sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Compilação da imprensa (69)

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A nível internacional  


Museu do Vinho premiado
(Museu do vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum)

In A União 2008 pag. 1 e 2
Casa Agrícola Brum com nova administração - 2010- Aqui

Garrafa Comemorativa do 125.º Aniversário da Casa Agrícola Brum - 2015 - Vídeo Aqui



Outras "Parras" :

Planta da Freguesia dos Biscoitos (ano 1830) aqui

Plantas Vasculares nas Vinhas dos Biscoitos (ano 1971) aqui.

"A vinha perde-se e a população nada ganha" (ano 1994) aqui.

"Região de Biscoitos, nos Açores - Casas em vez de vinhas" - Santos Mota (ano 1994) - aqui.

"Biscoitos: que futuro? "-José Aurélio Almeida (ano 1996) - aqui.

"As Vinha dos Biscoitos" -Bailinho de Carnaval da Freguesia das Fontinhas. (ano 1997) aqui.

Pisa e Mosto (1997) aqui

Sinónimos- Casta Terrantez da Terceira -Aqui

"Uma virada nos Biscoitos"(Açores)- (ano 1998) aqui.

O viticultor açoriano está envelhecido (ano 1998/99) aqui

“Provedor de Justiça dá razão à Confraria” (ano 1999) aqui.

“Museologia de Interpretação da Paisagem Ecomuseu dos Biscoitos, da ilha Terceira” - por Fernando Santos Pessoa (ano de 2001) aqui.

"Carta de risco geológico da Terceira" (ano ano 2001) aqui.

"Paisagem Báquica - Memória e Identidade" - Aurora Carapinha (ano 2001) aqui.

“A Paisagem Açoriana dos Biscoitos” - por Gonçalo Ribeiro Telles (ano 2002) aqui.

"Fadiga sensorial" (ano 2007) aqui.

"Defender curraletas!" (ano 2007) aqui.

"Tutores" (ano 2007) aqui.

"Rememorando as origens dos Biscoitos nos séculos XV e XVI"- por Rute Dias Gregório (ano 2008) aquiaqui e aqui.

“A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo” - por Margarida Pessoa Pires (ano 2009) aqui.


"O Aditivo"- por Francisco dos Reis Maduro-Dias -ano de 2009 Aqui

A Casa Agrícola Brum tem nova administração - ANO de 2010 AQUI

Biscoitos de Lava para os “sete magníficos” (ano 2011) aqui

"Acerca do vinho" -por Francisco Maduro-Dias (ano 2011) Aqui

Sócios da associação de viticultores da ilha Terceira -  Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L.- não recebem há mais de 6 anos- Ano de 2011 - Video RTP  Aqui

Produtores engarrafadores e produção de vinho nos Biscoitos em 2012-  Aqui

Produção de vinho nos Biscoitos em 2015 - Aqui

Garrafa Comemorativa do 125.º Aniversário da Casa Agrícola Brum - 2015 - Video Aqui

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

EFEMÉRIDES AÇORIANAS- NOVEMBRO (9)

Angra do Heroísmo

1. 1986- É inaugurado na freguesia da Feteira, concelho de Angra do Heroísmo, o Restaurante O Barrigada (onde antes funcionou o restaurante da “Tia Rosa”) propriedade da família Martins: Francisco (Chico Martins) Ana Maria, Anabela e Paulo Alexandre.

2.1985- Abre ao público a Exposição de Arte Sacra em cinco salas do Museu de Angra na presença do Ministro da República para os Açores e de Sua Eminência Cardeal D. António Ribeiro.

3. 1985- A maioria da Filarmónicas existentes na Ilha Terceira executam em conjunto, sob a batuta de José Borges Leal Pamplona, no adro da Sé d’Angra a marcha “3 de Novembro”, da autoria de Artur Fonseca. Foram muitos os aplausos e muita a chuva.

4.2014- Realiza-se na Vila de Santa Cruz da Graciosa A Feira das Oportunidades. Uma organização do Município, Núcleo Empresarial e Associações Agrícolas da Ilha.

5.1954-Nasce em Ponta Delgada, ilha de São Miguel Mário Jorge Rodrigues Machado. Foi  Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada e deputado na Assembleia Legislativa dos Açores.

6.1995- Tem início no Centro de Formação Profissional Agrária de Angra do Heroísmo a primeira Sessão de Apreciação e Prova de Vinhos, a ter lugar nos Açores, uma organização da Confraria do Vinho de Verdelho dos Biscoitos.

7.1978- O Dr. Álvaro Monjardino  profere uma palestra “Transformar os Açores demora uma geração” na Casa dos Açores em Lisboa.

8.2016 -"A partir desta data os vinhos da Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L.sita à Canada do Tenente Coronel (antiga Canada da Galega) na Ilha Terceira - Açores), passam a ser produzidos e engarrafados pela Anselmo Mendes Vinhos Lda.. Com as marcas Magma e Muros de Magma, sob orientação técnica dos enólogos Anselmo Mendes e Diogo Lopes." 

9.1943- O Grupo de Esquadrilhas 247, sedeado nos Açores, ataca o primeiro submarino, com afundamento.

10.2007-No Programa"Gostos e Sabores" da RTPN da responsabilidade do conhecido Chefe Hélio Loureiro, realizado na Ilha de São Miguel, o vinho de Verdelho dos Biscoitos "Donatário" da adega da Casa Agrícola Brum Lda., fez parte da ementa.

11.2007-No âmbito da cadeira de tecnologia do Vinho, da cerveja, e das bebidas espirituosas alunos do 4.º Ano de Tecnologia Agro-Alimentar da U.A., acompanhados pela sua professora Maria Teresa Ribeiro de Lima, visitam o Museu do Vinho dos Biscoitos e a adega da Casa Agrícola Brum.

12.1930- Inicia a sua publicação o jornal “Correio da Horta”.

13.2011- Tem início no pequeno Auditório do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo o III Encontro de Arqueologia das Ilhas da Macaronésia.

14.2009- A Confraria Atlântida do Chá realiza no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto, o seu II Capítulo. Algumas confrarias marcam presença, entre as quais a do Vinho de Verdelho dos Biscoitos.

15.2003 -Falece Gustavo de Fraga natural da Fajãzinha, ilha das Flores, co-fundador da Universidade dos Açores / docente nas áreas da Filosofia e História Filosófica.

16. 2014- “Em cerimónia Pública, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Angra, a Presidente da Comissão Nacional da UNESCO, Embaixadora Ana Martinho, fez entrega do Certificado de membro da UNAL (Rede de Bibliotecas Associadas da UNESCO) ao diretor da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo”.

17.2013- O Chico Maria dos Biscoitos,ilha Terceira-Açores entra numa prova de vinhos portugueses conduzida e comentada pelo experiente conhecedor de vinhos Tomás Caldeira, Cabral no "Mercado de Vinhos" do Campo Pequeno, em Lisboa. 

18. 1981- Bispo de Viseu, D. José Pedro da Silva, natural da Fajã de São João, ilha de S. Jorge, comemora 25 anos da sagração episcopal.

19.1999 – É constituída a associação sem fins lucrativos denominada de Casa do Triângulo – Associação Cívica  na  freguesia de São Pedro, concelho de Ponta Delgada.

20.1991- Novo decreto-Lei n.º 445/91 referente ao novo regime jurídico de licenciamento municipal de obras particulares. 


22. 1860 - É inaugurado em Angra do Heroísmo o Teatro Angrense.

23.2010- Canto ao Vinho!- pela poetisa terceirense Rosa Silva.

24. 2000 - Atalhada Futebol Clube inaugura o seu Polidesportivo. Concelho de Lagoa, ilha de S. Miguel.

25.1895- É fundada na Vila da Calheta (ilha de S. Jorge) a Sociedade Filarmónica Estímulo.

26. 1910- Nasce na freguesia da Matriz da cidade da Horta Amílcar Goulart, escritor, dramaturgo, actor, produtor radiofónico, realizador e encenador.

27.1990- Decorre no Biscoitos (PV) um Curso de viticultura organizado pela direcção regional do desenvolvimento agrário.

28.2009- Realiza-se o Trepa Paredes 09 na parede de escalada da Escola Secundária (padre) Jerónimo Emiliano de Andrade, em Angra do Heroísmo.

29. 1886- É Fundada na Vila de S. Sebastião A “União Popular” (a Filarmónica União Sebastianense) por um grupo de cidadãos naturais e residentes naquela Vila da Ilha Terceira: José Machado Maciel, Cândido Gonçalves da Roza, Manuel Ferreira Drumond Coelho, António Pereira de Mello, Cândido de Mello Pacheco, Francisco Ferreira Machado, Francisco Falcão Toste, Luís Cardoso Disis, Manuel Paim Toste, Manuel Ferreira Machado, Cândido Gonçalves Roza e Francisco Machado Drumond.

30.1893- Tem início as obras da Praça de Toiros Espírito Santo, à Pereira, em Angra do Heroísmo.

Fonte: Arquivos de José da Silva Maya, Álvaro de Castro Meneses, “Revista Ilha Terceira” e “Almanaque Açores” e facebook.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Aldeias Maravilha de Portugal

Compilação da Imprensa (68)
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A VIAGEM QUE AINDA NINGUÉM FEZ 


Contada por Luís Segadões
Fotografada por Vasco Pinhal



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Outras "Parras" :

Planta da Freguesia dos Biscoitos (ano 1830) aqui

Plantas Vasculares nas Vinhas dos Biscoitos (ano 1971) aqui.

"A vinha perde-se e a população nada ganha" (ano 1994) aqui.

"Região de Biscoitos, nos Açores - Casas em vez de vinhas" - Santos Mota (ano 1994) - aqui.

"Biscoitos: que futuro? "-José Aurélio Almeida (ano 1996) - aqui.

"As Vinha dos Biscoitos" -Bailinho de Carnaval da Freguesia das Fontinhas. (ano 1997) aqui.

Pisa e Mosto (1997) aqui

Sinónimos- Casta Terrantez da Terceira -Aqui

"Uma virada nos Biscoitos"(Açores)- (ano 1998) aqui.

O viticultor açoriano está envelhecido (ano 1998/99) aqui

“Provedor de Justiça dá razão à Confraria” (ano 1999) aqui.

“Museologia de Interpretação da Paisagem Ecomuseu dos Biscoitos, da ilha Terceira” - por Fernando Santos Pessoa (ano de 2001) aqui.

"Carta de risco geológico da Terceira" (ano ano 2001) aqui.

"Paisagem Báquica - Memória e Identidade" - Aurora Carapinha (ano 2001) aqui.

“A Paisagem Açoriana dos Biscoitos” - por Gonçalo Ribeiro Telles (ano 2002) aqui.

"Fadiga sensorial" (ano 2007) aqui.

"Defender curraletas!" (ano 2007) aqui.

"Tutores" (ano 2007) aqui.

"Rememorando as origens dos Biscoitos nos séculos XV e XVI"- por Rute Dias Gregório (ano 2008) aquiaqui e aqui.

“A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo” - por Margarida Pessoa Pires (ano 2009) aqui.


"O Aditivo"- por Francisco dos Reis Maduro-Dias -ano de 2009 Aqui

A Casa Agrícola Brum tem nova administração - ANO de 2010 AQUI

Biscoitos de Lava para os “sete magníficos” (ano 2011) aqui

"Acerca do vinho" -por Francisco Maduro-Dias (ano 2011) Aqui

Sócios da associação de viticultores da ilha Terceira -  Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L.- não recebem há mais de 6 anos- Ano de 2011 - Video RTP  Aqui

Produtores engarrafadores e produção de vinho nos Biscoitos em 2012-  Aqui

Produção de vinho nos Biscoitos em 2015 - Aqui

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domingo, 1 de outubro de 2017

EFEMÉRIDES AÇORIANAS- OUTUBRO (9)


Ilhéus das Cabras. Ilha Terceira- Açores

1. 1988- O Coro da Academia Musical da Ilha Terceira canta no Auditório da Universidade de Toronto (Canadá). 

2. 2015- Decorre em Ponta Delgada, um workshop "Enfermagem Comunitária e de Saúde Pública nas Unidades de Saúde Pública", uma organização do Colégio de Enfermagem Comunitária

3. 1987- Tem início a IX edição do Rally Ilha Lilaz, uma organização da Terceira Automóvel Club. 

4. 1930 É inaugurado o Aeródromo da Achada, na ilha Terceira.

5.1972- É inaugurada da cidade da Horta a estátua do Dr. Manuel Brum de Arriaga. Escultura do micaelense Numídico Bessone.

6.2007- O Presidente da República Portuguesa inicia uma visita ao Arquipélago.

7.1991- Realizaram-se este ano no Concelho de Angra do Heroísmo 112 touradas à corda.

8.1943- Desembarca no Porto das Pipas em Angra do Heroísmo, com destino às Lajes, a Royal Air Force do comando do vice-marechal do Ar, Geoffrey Bromet, ao abrigo da velha aliança luso-britânica. 

9.2015- Realiza-se um colóquio na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada denominado “Orpheu nos Açores”, integrado nas comemorações da revista Orpheu.

10. 1948- Nasce, na freguesia de Rabo de Peixe, concelho de Ribeira Grande, ilha de São Miguel, o Cónego João Maria Brum.


12.1939- É construído na Ilha das Flores o Campo de Futebol da Lomba.

13.1976- É visto por várias pessoas um OVNI no Pico da Barrosa, Ilha de S. Miguel. 

14.1911- A biblioteca da Sociedade da Recreio dos Artistas, instalada no antigo Convento da Graça em Angra do Heroísmo, é destruída por um incêndio com origem numa arrecadação de lenha da padaria existente naquele convento.

15.1879- A barca britânica “High Flyer” encontra-se no porto de Ponta Delgada.

16.1993- A Secretaria Regional de Saúde e Segurança realiza, na Escola de Enfermagem de Angra do Heroísmo, uma Mesa Redonda a fim de comemorar o Dia Mundial da Alimentação – “A diversidade da natureza = património valioso”.

17- 1980- Falece no Hospital de Santo Espírito em Angra do Heroísmo a professora e  poetisa Francisca do Carmelo Bettencourt (Maria do Céu).

18. 1995- Falece em São Francisco (Califórnia) o ilustre terceirense Raúl Pacheco do Canto Brum (Carvalhal).

19.2014- Encerra no Porto Judeu, ilha Terceira, a ExpoTerceira, organizada pela União de Radioamadores dos Açores.

20.2008- Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum é visitado por um cagarro.

21. 1926- Embarca na Ilha Terceira rumo a Ponta Delgada (Ilha de S. Miguel) no navio Sinaia, da Febre Line, o Marechal Gomes da Costa.

22.2011- O Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense promove em S. Carlos,  no Salão da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo a III NOITE DA ALCATRA

23.2011- A fim de colher imagens para o “Roteiro Cultural dos Açores”, uma iniciativa da Presidência do Governo dos Açores através da Direcção Regional da Cultura, com a colaboração do Centro Nacional de Cultura, esteve no Museu do Vinho, sustentado pela família Brum, José Guedes da Silva.

24.1953- É baptizado na Ermida do Espírito Santo, freguesia dos Biscoitos, Luís Manuel Mendes Brum

25.2000-Tem início em Ponta Delgada o colóquio “Ernesto do Canto – retratos do homem e do tempo”.

26.1901- É sagrada a Ermida Nossa Senhora da Boa Viagem, Portal, freguesia da Ribeira Seca, concelho da Calheta, Ilha de São Jorge.

27.1984- É distinguido na cidade da Horta o Sr. Tomaz Alberto,2.º Comandante da Associação Faialense de Bombeiros Voluntários, com o maior galardão do Congresso Nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses – o Crachat de Ouro.

27.1985- É inaugurada em Angra do Heroísmo a nova sede do Sindicato dos Trabalhadores de Escritório e Comércio, em edifício acabado de construir, na Rua Recreio dos Artistas, 14.

28.2009- Realiza-se a prova de escalada na parede /muro da Escola Secundária (padre) Jerónimo Emiliano de Andrade, em Angra do Heroísmo.

29.2010-Vindos de Mont Saint Aignan encontram-se na ilha Terceira 31 colaboradores e associados da Union Terres de France.

30. 1986- A Direcção do Rádio Clube de Angra apresenta, durante uma conferência de imprensa, a Nova Grelha de Programação.

31- 1985- Tal como os anos anteriores a Caixa geral de Depósitos promove as comemorações do Dia Mundial da Poupança. O concurso Trabalhar, Poupar e Investir têm como objectivo favorecer a juventude estudantil: Prémios nacionais e distritais: no primeiro caso 40, 60 e 100 contos e no segundo, de 20, 30 e 50 contos.

Fonte: Arquivos de José da Silva Maya, Álvaro de Castro Meneses, “Revista Ilha Terceira” e “Almanaque Açores”.


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Compilação da Imprensa (67)

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Museu do Vinho
Obra impar nos Açores

In Jornal da Praia 21/setembro/1990


Casa Agrícola Brum com nova administração - 2010- Aqui

Garrafa Comemorativa do 125.º Aniversário da Casa Agrícola Brum - 2015 - Vídeo Aqui



Outras "Parras" :

Planta da Freguesia dos Biscoitos (ano 1830) aqui

Plantas Vasculares nas Vinhas dos Biscoitos (ano 1971) aqui.

"A vinha perde-se e a população nada ganha" (ano 1994) aqui.

"Região de Biscoitos, nos Açores - Casas em vez de vinhas" - Santos Mota (ano 1994) - aqui.

"Biscoitos: que futuro? "-José Aurélio Almeida (ano 1996) - aqui.

"As Vinha dos Biscoitos" -Bailinho de Carnaval da Freguesia das Fontinhas. (ano 1997) aqui.

Pisa e Mosto (1997) aqui

Sinónimos- Casta Terrantez da Terceira -Aqui

"Uma virada nos Biscoitos"(Açores)- (ano 1998) aqui.

O viticultor açoriano está envelhecido (ano 1998/99) aqui

“Provedor de Justiça dá razão à Confraria” (ano 1999) aqui.

“Museologia de Interpretação da Paisagem Ecomuseu dos Biscoitos, da ilha Terceira” - por Fernando Santos Pessoa (ano de 2001) aqui.

"Carta de risco geológico da Terceira" (ano ano 2001) aqui.

"Paisagem Báquica - Memória e Identidade" - Aurora Carapinha (ano 2001) aqui.

“A Paisagem Açoriana dos Biscoitos” - por Gonçalo Ribeiro Telles (ano 2002) aqui.

"Fadiga sensorial" (ano 2007) aqui.

"Defender curraletas!" (ano 2007) aqui.

"Tutores" (ano 2007) aqui.

"Rememorando as origens dos Biscoitos nos séculos XV e XVI"- por Rute Dias Gregório (ano 2008) aquiaqui e aqui.

“A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo” - por Margarida Pessoa Pires (ano 2009) aqui.


"O Aditivo"- por Francisco dos Reis Maduro-Dias -ano de 2009 Aqui

A Casa Agrícola Brum tem nova administração - ANO de 2010 AQUI

Biscoitos de Lava para os “sete magníficos” (ano 2011) aqui

"Acerca do vinho" -por Francisco Maduro-Dias (ano 2011) Aqui

Sócios da associação de viticultores da ilha Terceira -  Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L.- não recebem há mais de 6 anos- Ano de 2011 - Video RTP  Aqui

Produtores engarrafadores e produção de vinho nos Biscoitos em 2012-  Aqui

Produção de vinho nos Biscoitos em 2015 - Aqui

Garrafa Comemorativa do 125.º Aniversário da Casa Agrícola Brum - 2015 - Video Aqui

domingo, 10 de setembro de 2017

COMUNICAÇÃO: «XXVI FESTA DA VINHA E DO VINHO» VII

“Do Território dos Biscoitos!”


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VII - Concluo

Por ordem superior e natural de missão, caberá sem dúvidas ao município e à sua Câmara Municipal, esse papel principal seguindo-se a Junta de Freguesia pela sua relação de proximidade e inerências que ocupa;
À «Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos», que tem como missão divulgar, daí ser também importante resgatar a publicação do seu  Boletim, e defender a qualidade dos vinhos que aqui se produzem, incluo, por não existir ainda uma entidade que a ele se ocupe, o tradicional «Vinho de Cheiro», por razões históricas, desde logo pela centralidade da sua ligação às Festas do Divino Espírito Santo e nos valores da nossa gastronomia;
e por ultimo, a todos nós, sejamos naturais ou apenas residentes ou avaliadores desse Território, sem esquecer-mos, o papel  que caberá à Comunicação Social, que terá de ser mais activa, mais transparente, menos centrada apenas em só alguns protagonistas, logo, menos partidária, esquecendo-se de vir ao terreno, conhecer o que todos nós andamos a fazer, e andamos, andamos a fazer muito, na valorização deste território e consequentemente na valorização final do produto de excelência que são sem duvidas os nossos vinhos de onde se destaca o Verdelho.


“A paisagem, como valor patrimonial,
é um quadro vivo onde se espelha
a identidade cultural do nosso país,
e por isso a sua importância
é comparável à da língua que falamos
e se espalhou pelo mundo.”
Gonçalo Ribeiro Teles
In Boletim da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos

E termino tal como iniciei, citando:
… e Citarei, Drumond (Francisco Ferreira), natural da freguesia de São Sebastião, nos seus Apontamentos Topográficos, Políticos, Civis e Ecclesiásticos para a História das nove Ilhas dos Açores, servindo de suplemento aos Anais da Ilha Terceira (1858).

…”Biscoito do Porto da Cruz - … É situada esta freguesia ao nordeste da ilha quase uma légua distante das Quatro Ribeiras em um desagradável terreno composto de uma áspera, dura, e negra lava demonstrando os horríveis estragos do fogo, motivo porque a sua perspectiva em tempos de Inverno é muito feia : ao que acresce o muito frio e desbrigo em que se acha:  e pelo contrário em tempo de Verão tornando-se ornada de verdura pela rica abundância de suas vinhas e pomares
(HOJE INFELIZMENTE ESSA NÃO É A SUA REALIDADE, COMO SABEIS)” ,
oferece os maiores encantos (Continuo a sitar Drumond) à vista de cima de suas eminências (). Tão desagradável, e ingrato é com efeito de Inverno aquele lugar, que anda em antigo provérbio -
” sou dos Biscoitos por meus pecados - :
e de Verão - : sou dos Biscoitos por «DEUS» querer !”

Viva A Vinha, o VINHO, e Todos quantos Laboriosamente Trabalharam, Trabalham e Amam este TERRITÓRIO VÍNICO E SINGULAR DESTAS FAJÃS DOS BISCOITOS! (…)
O meu sentido e sincero  OBRIGADO a todos Vós por me terem escutado
e haja saúde
Disse!

VICTOR MANUEL DA SILVA CARDOSO
victorsmuseum@hotmail.com


sábado, 9 de setembro de 2017

COMUNICAÇÃO: «XXVI FESTA DA VINHA E DO VINHO» VI

“Do Território dos Biscoitos!”


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VI - Um Desafio final às Entidades com responsabilidade na sua Gestão.

…“ Meu primo Chico Maria,
Dono de Agualva e Fontinhas !
Dizei-me se lá no Céu
Tendes saudades das vinhas…

NEMÉSIO Vitorino  “Cantigas à Porta a Botica” In festa Redonda (p.124) - 1950

E porque estamos num Museu em espaço aberto, onde estas conversas são parte do seu acervo e desta valiosa valência cultural, porque regista e dá testemunho de uma herança singular na ilha, estamos na terra do “Verdelho”, das Vinhas, das Curraletas e porque falamos de um Território, que nos mobiliza e que tanto nos caracteriza, falar dele, dos Biscoitos, num sentido amplificado. Marcámos assim este novo encontro, sobre o mesmo pretexto, voltar a falar das Vindimas e do Vinho e tendo como retaguarda, amiga e competente, este “Grupo Folclórico” que cuida de aprofundar o saber dos nossos cantares e bailados dos nossos ancestrais.

A Cultura da Vinha como base de um projecto Cultural, global a desenvolver: Seja de um Eco-Museu a um Museu do Território e da Comunidade, ou limitar-se apenas a este espaço geográfico dos Biscoitos, instalando-se um Centro de Interpretação, qualquer um deles que venha a ser a opção, será sem duvidas, o grande dinamizador do Território, que deveria merecer total acolhimento por parte da sua autarquia, porque se está a falar de CULTURA (…)

(continua)

COMUNICAÇÃO: «XXVI FESTA DA VINHA E DO VINHO» V


“Do Território dos Biscoitos!”


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V - Sinonimías

Importante também deixar-vos, nesta minha comunicação esta nota embora muito sumária: Sinalizar e dar relevo para a importância das SINONIMÍAS das nossas Castas, como o nosso Povo usa dizer “Chamar os Bois pelos seus verdadeiros  nomes!”

Assim temos:

Verdelho Velho «» não possui: Trata-se de um Verdelho mais miudinho e mais soltinho entre os bagos, mais esgalhado e pouco rentável.
Verdelho Branco «» Verdelho tal como o conhecemos
Verdelho Roxo «» Existe apenas na Terceira e nos Biscoitos, trata-se de uma mutação do verdelho branco, mais resistente e produtiva, mas que mantém todas as caracteristicas da casta mãe. É por essa ordem de razão, uma Casta única nos Açores, logo autóctone, que devemos ter a determinação de a saber proteger, verdadeiramente, para não suceder ao que está acontecendo com o Terrantez da Terceira, que urge rectificar, pelo menos nos vinhos que sejam produzidos na ilha e com particular sinalética e enfase neste território dos Biscoitos.
Terrantez da Terceira (consta no Cadastro Nacinal IVV) o que se designa por Arinto do Pico e “modernamente2 por Arinto dos Açores
Arinto (Terceira) Existe mas é mais tardio
Importante ainda se torna: Recuperar as antigas castas: Arinto; Boal das Abelhas e o Bruim. Existem ainda essas castas no Campo Ampelográfico deste Museu do Vinho, daí a sua importância de encontrar novos parceiros.

(continua)


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

COMUNICAÇÃO: «XXVI FESTA DA VINHA E DO VINHO» IV

“Do Território dos Biscoitos!”


Continuação dos anteriores AQUI


IV - A Instalação de dois CAMPOS AMPELOGRÁFICOS

 “Farei da minha Casa a Casa de todos os Povos!”
Ezequiel 37, 21-22

No processo de recuperação da nossa vinha, tinhamos como sonho e era um dos objectivo, instalarmos também um Campo Ampelográfico, mas “In sitio”, ou seja, queriamos seguir o excelente exemplo criado pelo Museu do Vinho e Casa Agrícola Brum, pioneiros na região nesse importante activo, por o terem criado e plantando nele, todas as castas existentes no arquipélago, salvaguardando-se assim a sobrevivências desse valioso património vitícula das nossas ilhas, infelizmente ainda sem o devido aproveitamento dos Serviços competentes e da própria Universidade, que parecem adormecidos sobre a real e capital, e centralidade da sua importância.

Mas como vos dizia, a sua instalação “In sítio”, sinaliza, a orientação, por ficar no coração das vinhas, ao passo que o Campo, que é hoje património visitavel deste magnifico Museu em Espaço aberto onde nos encontramos, estar implantado a cima da estrada, ou seja, já fora da cota de referência de excelência para a cultura da vinha dos Biscoitos, mas, é bom sublinhar, que em nada o desvaloriza, bem pelo contrário., trata-se de magnifico e exemplar «CA.»

Inicialmente tinhamos pensado em instalar o nosso “CA”, também em sistema de Poste/Arame – 3 arames,  com essa diversidade de casta - 23 Casta, algumas, autócnotes, mas ao nosso, forsosamente teríamos de juntar, mais uma, ou seja o «Seibel» - que já possuímos, com púas vindas de uma excente vinha, localizada no Lajido, Ilha do Pico e enxertadas em R99 e Jaquez. Este era o nosso projecto inicial.  Mas aos pouco ficámos animados com um outra opção, mais corajosa, arrojada, mas pertinente para nós porque fazia todo o sentido.

Dada a existência já de esse excelente CA, do Museu do Vinho dos Biscoitos, e como a base do nosso projecto de recuperação da nossa Vinha, optámos por preveligiar as Castas tradicionais brancas, daí foi um passo, para instalarmos um CA, mas onde estivessem representadas todas as castas BRANCAS e nobres portuguesas, produtoras de Bom Vinho, e pela nossa pequena dimensão territorial, tivemos que limitá-las e ter como eleitas, as três (3) mais emblemáticas e principais em cada uma das respectivas Regiões.

Assim: o CAMPO (CA 1) - 200 m2 irá ter:

As 14 Regiões Vinícolas de Portugal (não incluidas as sub-regiões)
Regiões: Região Vinicola dos Vinhos Verdes; Região Vinicola dos Açores; Região Vinicola de Porto e Douro; Região Vinicola de Távora-Varosa; Região Vinicola da Bairrada; Região Vinicola de Dão e Lafões; Região Vinicola da Beira Interior; Região Vinicola de Lisboa/Estremadura; Região Vinicola do Tejo/Ribatejo; Região Vinicola da Península de Setúbal; Região Vinicola do Alentejo e Região Vinicola da Madeira

Alguns exemplos:
Região Vinicola dos Vinhos Verde, castas: Alvarinho; Loureiro; Trajadura
Região Vinicola dos Açores, castas: Verdelho; Terrantez da Terceira e Arinto
Região Vinicola de Porto e Douro, castas: Gouveio*; Malvasia Fina*; Moscatel*;
Região Vinicola de Dão e Lafões, castas: Encruzado; Bical*; Malvasia Fina*
Região Vinicola de Lisboa/Estremadura, castas: Arinto*; Malvasia*; Seara-Nova
Região Vinicola do Alentejo, castas: Antão Vaz; Roupeiro*; Diagalves
Região Vinicola da Madeira, castas: Sercial*; Boal; Malvasia*
*Também de outras regiões

Caracteristicas Técnicas: o CA está implantado numa curraleta de chão de terra, sem bagacina, (correspondia às duas curraletas maiores da vinha) e tem as suas linhas, no sistema Poste/ Arame (3 arames), orientadas no sentido Norte/Sul, para permitir maior exposição solar. A maioria das plantas vem já enxertadas e foram adquiridas em Viveiros certificados do Continente.

CAMPO (CA 2) - 50m2
Região: Açores
Castas 5 : Verdelho Velho; Verdelho Branco; Verdelho Roxo; Terrantez da Terceira e Arinto
Caracteristicas Técnicas: Implantado, numa curraleta pré selecionada (50 m2), de empedrado, com respecivas covas, boa localização, para permitir também fácil visita, com todas as Castas Brancas, de qualidade existentes na Região,  cada uma delas, enxertadas em produtores locais: Jacquez; Marina e Herbremont, que servirá de laboratório, não só à nossa cultura e produção e permitirá ainda o acesso a estudiosos, que pretendam desenvolver trabalhos e campos de pesquisa.

(continua)

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

COMUNICAÇÃO: «XXVI FESTA DA VINHA E DO VINHO» III

“Do Território dos Biscoitos!”


O anterior aqui



III - Um Testemunho na primeira pessoa na Recuperação de uma Vinha: Motivação, ânimo, constransgimentos, alguma tristeza, mas também alegria e muito, muito trabalho!


“… Meu primo Chico Maria,
Maioral do meu concelho,
Alfenete de oiro puro
Como vinho de Verdelho !”

NEMÉSIO Vitorino  “Cantigas à Porta a Botica” In festa Redonda (p.123) – 1950

Principais tarefas ou processos na Recuperação e Reabilitação de uma Vinha:

- Desmatação (Ânimo e Motivação) Mt Trabalho mas alegria (…)
- Arranque das cepas velhas, no nosso caso trabalho sempre realizado aos fins de semana e feriados
- Levantamento de Paredes: paredes singelas e dobradas
- Nova Plantação: Bacelos porta-enxerto indicadas pelos Serviços: Da experiência adquirida, já no território e em relação ao 1103 Paulsenm julgamos que o R99 se adapta melhor às nossas caracteristicas da região, se bem, que a aposta deveria centrar nos produtores locais, trabalho que está por fazer. (…)

Alguns Constrangimentos e tristeza, pela grande falta de apoio técnico das entidades competentes nomeadamente nas fases de:  Plantação; Enxertia e Poda – de formação. Essa componente formativa é de capital importância, para a realidade das nossas vinhas, o que temos vindo a assistir é a uma precária visita e participação dos Técnicos, com formação na área, em toda a fase da cultura no Território – vive-se quase numa situação de orfandade (…)

Depois continuamos também a assistir a um mau serviço da nossa Comunicação Social. Existem jovens empreendedores a trabalhar em projectos fantásticos, mas que não lhes são dadas a devida projecção.

E finalmente alegria pelos resultados que vamos constatando de poder ver os jovens sarmentos carregadindos de bonitos cachos de uvas, é o que nos anima e nos move a continuar – é muito bom poder sentir o fruto do nosso trabalho que é bem visível.

(continua)


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

COMUNICAÇÃO: «XXVI FESTA DA VINHA E DO VINHO» II

“Do Território dos Biscoitos!”


O anterior aqui


II - Como se processavam as Vindimas nessa época, do que me recordo 

Na véspera, ia-se levar um molho de cestos à vinha (um carreto de cestos de vimes), para que quandos os Homens e mulheres chegassem no dia seguinte começassem a vindimar, eram cerca de 8/10 podendo chegar as 12 cestos de duas asas (vindimeiros), mais os cesto de vindima, cesto de uma só asa, mais pequenos tal como os conhecemos, (…) e dependendo sempre do peso que poderia carregar o homem, eram atados com espadama, mais tarde substituida por corda, esse percurso era sempre  realizado a pé da Adega até à Vinha.
No dia da Vindima o feitor, que era o responsável por todas as coisas relacionadas  com a cultura da vinha, no nosso caso, «O Tio Aníbal» ( faleceu este ano nos EUA - Califórnia), ele era também feitor do Sr. «Feiticeiro», vinha ter à nossa Adega, por essas 8h00, ela situa-se na Canada do Caldeiro, a última no sentido Norte/Sul – rumo à Estrada do Mato. 
“Matava-se o bicho”, com vinho de cheiro, velho, que tradicionalmente e estratégicamente, se guardava para a época das vindimas (também para se preparar as tradicionais Alcatras para a Festa dos Biscoitos), nesse “mata- bicho” tinhamos também sempre uma garrafa de aguardente da terra, acompanhado com queijo de peso (queijo de São Jorge) cortado aos pedaços, «eu», já tinha uma parte do meu franel pronto na minha cesta, preparada de véspera ao final da tarde, levava-se sempre queijo fresco, da nossa produção agrícola, feito pela minha Mãe em dosse reforçada para  o almoço da Vindima.
De seguida partia-se rumo à vinha, antes porém, uma paragem na Venda do Tio José Vieira, situada a meio da Canada do Caldeiro, na banda poente, junto ao entroncamento com a Rua de Mangas. Tratava-se de uma paragem estratégica, necessária, que ali sempre ocorria, para se comprar um reforço para o almoço (ficava no rol): atum, mais um pedaço de queijo, “pão da venda”, que se encomendava de véspera, algumas laranjadas e tabaco de filtro, eu que não era fumador, nunca o fui, pedia a meu Pai para $ Tabaco para os Homens, e sempre fui bem sucedido, porque autorizado, gostava das marcas: Santa Justa; Goodflame e Apolo 20, por vezes também Curdos (mas estes eram bem mais fortes no dizer dos entendidos). Naturalmente que a minha inclinação por essas marcas, ficava a dever-se, por terem em destaque a côr vermelha, explicada parece estar a opção, pois como o disse, não era fumador (…), e curiosamente meu Pai até era Verde. 
Levava-se também, da adega dois garrafões de vinho de cheiro e outro contendo àgua, que fora previamente fervida, em Talha de barro, na nossa cozinha.
Na vinha o feitor, distribuia sempre os homens e mulheres, pelas tornas, de modo a ficar mais equilibrado o serviço, geralmente os homens é que despejavam os cestos de vindima, quando cheios, para os cestos de duas asas, que eram também colocados estratégicamente junto das passagens para facilitar a operação do seu transporte no final da vindima.
Pelas 10:00 horas fazia-se uma ligeira paragem, para descanço e mata bicho, uma pequena merenda, chicharros fritos e um prato de queijo cortado aos bocados para calçar o estomago até à hora do almoço. Os fumadores aproveitavam também a paragem para matar o vicio. Esta era uma prática mais usada nas vindimas mais ditas mais “pobres”, havia algumas, mais abastadas, onde essa prática ou uso não acontecia. Na nossa casa, esse era o costume, sempre foi assim – uma tradição de que me recordo bem e de que guardo boas recordações, e de que tenho saudades.
Pelo meio-dia almoçávamos:
Havia sempre um prato de uvas, que se apartava no inicio da vindima, para não estarem quentes à hora da refeição. O Almoço constava para além das latas de atum, também havia cavala e curtume caseiro e os queijos, com pão da Venda e pão caseiro - o que os homens e mulheres levavam. Vinho de cheiro, Laranjada que se distribuia pelas mulheres e crianças, tudo com ordem era a bebida de suporte. Após o almoço, uma ligeira pausa para o tabaco.
Por volta da uma da tarde dava-se inicio à segunda parte da apanha das uvas, decorria até essas 17h00, (havia por volta das 3 da tarde uma ligeira paragem para se matar o bicho). Às 5 da tarde, terminava a apanha e os homens iniciavam o processo de acartar os cestos, cestos grandes, poisando-os depois em fila sobre uma parede consistente, por vezes era necessário calçá-los para ficarem direitos, para não tombar, usando-se uma pequena pedra e ficavam assim a aguardar pela chegada da Fraguneta, que se havia, previamente, combinado a hora com o condutor na Praça dos Biscoitos, para as ir buscar ao sítio combinado e para as levar até à Adega. 
Por vezes terminávamos a apanha mais cedo e aí, procurávamos saber a zona onde se encontrava o nosso condutor, para irmos ao seu encontro, ganhávamos assim, um pouco na antecipação aos que estavam na Praça, e era hábito, ajudarmos sempre no serviço que estava a decorrer, no carregar e descarregar dos cestos para o processo ser mais rápido e os condutores, gostavam, pois assim conseguiam ganhar mais uns fretes. 
Um pormenor que importa relevar: à hora previamente combinada, os condutores não falhavam, estavam junto ao local combinado para se carregarem as uvas. Uma parede cheia de cestos, era motivo de enorme satisfação, e orgulho sinal de que a Vindima tinha sido boa – era um regalo vê-la daquela maneira (situação que importa resgatar neste nosso território, restaurando-a) da parte que nos toca, seguramente que assim será implementando e incentivando-se essa prática, esse costume caído em desuso. 
…”Uma «Fragoneta» hoje com a designação de «Carrinha», bem carregadinha de uvas, com os cestos em dois ou mesmo três andares, seria fantástico, belo, poder-se o testemunhar de novo, nos caminhos dos Biscoitos, na nossa “Casa” e nas nossas Vindimas, como o referi, iremos trazer essa fantástica realidade e imagens de volta!” (…)
Importará sinalizar e recordar, que os primeiros carretos, nesta modalidade, correspondiam a 15 cestos, na caixa, mais tarde, começou-se a usar as tábuas, colocadas transversalmente por cima dos cestos para aumentar assim a maior capacidade de transporte. Paralelamente a este tipo de transporte mecanizado, sentiamos também, sempre, a presença e a harmonia do chiar dos «Carros de Bois», do Tio Manuel Pereira e do Tio José Chora, carregados com os seus balceiros, percorrendo os lugares de pior piso e de difícil acesso às Fragonetas, para irem carregar as uvas dos fregueses…
Cada cesto de duas asas correspondia e corresponde a cerca de 40/ 50 Kg, e um cesto bem carregado se fosse de uva de cheiro, corresponde a 3 Potes de vinho e dependendendo mesmo do cesto, poderá chegar aos 4 Potes, enquanto se forem uvas de Verdelho ou Terrantez, dará 2,5 potes - um pote aqui nos Biscoitos corresponde a 11 Litros de vinho, na Graciosa são 12 Litros.
Com as uvas chegadas à Adega, dava-se inicio ao esmagamento, ou “à pisa”, cesto a cesto, usando-se os Esmagadores de roda grande, que nós, com o nosso movimento  vigoroso de braço, faziamos movimentar os dois cilindros, num sistema de rodas dentadas, ao lado existia um pequeno escadote de madeira, para facilitar o proceso de vasamento das uvas que estavam no cesto para a caixa do esmagador, era um momento que se desejava bastante, pois assim podia-se ver a quantidade de mosto e apreciar os aromas deliciosos que se começavam a libertar vindo ao nosso encontro, “envolvento toda a adega”, proveniente do sumo de uva obtido. 
Esta, era a prática, usada, para a casta Isabella -  o “Vinho de Cheiro”. 
Já no «Verdelho» o procedimento era diferente: os cestos eram despejados no lagar e a pisa era feita por Homens, pelos rapazes e também pelas raparigas da casa – lavam-se bem os pés (…). Era uma alegria, tamanha, esses momentos. Depois das uvas pisadas ou esmagadas, consoante a casta, porque nas castas brancas, obriga a esse processo sequencial, isto é: depois da pisa a pés, o sumo era transfegado, para a vasilha e o engaço ia para a prensa para ser ligeiramente apertado, processo de bica aberta, repousando nas primeiras 24 horas numa vasilha, geralmente era sempre em meias pipas, só depois era armazenado nas pipas – as nossas eram de 440 Litros. 
Na uva de cheiro, como sabeis, são reservados três a quatro dias de balceiro, devendo o pé ser mexido pelo menos duas vezes por dia, só no ultimo dia é que não se opera essa acção. 
O nosso vinho de cheiro, tal como o Verdelho, era muito bom, não se trata de uma expressão que sinalize vaidade, eram efectivamente muito apreciados, consequência naturalmente das boas práticas reservadas na Adega, desde logo, nos cuidados reservados ao vasilhame, depois na sua localização (aguardamos com grande expectativa pelo momento da nossa primeira vindima e dos nosso primeiros vinhos que julgamos, poder vir já a ocorrer no próximo ano, embora ainda limitada na quantidade e na qualidade, como é justificavel, porque estamos na presença de uma vinha nova - mas lá chegaremos! (…)
Concuidos os trabalhos na adega, era chegada a hora do Jantar ou da Ceia, expressão rural usada pelos homens mais antigos. Na nossa Casa, era assim, subia-se, rumando à cozinha, para termos esse aconchegante alimento, era sempre uma Feijoada à moda antiga, levava toucinho e cabeça de porco – queijaço e também um pouco de linguiça, mas não era muita a mistura – a minha Mãe fazia-a com grande mestria. Concluída a refeição, terminava também o nosso dia de Vindima, regressando o pessoal, que havia estado a trabalhar, ás suas casas. 
Recordar, que  muitos dos trabalhadores, mais jovens, que vinham para as Vindimas dos Biscoitos, tinham como obectivo ganhar uns dinheirinhos para os Toiros do Porto nos Biscoitos – Festa muito concorrida e apreciada, singular na Ilha, naquela altura quem tivesse 100$00 (escudos) tinha muito dinheiro! (…)
As Mulheres ganhavam 15$00 chegando depois aos 20$00. Os Homens, esses recebiam 25$00, esses os valores correspondentes ao dia de trabalho. As muheres regressavam mais cedo a casa e os Homens ficavam para acartar os cestos.
Este pessoal era contratado quando chegavam à Praça, logo pela manhã, vindos do Raminho e da Agualva, pagando-se sempre no final da sua jornada de trabalho.
Ainda algumas lembranças mais desses meus tempos de Vindima:
Recordo-me dos condutores das «Fragonetas», lembro-me bem dos Sr. Farpela, todos queriam que fosse ele a ir carregar as uvas, dada a sua nobreza e simpatia no trato, emigrou para os EUA, já falecido, “para o seu lugar” veio o José Gabriel «Chalô ou Chalão, de apelido», emigrou para o Canadá, mais tarde o José Daniel Lourenço, do Raminho - reside nessa freguesia de onde é natural e mantém praça e por último dos que me recordo o Sr. Roberto Linhares, um micalense que casou para os Biscoitos e que tinha também um «Botequim», onde se podia comer uma boa feijoada e chicharros fritos, localizado acima da Adega do António da Chica, tinha uma Fragoneta (Furgoneta), verde, muito bonita, da emblemática marca alemã «BORGWARD», havia-a adquirido, a primeira que teve, ao Pescador Fermínio de São Mateus, depois comprou outra à Mobil, essa já a gazolina, depois substitui por uma Nissan Caball, mas isso já no pós sismo de 80. Os três primeiros eram condutores da Sotran, enquanto o Roberto tinha sido condutor da EVT, mas viria a establecer-se por conta própria.
Na segunda-feira, da Festa dos Biscoitos, dia de Tourada de fama, de manhãzinha podia-se escutar os sons da “magistral orquestra”, porque os viticultores eram também lavradores, de regresso das vacas, a hora, era de mexer novamente o pé que se encontrava na prensa e dar-lhe mais outro aperto, para depois se poder dar uma fuga ao mato, à boleia, para se assistir à apartação dos Toiros, que iriam ser corridos ao final da tarde, na concorrida tourada da ilha, nesse tempo só havia essa nesse dia.

(Continua)