RTP-Açores. Quem não ouviu, D. Djuta (Justina Silva Ben-David) com a sua inconfundível e melodiosa voz ao som de mornas tocadas por ela e por seus filhos, músicos de respeito.

Na Terceira, Praia da Vitória, fixou-se nos finais da II Guerra Mundial uma conhecida e popular figura, Eduardo Augusto de Castro, “o Cabo Verde”. Autêntico aventureiro, que embarca da sua ilha a salto num navio, como passageiro clandestino e atirado ao mar, ao largo da Praia, nada em busca de salvamento, atingindo esta então vila. Aí vive 60 anos e trabalhou como protésico dentário. Outro nascido em Cabo Verde que escolheu a Praia da Vitória, vai para 40 anos, para viver foi “Cabé”, Carlos Alberto Pereira que chegou a Sargento Mór da Força Aérea Portuguesa

Tudo, gente que lembramos, não só pelo seu valor, mas por aquilo que deram aos Açores com o seu trabalho, esforço e empenho, desde que pisaram as novas ilhas de acolhimento.

Mas, é em 1980, logo após esse devastador terramoto, uma das maiores catástrofes ocorridas nos cinco séculos e meio da nossa História, que para aqui vem uma primeira leva ou fornada de mais de meia centena de cabo-verdianos que muito contribuíram para a reconstrução, numa ilha virada de pernas para o ar, pois 80% das suas construções ficaram arruinadas.

Estou a ver aqui, diante dos nossos olhos, alguns desses homens e mulheres que vão ser, homenageados pelo Primeiro Ministro da República de Cabo Verde, Dr. José Maria Pereira Neves, com o testemunho de todos os aqui presentes.

Essa gente, alguns até já em segunda geração, continuam a marcar presença activa e competente através de médicos (só o Hospital de Santo Espírito conta com meia dúzia), engenheiros, professores, desenhadores, advogados, empreiteiros, operários especializados ou indiferenciados da construção civil, empresários, enfermeiras, educadoras de infância e estudantes (a Universidade dos Açores já formou mais de duas dezenas, o Paulo Mendes, Presidente da AIPA, é exemplo disso, aí se licenciou e mestrou). As escolas do ensino profissional de quase todas as ilhas têm sido frequentadas por cabo-verdianos com notável aproveitamento, tendo esses alunos, concluídos os cursos, regressado a Cabo Verde.

Em finais do ano de 1996, o governo da República de Cabo Vede decide criar na Região Autónoma dos Açores um Consulado Honorário, convidando-me a assumir o honroso cargo.

Foi-me passada a respectiva Carta Patente concedendo-me o Exequatur de nomeação a 3 de Fevereiro de 1997, assinado pelo Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, pelo Primeiro Ministro, António Guterres, e pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Jaime Gama, bem assim, logo a seguir, a Carta Patente subscrita pelo Presidente da República de Cabo Verde, António Mascarenhas Monteiro e pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades, Amílcar Fernandes Spencer Lopes.

Devo dizer que ao longo destes mais de 15 anos de actividade, contactei com alguns milhares de cabo-verdianos que me deram muitas alegrias, criando amizades que perduram no tempo, mesmo com aqueles que regressaram à terra de nascimento e que tenho o gosto de visitar nas minhas idas a Cabo Verde. Apadrinhei crianças nascidas nos Açores ou jovens em casamentos, assim como estudantes em queima das fitas. Sinto que tudo isto nos aproxima. No meu entendimento, as funções de Cônsul não devem resumir-se aos inerentes actos burocráticos. Tem que haver disponibilidade para outras ajudas, quando necessário.

Os Açores, desde que assumimos a função, receberam a visita de governantes como o Primeiro Ministro, Dr. Carlos Veiga, que veio acompanhado nessa visita particular, do seu homólogo português, António Guterres, e já em visita oficial, o Primeiro Ministro, Dr. José Maria Pereira Neves que recebeu, nesta cidade de Angra, em 2007, da mão do Presidente deste município a chave de honra da cidade, distinção máxima conferida pela primeira cidade portuguesa, classificada Património Mundial pela UNESCO, em 1983, estando de novo a visitar-nos. Aqui estiveram de passagem, ao longo desse tempo, em missões representativas do seu país, quatro ministros e cinco secretários de estado e o Reitor da Universidade de Cabo Verde. Recebemos a visita dos embaixadores, Onésimo Silveira, Daniel Pereira, Arnaldo Andrade Ramos (4 vezes) e agora da embaixadora Madalena Neves.

Apoiámos e acompanhámos geminações de municípios como as de Angra com Porto Novo (Santo Antão), S. Filipe (Fogo), Ribeira Brava (S. Nicolau) e Mindelo (S. Vicente), como assim a mais antiga existente, entre Velas (S. Jorge) / Espargos (Sal) ou Ribeira Grande (S. Miguel) / Ribeira Grande (Santo Antão) e outras em perspectiva.

Mas, agora que nos reformámos profissionalmente, temos projectos, como o de abrir, em Janeiro próximo, um escritório do nosso consulado no centro da cidade (ao Alto das Covas). Disporemos de mais tempo para receber a nossa comunidade e assim servi-la melhor.

Esperamos, somente, que a saúde nos permita tal, pois vontade não nos falta.

Antes de terminar, os meus parabéns a todos aqueles que foram homenageados na Terceira e S. Miguel e um agradecimento a colaboradores, sempre disponíveis, como a D. Inês Pereira Furtado (Néné), autêntica instituição de solidariedade, e que é também responsável pela Delegação da AIPA na ilha Terceira, ao Dr. Óscar Almeida Reis, hábil cirurgião, em Angra há 17 anos, que tem sempre disponibilidade para animar a comunidade com a sua voz e música, inconfundíveis e tão apreciadas mornas, e à AIPA na pessoa do seu presidente da direcção, Dr. Paulo Mendes, que tem cumprido um programa rico em actividades, com realce para as amplamente participadas por jovens da comunidade cabo-verdiana, realizadas no passado mês.
Que momentos como os que hoje estamos a viver se repitam. A todos o meu muito obrigado».